Diabete/Diabetes - Glicemia pós-prandial
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Diabete/Diabetes

Glicemia pós-prandial

29/05/2010

Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

 

Arq Bras Endocrinol Metab vol.47 no.6 São Paulo Dec. 2003

doi: 10.1590/S0004-27302003000600017 

CASO ESPECIAL

 

Glicemia pós-prandial

 

Post-prandial glycemia

 

Jorge Luiz Gross; Sandra R.G. Ferreira; José Egídio de Oliveira

Sociedade Brasileira de Diabetes

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A hiperglicemia pós-prandial (HPP) decorre da diminuição da primeira fase de secreção insulínica e não tanto da resistência à insulina. Embora marcador da glicemia pós-prandial (GPP), a glicemia de 2h (G2h) pós-sobrecarga oral de glicose tem baixa reprodutibilidade. A HPP é importante fator de risco cardiovascular (CV), particularmente no DM, por ser a primeira causa de morte. Em não-diabéticos, tanto a glicemia de jejum (GJ) como a G2h elevam tal risco, que segue um continuum mesmo dentro da faixa normal (disglicemia). Lesões ateroscleróticas são mais acentuadas nos distúrbios do metabolismo glicídico, existindo associação de dano arterial com G2h. Em populações com GJ normal, à medida que se eleva a G2h, também aumenta o risco de morte. Glicação não-enzimática de componentes da parede arterial e oxidação de lipoproteínas aceleram o processo aterosclerótico. Associa-se a HPP a distúrbio de condução, facilitador da ocorrência de morte súbita. Disfunção endotelial também predispõe à vasoconstrição e isquemia miocárdica pós-refeição. A ADA recomenda que a GPP seja monitorada, especialmente quando GJ e A1c não forem proporcionais. Inibidores de alfa-glicosidase, glinidas e análogos de insulina de ação ultra-rápida são eficazes em reduzir a GPP, restando saber se diminuem complicações crônicas diabéticas.

Descritores: Glicemia de jejum; Glicemia pós-prandial; Risco cardiovascular; Mortalidade; Intolerância à glicose


ABSTRACT

Post-prandial hyperglycemia (PPH) is mainly attributed to a reduced first phase insulin secretion and lesser to insulin resistance. Although a marker of post-prandial glycemia (PPG), 2-hour post glucose load glycemic level (2hG) has low reproducibility. PPH is an important cardiovascular (CV) risk factor, particularly in DM in which CV diseases are the main cause of death. In non-diabetics, fasting and/or 2hG increase such risk, which occurs in a continuum within the normal range (dysglycemia). Atherosclerotic lesions are more pronounced in glucose metabolism disturbances; an association of arterial injury and 2hG was verified. In populations with normal fasting glycemia the risk of death increases along with 2hG. Non-enzymatic glycation of arterial wall components and lipoprotein oxidation accelerate atherosclerotic process. PPH is associated with conduction disturbances, which facilitate the occurrence of sudden death. Endothelial dysfunction could also predispose to vasoconstriction and post-prandial myocardial ischemia. ADA recommends that PPG should be monitored, especially when fasting glycemia and A1c are not proportional. While the efficacy of alpha-glucosidase inhibitors, glynides and ultra-short action insulin analogues are proved to reduce PPG it is still necessary to ascertain whether they are able to reduce long-term diabetic complications.

Keywords: Post-prandial hyperglycemia; Cardiovascular risk; Mortality; Glucose intolerance

 

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302003000600017&script=sci_arttext

 

 


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