Nefrologia/Rim/Rins - Adesão ao tratamento imunossupressor no transplante renal
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Nefrologia/Rim/Rins

Adesão ao tratamento imunossupressor no transplante renal

10/12/2009
Artigo de Revisão

Adesão ao tratamento imunossupressor no transplante renal
Compliance to immunosuppressive treatment in renal transplantation

Autores: Danyelle Souza Silva1, Maria Lucia Livramento1, Lilian Monteiro Pereira1, Elias David Neto1

keywords: non-compliance, renal transplantation, immunosuppressive reatment, renal failure.
Descritores: não-adesão, tratamento imunossupressor, transplante renal, insuficiência renal.

ABSTRACT:
Introduction: Poor compliance with immunosuppressive treatment is seen after renal transplantation in patients of all ages, but it is more common in children and adolescents. This is an important matter because it increases the risk of late acute rejection and graft loss. The objective of this study was to review the literature on non-compliance with drug therapy after renal transplantation. Methods: SciELO, PubMed, LILACS, and MEDLINE databases from January 2000 to July 2007 were reviewed using descriptors related with this subject. Results: A widely accepted definition of non-compliance does not exist. The studies available used a variety of combined tools to measure compliance with immunosuppressive treatment. This, most likely, influenced the differences seen in the prevalence of non-compliance in patients after renal transplantation, as well as the choice of strategies to prevent it. Although the authors agreed that multiple factors interfere with the incidence of non-compliance after renal transplantation, they do not agree on the quality of those factors. Among those factors, we should mention: receptor age, race, gender, and socio-economical status, donor type, physician-patient relationship, time after transplantation, disease complexity, and psychosocial factors. Conclusion: A goldstandard method to measure and prevent non-compliance does not exist. The understanding that non-compliance is a multifactorial process seems to be the way to better understand and prevent this complex issue.

RESUMO:
Introdução: A não-adesão à terapia imunossupressora é um fenômeno que ocorre após o transplante renal em todas as faixas etárias, predominando na população pediátrica e nos adolescentes. O assunto é muito importante, pois implica em aumento do risco de rejeição aguda tardia e perda do enxerto. Objetivo: O objetivo deste estudo foi revisar a literatura a respeito da não-adesão ao tratamento medicamentoso após o transplante renal. Métodos: Foi realizado um levantamento bibliográfico do período de janeiro de 2000 a julho de 2007 nas plataformas de dados SciELO, PubMed, LILACS e MEDLINE utilizando descritores relacionados a esse tema. Resultados: Não há uma definição consensual do termo não-adesão. Os estudos disponíveis utilizaram uma variedade de instrumentos combinados para mensurar a adesão ao tratamento imunossupressor. Este fato certamente influenciou as diferenças na prevalência de não-adesão encontradas nos estudos, bem como na escolha das estratégias para evitá-la. Apesar dos autores concordarem que múltiplos fatores interferem na ocorrência de não-adesão em pacientes transplantados renais, existe discordância no que tange à qualidade desses fatores. Destacam-se os seguintes: idade do receptor, raça, gênero, nível socioeconômico, tipo de doador, relação médico-paciente, tempo de transplante, complexidade da doença e fatores psicossociais. Conclusão: Não está estabelecido um padrão-ouro para mensuração e prevenção da não-adesão. Entendê-la como um processo que perpassa por diferentes "saberes" parece um caminho a ser percorrido para melhor compreensão e atuação frente a esta relevante questão.

 

Fonte:

 

http://www.jbn.org.br/resumo.asp?id=1058

 

 

 


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