Na pandemia de 2009, dentre os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) pelo vírus Influenza H1N1 observou-se um alto percentual de pessoas com doenças crônicas. Os portadores de doenças respiratórias crônicas, por exemplo, foram o de maior frequência com 24,4% dos registros, seguido das doenças cadiovasculares e outras doenças crônicas. Essas situações caracterizam pessoas que precisam de proteção por já se encontrarem em situação de vulnerabilidade, podendo apresentar quadros de maior gravidade e morte.
Até o momento estão incluídos nesse segmento:
• Pessoas com grande obesidade (Grau III), incluídas atualmente nos seguintes parâmetros:
- crianças com idade igual ou maior que dez anos com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 25;
- criança e adolescente com idade maior de dez anos e menor de 18 anos com IMC igual ou maior que 35;
- adolescentes e adultos com idade igual ou maior que 18 anos, com IMC maior de 40;
• Indivíduos com doença respiratória crônica desde a infância (ex.: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
• Indivíduos asmáticos (portadores das formas graves, conforme definições do protocolo da Sociedade Brasileira de Pneumologia;
• Indivíduos com doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (ex.: distrofia neuromuscular);
• Pessoas com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada às doenças crônicas;
• Pessoas com diabetes;
• Pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras doenças respiratórias crônicas com insuficiência respiratória crônica (ex.: fibrose pulmonar, sequelas de tuberculose, pneumoconioses);
• Pessoas com doença hepática: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral;
• Pessoas com doença renal: insuficiência renal crônica, principalmente em doentes em diálise;
• Pessoas com doença hematológica: hemoglobinopatias;
• Pessoas com terapêutica contínua com salicilatos, especialmente indivíduos com idade igual ou menor que 18 anos (ex.: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);
• Pessoas portadoras da síndrome clínica de insuficiência cardíaca;
• Pessoas portadoras de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica:
- Hipertensão arterial pulmonar;
- Valvulopatias;
• Pessoas com cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular (fração de ejeção do ventrículo esquerdo [FEVE] menor do que 0.40);
• Pessoa com cardiopatia hipertensiva com disfunção ventricular [FEVE] menor do que 0.40;
• Pessoa com cardiopatias congênitas cianóticas;
• Pessoas com cardiopatias congênitas acianóticas, não corrigidas cirurgicamente ou por intervenção percutânea;
• Pessoas com miocardiopatias (Dilatada, Hipertrófica ou Restritiva);
• Pessoas com pericardiopatias.
Fonte:
http://www.vacinacaoinfluenza.com.br/site/conteudo/portadores.asp