Diabete/Diabetes - A diabetes é uma doença caracterizada por alterações endocrinológicas e metabólicas e complicações comuns
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Diabete/Diabetes

A diabetes é uma doença caracterizada por alterações endocrinológicas e metabólicas e complicações comuns

04/05/2010

A diabetes é uma doença caracterizada por alterações endocrinológicas e metabólicas, tendo como elemento fundamental uma deficiência na secreção de insulina pelo pâncreas ou na actividade da insulina secretada. Estas alterações conduzem a uma situação de hiperglicemia (aumento da glicose no sangue).
Existem dois tipos de diabetes:

Diabetes mellitus tipo 1 (ou insulino-dependente):É mais frequente em crianças e jovens, sendo o tratamento básico feito com a administração de insulina por via injectável.

Diabetes mellitus tipo 2 (ou não insulino-dependente):É a forma mais comum, constituindo mais de 85% de todos os casos. Pode manifestar-se em qualquer idade, embora seja mais frequente a partir dos 40 anos de idade. Neste tipo de diabetes, a quantidade de insulina produzida pelo pâncreas pode ser normal, mas esta não consegue ser eficaz, ou seja, faz com que as células não utilizem a glicose para obtenção de energia. Está intimamente relacionado com o excesso de peso e, naturalmente, o seu tratamento passa obrigatoriamente, pela redução do peso. Pode ser necessário utilizar medicamentos por via oral que permitam melhorar a eficácia da insulina.

Causas:
A obesidade é a principal causa de diabetes. O risco de desenvolver diabetes de tipo 2 é três vezes maior no indivíduos obesos comparativamente com os indivíduos que apresentam um peso normal.
Diversos estudos têm demonstrado que, para todas as categorias de IMC (índice de massa corporal), os doentes que aumentaram o seu peso mais do que 11 Kg em relação aos seus valores iniciais, aumentaram significativamente o seu risco de desenvolver diabetes.
As menores taxas de mortalidade por diabetes ocorrem em homens e mulheres que permanecem 10 a 20 % abaixo do peso médio por idade.
Outros factores de risco para diabetes mellitus incluem hereditariedade, gravidez, inactividade física e idade.

Complicações:
Tanto o tipo 1 como o tipo 2 acompanham-se de complicações vasculares, a longo prazo, que aumentam a morbilidade e mortalidade nos doentes diabéticos.


Hipertensão arterial

É uma situação clínica caracterizada por aumento dos níveis de pressão arterial (força que o sangue exerce sobre a paredes das artérias em que está contido) acima dos valores normais para a idade. A pressão arterial normal nos adultos é abaixo dos 140 / 90 mmHg.

Em cerca de 95 % dos casos, a causa da hipertensão é desconhecida. Esta disfunção é denominada hipertensão essencial ou primária. Quando a hipertensão é provocada por outra disfunção (tal como uma doença renal) é denominada hipertensão secundária.
A hipertensão arterial constitui um importante problema de saúde, afectando entre 10 a 20 % da nossa população. É, hoje em dia, reconhecida como o mais importante factor de risco tratável, para doenças cardiovasculares e vasculares cerebrais.
Existem vários factores de risco identificados para o desenvolvimento de hipertensão arterial, incluindo alimentação rica em sódio, obesidade, consumo excessivo de álcool, estilo de vida sedentário e tabaco.

A hipertensão é por vezes designada por "assassino silencioso", porque normalmente não produz quaisquer sintomas até se encontrar em estados avançados. Manifestações sintomáticas tais como dores de cabeça, desmaios, tonturas, perturbações da visão, perda da função renal, angina de peito e sintomas de insuficiência cardíaca podem ocorrer mais tarde no processo da doença. No entanto, por vezes, a primeira indicação de pressão arterial elevada é um acontecimento tão grave como um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.

Segundo um estudo, quando comparado com indivíduos com pressão arterial normal, os doentes hipertensos têm:

  • Sete vezes mais probabilidade de desenvolver um acidente vascular cerebral;
  • Quatro vezes mais probabilidade de desenvolver insuficiência cardíaca;
  • Três vezes mais probabilidade de desenvolver doença coronária;
  • Duas vezes mais probabilidade de desenvolver doença arterial periférica.

Cancer

A obesidade acompanha-se de um risco aumentado de cancro. As mulheres obesas têm um risco três vezes maior de desenvolvimento de cancro da mama, do útero e do ovário, sendo o risco de cancro do endométrio (camada interna do útero) sete vezes superior. Nos homens há um risco aumentado de cancro do cólon e da próstata.


Doenças ósseas das articulações

O peso excessivo leva a uma pressão adicional no aparelho osteo-articular, com especial incidência na coluna, ancas, joelhos e tornozelos. A osteoartrite, que é a doença mais comum a atingir os obesos, é caracterizada pela inflamação e posterior destruição da cartilagem das articulações ou pela formação de protuberâncias ósseas. O resultado é a dor, inchaço e rigidez articular, sintomas que interferem com a qualidade de vida.

A perda de peso contribui para o alivío dos sintomas por reduzirem a pressão e o desgaste das articulações.


Apneia do sono

Consiste na interrupção da respiração por curtos períodos de tempo durante o sono e é causada pela obstrução do tracto respiratório superior. A obesidade é um factor preponderante na maioria dos doentes com esta doença, sendo particularmente comum nos homens.
À medida que as pessoas vão ganhando peso, muitas começarão a referir cansaço fácil e poderão vir a ter perturbações do sono.
O ronco alto, intercalado com períodos de silêncio que correspondem às apneias, (que podem ocorrer centenas durante o sono) são os sintomas mais comuns da apneia do sono, mas há outros sintomas que se podem desenvolver, nomeadamente a sonolência diurna, que pode reduzir a produtividade e aumenta sete vezes o risco de acidentes rodoviários.

A perda de peso reduz os sintomas nas pessoas obesas, podendo curar a doença, mas existem outras medidas para melhorar o processo respiratório e controlar o ritmo cardíaco que está muitas vezes alterado nesta situação clinica.


Hipercolesterolemia

O aumento do colesterol (hipercolesterolemia) está frequentemente associado à obesidade.
A maioria das pessoas consegue controlar o seu colesterol, reduzindo o peso e a ingestão de gordura.


Doenças da vesícula biliar

A obesidade está associada ao aumento da secreção biliar de colesterol, o que causa uma saturação da bílis e uma maior incidência de cálculos (pedras) na vesícula. As pessoas obesas têm uma maior probabilidade de apresentarem este problema do que as de peso normal.





Fonte:

 

http://www.roche.pt/emagrecer/excessodepeso/doencas.cfm

 

 

 

 


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