A cistite intersticial é uma freqüência urinária crônica associada com dor uretral, pélvica ou na bexiga e, em muitos casos, causa uma urinação dolorosa. A etiologia desta doença está associada com fatores múltiplos e pode ser o ponto final comum de muitos processos patológicos.
Algumas das muitas teorias propostas por estudos etiológicos são: (1) Enfermidade auto imune, (2) Infecção, (3) Isquemia da bexiga, (4) Presença de substâncias tóxicas na urina, (5) Defeito na camada de Glycán glycosamina (GAG) que reveste bexiga. Esta última teoria tem sido amplamente aceita. Este defeito na GAG pode fazer com que as substâncias potencialmente tóxicas sejam absorvidas pelo epitelio da bexiga, desencadeando um processo inflamatório nas camadas sub-epiteliais deste órgão.
Diagnóstico
O Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Renais Degenerativas (National Institute of Diabetes and Degenerative Kidney Disease) desenvolveu em consenso um critério para o diagnóstico da CI, que inclui uma citoscopia com uma dosagem fraca de anestesia geral ou, de preferência, espinhal, e se possível acoplada com uma biópsia da bexiga. Mede-se a capacidade da bexiga, sobre o efeito de anestesia, e fazem-se estudos urodinâmicos (estudo da função da bexiga) afim de avaliar a sensibilidade e irritabilidade da mesma.
Tratamentos
Atualmente, ainda não existe cura para a CI. Todavia, existem muitos tipos de tratamentos que podem ajudar o paciente a administrar melhor a doença e a gozar de uma qualidade de vida superior.
Medicações de uso oral
Recentemente, o “Elmiron” foi aprovado para o tratamento da doença. A “Amytriptyline,” o “Vistaril” e o “Atarax” também são muito usados para controlar a dor; a “L-Arginine” também tem sido usada efetivamente.
Medicações de aplicação intravenosa
O DMSO é a medicação intravenosa de uso mais amplo, podendo ser injetada pura ou combinada com outros agentes. É eficaz em cada um de dois ou dois de três pacientes. Outros remédios usados são: a Heparina, o Nitrato de Prata, o “Clorpactín,” o “Interferon” e o BCG.
Tratamento cirúrgico
A cirurgia mais comum para a CI é a distensão da bexiga sobre o efeito de anestesia geral ou espinhal. Esta cirurgia pode causar um alívio significativo àqueles pacientes que não responderam a nenhum dos tratamentos mais conservadores.
Em pacientes com lesões visíveis na bexiga, poderão ser usados laser ou corrente elétrica para erradicá-las, melhorando-se assim os sintomas.
A bexiga pode ser alargada ou substituída cirurgicamente, mas a maioria das autoridades no assunto só consideram esta operação em último caso.
Outros tipos de tratamento
“Biofeedback” (estímulo elétrico da pélvis), hipnose (mudanças em comportamento), reflexologia e terapia mediante massagens, todos tem seu lugar no tratamento integral da doença.
Administração da dor
O tratamento da dor crônica causada pela CI recebe atenção total dos médicos e, afim de controlar a dor efetivamente, é preciso que haja um contato estreito entre o paciente e o especialista.
Prostatodinia
A prostatodinia é outra condição especificamente relacionada com a CI. Este termo se refere àqueles homens com sintomas prostáticos, incluindo dor prostática ou pélvica e incômodo, mas que não tem nenhum URI documentado nem inflamação ou infecção evidente da próstata detectada em suas secreções prostáticas. Existe evidência que sugere que pacientes com este diagnóstico podem estar com CI.