Nefrologia/Rim/Rins - Raio x de cálculos urinários
Esta página já teve 89.033.129 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 26.996 acessos diários
home | entre em contato
 

Nefrologia/Rim/Rins

Raio x de cálculos urinários

28/06/2003
 
Definição

 


Raio x de cálculos urinários

A litíase, cálculo urinário ou pedra no rim, como é comumente conhecida, é uma desordem causada por uma estrutura cristalina que se forma nas várias partes do trato urinário. Estas pedras começam bem pequenas e vão crescendo. O desenvolvimento, o formato e a velocidade de crescimento destas estruturas dependem da concentração das diferentes substâncias químicas presentes na urina. Acredita-se que o crescimento dos cálculos pode ser acelerado por substâncias denominadas promotoras e retardado por substâncias ditas inibidoras.

 

Aproximadamente uma em cada 200 pessoas desenvolvem pedra no rim. Cerca de 80% destas pessoas eliminarão a pedra espontaneamente, junto com a urina. Os 20% restantes necessitarão de alguma forma de tratamento. As pessoas que já tiveram um cálculo urológico têm uma chance de 50% de desenvolver um novo cálculo nos próximos 5 a 10 anos.


Imagem do Atlas das Patologias do Sistema Urinário 
(Libbs Farmacêutica Ltda. - www.libbs.com.br)

Alguns cálculos podem permanecer assintomáticos, não requerendo tratamento algum; entretanto podem também obstruir e machucar partes do trato urinário ao tentarem passar junto com o fluxo normal da urina. A dor causada por um cálculo é descrita como a mais severa dor que uma pessoa pode experimentar, ocorrendo na porção inferior das costas ou no abdômen. Esta dor pode ser tanto constante como descontínua e pode vir acompanhada de náusea, vômito e sangue na urina. Devido à dor severa, um ataque agudo consiste em uma verdadeira urgência.

As causas de um cálculo urológico podem, em 75% dos casos, ser determinadas através de uma avaliação metabólica. Para tanto deve-se analisar a pedra, o sangue e os químicos presentes na urina do paciente. Caso alguma anormalidade seja detectada, o risco de uma recorrência pode ser reduzido.

Alguns fatores que podem aumentar o risco de se desenvolver um cálculo urológico:

  • Problemas no processo de absorção ou eliminação dos produtos que podem formar cristais;
  • Casos de cálculos urológicos na família (condição genética);
  • O hábito de consumir uma pequena quantidade de líquidos;
  • Desordens alimentares;
  • Doenças intestinais;
  • Gota.

Origem

 

Cálculo

 

As áreas indicadas com X na figura ao lado indicam a formação de cálculos no trato urinário. Eles podem apresentar várias formas em função de sua localização e são classificados conforme sua origem:

  • Renal;

  • Ureteral - Superior, médio e inferior;

  • Vesical (bexiga).

Figura do Miniatlas Anátomo-Patológico Gênito-Urinário da AstraZeneca 
(www.astrazeneca.com.br)

 


Diagnósticos

 

Os cálculos urológicos são diagnosticados pelo padrão e pela localização da dor durante a crise, juntamente com os sintomas associados como náuseas, vômito e sangue na urina. Os testes para o diagnóstico normalmente incluem raio-x e um IVP  (urografia intravenosa), o qual mostrará a anatomia e a drenagem do trato urinário. Outros testes como o ultrassom e o CAT scan podem também ser usados para se verificar possíveis infecções causadas pelo cálculo.

 

Urografia Intravenosa (IVP)


Tratamento

Nem todos os cálculos urológicos requerem tratamento. Pedras que são assintomáticas não obstruem e não causam danos ao trato urinário, podendo ficar simplesmente sob observação. Cerca de 80% das pedras vão ser eliminadas espontaneamente junto com a urina. Entretanto, estas pedras podem causar dores severas até que sejam eliminadas.

Quando uma pedra é muito grande para passar, ela pode ser quebrada através de um tratamento chamado Litotripsia. Diferentes formas de energia podem ser empregadas para se quebrar um cálculo em partículas pequenas o suficiente para serem carregadas pela urina ou removidas; estas formas de energia incluem eletricidade, ultrassom, raio laser e impactos mecânicos. A energia, que é direcionada ao cálculo, deve passar através de um instrumento (endoscópio) inserido no trato urinário.

Caso uma litíase requeira um tratamento, o objetivo deste será remover completamente a pedra que foi diagnosticada. O método de tratamento normalmente é selecionado de acordo com o local em que a pedra se encontra:

Rim:

  • Litotripsia de onda de choque - um método não invasivo que utiliza energia para quebrar a pedra;
  • Litotripsia Percutânea - a energia é aplicada diretamente sobre a pedra através de um endoscópio que é inserido no rim;
  • Cirurgia tradicional com incisão.

Litotripsia
Esquema da litotripsia de onda de choque

Uretra:

  • Litotripsia de ondas de choque;
  • Litotripsia endoscópica;
  • Remoção endoscópica;
  • Cirurgia tradicional com incisão.

Bexiga:

  • Extração Endoscópica ou litotripsia;
  • Cirurgia tradicional com incisão.

Todas as formas de tratamento têm suas vantagens e desvantagens. Geralmente os tratamentos mais complicados e mais invasivos oferecem maiores índices de sucesso. Algumas vezes uma combinação de tratamentos se faz necessária para se atingir um melhor resultado. A decisão do tratamento a ser utilizado depende de vários fatores. O tamanho da pedra, a localização, a dureza e a composição são tão importantes quanto a anatomia individual do trato urinário, a história médica e a saúde do paciente. Todos estes fatores são considerados para que seja feita a escolha do tratamento mais apropriado .

www.uro.com.br


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos