Pneumologia/Pulmão - Controle da Asma
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Pneumologia/Pulmão

Controle da Asma

28/06/2003

 

Estudos demonstram que o novo composto melhora o controle da crise de asma, ao mesmo tempo que reduz a necessidade de esteróides e medicamento de resgate.

De acordo com os novos estudos apresentados no 56o Encontro Anual da Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia em San Diego, Califórnia, foi demonstrado que o Anti-IgE (olizumab/rhuMAb-E25), o primeiro inibidor de IgE em desenvolvimento, diminuiu a freqüência das crises de asma, bem como o uso de esteróides e medicamento de resgate em crianças (6-12 anos) e adultos (12-75 anos). Adicionalmente, 55% das crianças e 40% dos adultos que receberam tratamento com anti-IgE puderam eliminar completamente as suas necessidades e o uso de terapia com esteróide durante os estudos. Este é um achado particularmente importante para crianças, uma vez que o uso prolongado de esteróides está associado à inibição do crescimento.

Resultados de dois estudos randomizados, duplo-cegos, placebo-controlados envolvendo 1000 pacientes com asma alérgica moderada à grave mostraram que, não obstante a diminuição nas dosagens das terapias convencionais, o tratamento com anti-IgE reduziu significativamente o número de crises de asma, em comparação ao placebo. Além disso, ao usar o anti-IgE, os pacientes puderam reduzir as suas necessidades de medicação convencional sem a perda do controle da asma. Nos dois estudos, as crises de asma foram definidas como sintomas que exigiam o dobro de esteróides por inalação ou a iniciação de esteróides via oral para manter um controle adequado da asma. Esses estudos confirmaram os resultados do estudo clínico de Fase II de anti-IgE recentemente relatados no The New England Journal of Medicine. Além disso, os resultados positivos de Fase III do tratamento com anti-IgE para rinites alérgicas sazonais foram apresentados no ano anterior, no 20o Congresso Anual Nórdico de Alergologia.

Nos dois estudos, os pacientes com asma sintomática, apesar de estarem sob tratamento com corticosteróides inalados, receberam tanto anti-IgE (a cada 2 a 4 semanas) ou placebo. A incidência de eventos adversos foi similar tanto para o grupo de placebo quanto para o grupo que recebeu medicação.

O desenvolvimento clínico de Fase III do anti-IgE está sendo realizado em conjunto, pela Novartis, Genentech, Inc. e Tanox Inc. A droga deverá ser submetida para registro nos Estados Unidos e na Europa por volta da metade do ano 2000.Estudo Pediátrico do Anti-IgE Um segundo estudo em 334 crianças asmáticas entre 6 e 12 anos mostrou que a porcentagem de pacientes que receberam anti-IgE e que apresentaram crises de asma foi reduzida tanto durante o período de estabilização do tratamento quanto no período de redução de esteróide. Adicionalmente, a dose média diária do medicamento de resgate foi consistentemente menor nas duas fases do tratamento para o grupo do anti-IgE do que no grupo de placebo.

"De acordo com os resultados deste estudo, as crianças que receberam anti-IgE devem ter menos crises repentinas de asma do que aqueles em terapia convencional", disse o Dr. Henry Milgrom, do Centro Médico e Pesquisa Nacional Judaico de Denver, Colorado (EUA). "Considerando a eficácia demonstrada do anti-IgE em crianças onde os esteróides foram completamente eliminados, estamos otimistas que essa opção pode fazer a diferença no tratamento dessa doença que está atingindo as crianças em proporções epidêmicas."

Durante o período estável de tratamento, 16% (35 de 225 pacientes) dos pacientes que recebiam anti-IgE apresentaram crises de asma, contra 23% (25 de 109) dos pacientes que recebiam placebo.

Durante o período de redução de esteróide, 18% (41 de 225) dos pacientes que recebiam anti-IgE apresentaram crises de asma, em comparação a 39% (42 de 109) no grupo de placebo. Além disso, 55% das crianças que recebiam tratamento com anti-IgE puderam eliminar completamente as suas necessidades e o uso da terapia com esteróide, durante os estudos.

 


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