Medicina Esportiva/Atividade Física - Atividades físicas esporádicas e suas consequências
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Medicina Esportiva/Atividade Física

Atividades físicas esporádicas e suas consequências

04/05/2010

Sedentários que decidem praticar atividades físicas esporadicamente podem sofrer sérias consequências cardíacas

Com a chegada dos dias mais quentes e também das férias e feriados de fim de ano, a prática esportiva fica mais frequente, inclusive para as pessoas mais sedentárias, que acabam se arriscando em uma partida de futebol, uma caminhada mais longa e até um vôlei ou frescobol na praia. Apesar de fundamental para a prevenção cardiovascular, a prática de atividade física nestas situações pode oferecer riscos ao coração se realizada sem os devidos cuidados.

“Mesmo quem não tem problemas no coração, independentemente da idade, pode desenvolver uma arritmia se fizer um esforço maior que a sua capacidade física habitual”, afirma o cardiologista dr. Paulo Moreira, presidente da Regional Marília da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).

Segundo ele, um jovem que está há algum tempo sem fazer exercício e recomeça repentinamente também corre risco de sofrer algum evento cardíaco, mas as chances são menores do que para alguém com 60 anos, por exemplo. Não só a idade, mas o tempo que permaneceu parado também interfere - quanto maior o período de sedentarismo, maior deve ser o cuidado.

“Há algumas doenças, não tão frequentes, mas também não raras, que, com esse esforço físico maior, podem causar morte súbita. São as síndromes elétricas, como as canalopatias e a miocardiopatia hipertrófica. Se a pessoa já tiver um histórico familiar para alguma dessas doenças, as chances aumentam”, alerta o dr. Moreira.

Da mesma forma, os fatores de risco cardiovasculares, como tabagismo, obesidade, hipertensão e diabetes, são agravantes. “Para esses indivíduos, é ainda mais importante a prática de atividade física regular, com um cuidado inicial muito maior, incluindo orientação médica e realização de exames complementares”, alerta o dr. Moreira.

De acordo com ele, é possível que a pessoa tenha obstruções coronárias mesmo sem ter apresentado qualquer sintoma. “Se ele exigir do coração um esforço que há muitos anos não solicita, pode ter uma manifestação da doença que estava latente. Nesse caso, ele já estava com a doença, mas não havia sentido os sintomas provavelmente por não ter realizado nenhum esforço”, explica.

Para evitar más consequências à saúde cardiovascular, é necessário passar por uma revisão médica, com a realização de um eletrocardiograma. No caso dos que se encaixam nos grupos de maior risco, é preciso ainda fazer o teste ergométrico.


Fonte: Acontece Notícias

 

Fonte:

 

http://www.socesp.org.br/frames/principal.asp

 

 

 


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