Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Religiosidade pode proteger pacientes com problemas cardíacos, indicam estudos
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Religiosidade pode proteger pacientes com problemas cardíacos, indicam estudos

05/05/2010

Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP)
29 de abril a 1º de maio de 2010

 

Estudos epidemiológicos revelam que a religiosidade pode proteger pacientes cardiológicos, resultando em menores níveis de pressão arterial, de depressão, de mortalidade e de complicações no pós-operatório de cirurgia cardíaca. Esse tema está sendo amplamente debatido - com análises das inúmeras pesquisas sobre o assunto -, esta semana no XXXI Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

Acompanhando, por mais de 30 anos, 6,5 mil norte-americanos - controlando as variáveis demográficas, sociais, físicas e comportamentos em relação à saúde -, uma pesquisa internacional indicou que a frequência religiosa, de pelo menos uma vez por semana, reduzia os riscos de mortalidade cardiovascular. Realizado pela Universidade de Duke nos Estados Unidos, outro estudo também discutido no evento avaliou quase 4 mil idosos, e demonstrou que os participantes que frequentavam serviços religiosos, rezavam ou liam literatura religiosa com frequência tinham 40% menos chances de ter hipertensão.

Em mais um estudo apresentado no evento, envolvendo 156 pacientes submetidos a cirurgias cardíacas, foi demonstrado que pessoas com “religiosidade negativa”, incluindo pensamentos de que Deus o abandonou ou que está sendo punido, apresentaram raiva e dificuldade psicológica no pós-operatório. Além disso, nesses pacientes, foram observados maiores níveis de interleucina-6 - substância ligada à ativação do mecanismo natural de morte celular e citotoxidade -, demonstrando que a “religiosidade negativa” pode estar associada com maior estresse, depressão e mortalidade.    

Para o cardiologista Álvaro Avezum, apesar dos resultados positivos de vários estudos, as razões dessa relação ainda não são totalmente compreendidas. “Muitos autores apontam para a mediação de fatores como o estresse, e algumas pesquisas mostram a relação da religiosidade com menores níveis de cortisol, proteína C reativa, fibrinogênio e citocinas”, explicou. 

Abordagem da espiritualidade na consulta

Resultados de um estudo em idosos em reabilitação mostram que apenas 8,6% dos pacientes já haviam sido questionados, pelos profissionais de saúde, sobre suas crenças. Entretanto, mais de 90% destes pacientes gostariam que seus médicos abordassem esses aspectos. “Ainda são poucos os médicos que abordam a espiritualidade em uma consulta. Algumas dificuldades como a falta de conhecimento sobre o assunto, a falta de treinamento e de tempo são apontados pelos especialistas. Entretanto, os pacientes gostariam que seus médicos falassem sobre sua religiosidade e espiritualidade e relataram, inclusive, que sentiriam mais confiança nos médicos que questionassem esse tema”, afirma o especialista da Sociedade de Cardiologia de São Paulo.

“Aspectos positivos e negativos da religiosidade do paciente devem ser avaliados para realizarmos uma abordagem mais integrativa da Medicina. Conhecer como o paciente lida com sua condição, como suas crenças podem influenciar em seu tratamento e como isso afeta suas decisões pode influenciar o tratamento e os próprios desfechos cardiovasculares” conclui Avezum.

Fonte: DOC Press Comunicação – SOCESP. Press release. 29 de abril de 2010.

 

Fonte:

 

http://www.medicalservices.com.br/agenda/txtcongresso.php?id=217&mid=subMenu_04

 

 

 

 


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