Exames laboratoriais
- Ácido úrico sérico maior que 7 mg/100 ml embora existam raros casos de portadores de gota com uricemia normal.
- Provas de atividade inflamatória: hemossedimentação, mucoproteina, proteina C reativa podem se elevar na fase aguda.
- Hemograma - pode ocorrer leucocitose na fase aguda
- Excreção de ácido úrico (uricosúria). Realizado em urina de 24 horas. Serve para definir hiper, normo e hipoexcretores, dado utilizado na escolha e monitorização terapêutica.
- Glicemia colesterol, triglicérides - podem estar alterados no paciente com gota.
- Líquido sinovial: presença de cristais de monourato de sódio extra e intracelulares. Esses cristais são finos e tem pontas afiladas.
- Presença de polimorfonucleares em grande quantidade na fase aguda.
- Anátomo patológico: presença de granulomas envolvendo massas de cristais de urato em tofos e articulações comprometidas.
Raio X
Verifica-se múltiplas erosões ósseas em saca-bocado com bordos escleróticos e espiculados como se fossem as valvas de uma concha (imagem em "concha").
Habitualmente o osso afetado é esclerótico, as vezes com clacificação periarticulares.
Os tofos podem ser vistos como uma opacificação tênue ao raio X e às vezes tornam-se calcificados. Com o evoluir da doença surgem lesões líticas ósseas disseminadas, perda do espaço articular osteófitos e numa fase terminal anquilose e osteopenia.
GOTA - CORRELAÇÃO ANÁTOMO-RADIOLÓGICA

Dr. Ricardo Fuller