Resumo
PIRES NETO, Pedro José et al. Anatomia patológica da sinóvia de pacientes submetidos à liberação do túnel do carpo. Acta ortop. bras. [online]. 2010, vol.18, n.4, pp. 200-203. ISSN 1413-7852. doi: 10.1590/S1413-78522010000400005.
OBJETIVO: Verificar se a biópsia da sinóvia do túnel do carpo é capaz de identificar patologias sistêmicas que não foram diagnosticadas clinicamente ou por exames laboratoriais. MÉTODO: 46 exames anatomopatológicos da sinóvia dos tendões flexores no túnel do carpo de pacientes submetidos à liberação aberta para o tratamento desta síndrome compressiva foram, retrospectivamente, analisados. Os autores propuseram uma nova classificação para a lesão de acordo com a intensidade do processo inflamatório. RESULTADOS: O exame anatomopatológico mostrou que 56,6% das lâminas foram classificadas como grau I (sem alterações inflamatórias), 32,6%, grau II (infiltrado leucocitário e fibrose discretos, além de hialinose), 4,3%, grau III (infiltrado leucocitário e fibrose intensos, presença de fibrina e neoformação vascular) e 6,5%, grau IV (as alterações acima descritas associadas à presença de calcificação local e células gigantes). Dois pacientes com amiloidose foram classificados como graus I e II e não foram encontrados depósitos de material amilóide em suas lâminas. Dois pacientes portadores de hiperparatireoidismo e outro com insuficiência renal crônica foram classificados como grau IV. CONCLUSÃO: A realização da biópsia da sinóvia do túnel do carpo, além de agregar custos adicionais ao procedimento, não possibilitou o diagnóstico precoce de doenças sistêmicas em pacientes portadores de síndrome do túnel do carpo.
Palavras-chave : Síndrome do túnel carpal; Biópsia; Compressão nervosa.
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Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1413-78522010000400005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt