Hipertrofia prostática benigna (HPB). Esta é a mais comum das anormalidades prostáticas e afeta 80% dos americanos por volta dos oitenta e quase metade daqueles com sessenta anos ou mais. A HPB é uma condição progressiva que pode causar obstrução da uretra interferindo com o fluxo urinário. Freqüentemente é preciso remover-se a parte da glândula que está estrangulando a uretra.
Recessão cirúrgica ou prostatectomia transuretal (TURP) são os métodos usados quando a HPB está associada com infecção crônica, retenção urinária ou obstrução que ameaça danificar os rins. É a cirurgia mais comum para a desobstrução e é relativamente livre de complicações que possam botar o paciente em risco de vida. O procedimento só remove a parte da próstata que está causando obstrução. Não deixa cicatrizes e requer de três a seis dias no hospital.
Depois de uma TURB a ejaculação é diferente. Durante a operação, se estica a abertura do colo da bexiga, ficando este permanentemente aberto, causando com que o sêmen escorra para dentro da bexiga ao invés de sair pelo pênis. Com isso, o sêmen só sai do corpo ao urinar-se. Para muitos homens este processo, chamado de ejaculação retrógrada, não muda a sensação do orgasmo; porém alguns homens e suas parceiras notam a diferença. Tratamentos não cirúrgicos também estão disponíveis. Alfa-bloqueadores podem ser usados para relaxar os músculos da próstata e permitir que a uretra se abra o suficiente para que se possa urinar. Também tem sido usado com algum êxito um supressor andrógino, o finasteride, que previne com que o hormônio masculino, a testosterona, estimule o crescimento da próstata.