O que fazer
Quem informa ao Centro de Hemodiálise que há Microcistina na água de abastecimento?
É de responsabilidade das distribuidoras locais de água para abastecimento garantir a potabilidade da água é da Direção Regional de Saúde da região abastecida, garantir o cumprimento das determinações legais (Portaria 1469). www.sbn.org.br/Portarias/portaria34.htm
Ressaltamos que para classificação de potabilidade aceita-se legalmente (Portaria 1469) até uma concentração de 1,0 µg/L. Entretanto, para água utilizada durante o procedimento da hemodiálise é necessário que essa concentração seja igual a zero. Dessa forma, qualquer concentração mensurável, na água de abastecimento, pode representar um potencial risco no caso do tratamento de água da Unidade estar em condições inadequadas.
O que fazer frente a detecção de microcistina na água de abastecimento ?
Por estarmos iniciando o verão e por ser nessa época a floração desse vegetal, existe um maior risco de detecção de microcistina na água de abastecimento, mesmo mantendo o padrão de potabilidade (1,0 µg/L). Sabemos que nesses níveis um tratamento de água adequado, por osmose reversa ou deionização, é capaz de remover essa toxina. Desta forma, sugerimos que:
- Deva haver um cuidado maior na manutenção do tratamento de água para hemodiálise, pois qualquer falha nesse tratamento, pode causar uma exposição contínua da toxina que mesmo em pequenas doses (valores <1,0 µg/L) é sabido ser prejudicial ao paciente. Desse modo, uma monitorização contínua do tratamento de água deve ser feito, considerando inclusive a necessidade de reavaliação da periodicidade da manutenção (individualizada para cada Unidade).
- A dosagem de microcistina na água pós deionização e/ou osmose reversa, durante os meses de maior temperatura, seja feita no período de maior risco de ineficiência do tratamento de água: período próximo à realização da regeneração (por possível saturação das colunas) e período imediatamente após a regeneração (por possibilidade de inadequada regeneração).
O que fazer no caso de haver Microcistina na água pós deionização e/ou osmose reversa (em qualquer concentração) ?
- Trocar momentaneamente, o abastecimento de água. Uma boa opção é utilizar água proveniente de poços profundos. A Direção Regional de Saúde é responsável pela vigilância desses resultados para garantir a qualidade da água oferecida (isenta de microcistina) para o abastecimento (Portaria SS-48/99).
- Seria interessante, nessa situação, realizar a dosagem de microcistina no cavalete de entrada de água na Unidade de Diálise, assegurando a potabilidade da água que chegou na sua Unidade.
- Checar criteriosamente todos os passos desenvolvidos pela equipe no tratamento de água e a integridade de todos os materiais e equipamentos que compõem esse tratamento.
O que fazer no caso de não haver microcistina detectável no pós tratamento ?
Não há uma normatização para controle de microcistina na água pós deionização e/ou osmose reversa. Pelo maior risco nesse período, uma monitorização contínua dos níveis de microcistina na água de abastecimento pela Distribuidora de Água e Direção Regional de Saúde é aconselhável. Além disso, sugere-se um contato com os responsáveis pela distribuição de água em sua região, expondo o problema e solicitando que a detecção de níveis, mesmo mais baixos de microcistina, ou seja, ainda dentro dos níveis de potabilidade, sejam comunicados aos Centros de Diálise para adequação dos cuidados com a regeneração e manutenção da água hemodiálise.
MICROCISTINA
Laboratórios
Não há, no momento, laboratórios credenciados pelo INMETRO para realização de análise de microcistina (no momento em processo de credenciamento)
Alguns laboratórios que realizam análise:
CETESB - Laboratório de Microbiologia
Tel: 11 - 3030.6536
Responsável: Dra. Elayse Maria Hashich
E-mail: dnegocios@cetesb.sp.gov.br
Laboratório de Fisiologia e Toxicologia de Cianobactérias
Tel: 21 - 2562.6647, 2562.6792
E-mail: valeria@nppn.ufrj.br
Responsável: Dra. Valéria Magalhães
Laboratório do IDIPA
Tel: 11 - 5081.2819
Responsável: Profa. Antonia Maria de Oliveira Machado
Unidade de Pesquisa em Cianobactérias da
Fundacao Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS
Tel: 53 - 233.6737
Responsável: Professor João Sarkis Yunes