
Os ossos são formados essencialmente pelo tecido ósseo (tecido conjuntivo duro, com 1,87% de fosfato e cálcio) do qual o aspecto é compacto ou esponjoso: no osso compacto o tecido ósseo é constituído de delgadas lâminas ósseas que se sobrepõem umas às outras, unindo-se intimamente em torno de um centro; no osso esponjoso, essas delgadas lâminas se dispõem de modo a formar pequenas cavidades ou celuletas. Há três espécies de ossos: os ossos longos, os ossos curtos e os ossos chatos. O seu nome nos diz qual a sua característica. O osso longo tem mais desenvolvida uma das suas dimensões; constitui uma espécie de cilindro, no qual podemos distinguir uma parte central dita corpo ou diáfise, e duas extremidades chamadas cabeças ou epífises. A diáfise é formada por tecido ósseo compacto e é percorrida longitudinalmente por um canal interno, chamado canal medular, ocupado pela medula. A medula do osso desempenha uma função importantíssima: fabrica os glóbulos do sangue, sejam os vermelhos ou brancos. As epífises são formadas por tecido ósseo esponjoso, que, na superfície, é revestido por uma camada de tecido ósseo compacto. No osso esponjoso, a medula enche as cavidades formadas pelo interpenetrar-se das trabéculas. Até a idade adulta, a diáfise e as epífises são separadas entre si, ou, melhor, estão unidas somente por um tecido cartilaginoso; é esta a cartilagem de conjugação ou diafisiária que permite o desenvolvimento do osso em comprimento, e permanece até que o indivíduo complete o seu desenvolvimento esquelético. Depois, constitui a chamada comissura diafisiária. Os ossos longos estão presentes sobretudo nos membros (osso do braço: úmero; osso da coxa: fêmur). Os ossos curtos são aqueles nos quais nenhuma das três dimensões prevalece. Geralmente, os ossos curtos são formados por tecido esponjoso, revestido o mais das vezes superficialmente por uma camada de tecido compacto. Exemplos de ossos curtos são os ossos do carpo e do tarso.
Os ossos chatos são aqueles em que predominam duas dimensões; têm, portanto, o aspecto de uma lâmina. São formados por tecido compacto no meio do qual, todavia, encontra-se uma camada de tecido esponjoso. Exemplos de ossos chatos são os ossos da abóbada craniana.
A forma aparente de um osso pode, por vezes, levar a engano: o osso parece pertencer a certo tipo, quando se considera a forma, mas a sua estrutura é a de um tipo diverso. Por exemplo, as costelas têm a forma alongada e pareceriam, assim, ossos longos; são porém esponjosos internamente e compactos na periferia, como todos os ossos chatos.
Certos ossos estão atravessados na periferia por furos: são os furos de transmissão, que servem de passagem a órgãos importantes como vasos e nervos. Todos os ossos têm furos que penetram no seu interior, os furos nutritivos, pelos quais penetram no osso os vasos que devem nutri-Io. Estão eles revestidos por uma membrana fibrosa: o periósteo, que tem a função de nutrir o osso e de fazê-Io crescer em espessura (enquanto o osso cresce em comprimento por meio das cartilagens de conjugação). Sem o periósteo o osso não pode viver: destacando-o, o osso morre.
Estrutura microscópica do osso

Observando-se ao microscópio uma delgadíssima lâmina de osso, veremos que este é formado de numerosas células estreladas, os osteócitos, que estão unidos entre si por prolongamentos e que se acham imersos em uma substância chamada substância fundamental.
No osso compacto, estas células estão dispostas em círculos concêntricos em torno de um canal, o canal de Havers, que contém um capilar sanguíneo e fibras nervosas. Quando o osso morre, as células desaparecem e fica somente a substância fundamental. Mesmo no vivo as células estreladas diminuem de volume e em número com o progredir da idade. A substância fundamental é muito dura porque é constituída de sais de cálcio, que estão impregnando uma substância orgânica: a osseína. É possível, experimentalmente, separar dos sais de cálcio a substância orgânica. Basta pôr um osso qualquer em uma solução de ácido clorídrico. Depois de algumas horas ou de alguns dias -de acordo com a natureza do osso-, podemos constatar que ele, mesmo conservando a sua forma, tornou-se mole e flexível. O ácido tem, na verdade, dissolvido os sais de cálcio, mas respeitou a osseína.
A osseína é uma substância protéica, e constitui, em peso, a terça parte de um osso seco.
O calor a transforma em gelatina ou cola de osso.
Podemos também fazer a experiência contrária: destruir a osseína e obter somente os sais minerais. Neste caso, é preciso calcinar o osso ao ar livre.
A osseína é pouco a pouco destruída e o osso torna-se branco e poroso.
É ele constituído somente por sais de cálcio como todo osso velho; os sais de cálcio formam os restantes dois terços, em peso, do osso.
O osso velho se desfaz facilmente, não sendo mais mantido num todo pela osseína. Os sais de cálcio são constituído essencialmente por fosfato de cálcio (87%) e carbonato de cálcio (10%). São os sais de cálcio que conferem ao osso sua dureza.
Como se formam os ossos
Os ossos se formam no embrião de um esboço constituído por tecido cartilaginoso e por tecido membranoso que representam o osso primário e secundário. Com o tempo, tais esboços começam a se ossificar e o processo de ossificação incia-se em pontos particulares, os centros de ossificação. Desses centros o processo se estende.
Por ocasião do nascimento, os ossos estão quase inteiramente no estado cartilaginoso. A ossificação se processa durante toda a infância e adolescência e só está completa depois do 24º ano de idade. Então todo o esqueleto tornou-se ósseo. Nos ossos longos forma-se um centro de ossificação na diáfise e um em cada epífise; desses três pontos o tecido ósseo começa a estender-se até que o tecido proveniente de um centro se funde com aquele que provém dos outros centros. Nos ossos chatos, o centro de ossificação é na parte mediana e daqui o processo se irradia para a periferia.
A ossificação se processa de modo diverso conforme o esboço originário é de natureza cartilaginosa ou membranosa. Nos ossos de origem cartilaginosa, o processo se inicia na membrana que reveste a cartilagem e que se chama pericôndrio. O pericôndrio se transforma pouco a pouco em periósteo, no qual se distinguem células particulares, os osteoblastos, que estão encarregadas de produzir o osso: revestem eles a cartilagem formando um fino estrato ósseo (lâmina fundamental) e, multiplicando-se, dão origem a uma nova substância óssea, a qual se acumula primeiramente de modo irregular e depois em delgadas lâminas ósseas estratificadas de modo bastante regular. Começada assim a ossificação, ela se estende. Do tecido ósseo apenas formado se destacam os osteoblastos que emigram para a cartilagem restante; são eles acompanhados de ramificações de vasos sanguíneos. No território invadido, os osteoblastos retomam a sua função, formam novo tecido ósseo, até que a cartilagem esteja inteiramente transformada em osso.
A completa transformação da cartilagem em osso só tem lugar na idade adulta; até os 20 ou 25 anos fica sempre, entre a diáfise e as epífises, uma linha de cartilagem que faz crescer o osso em comprimento. Pode-se demonstrar que o osso se alonga justamente graças à cartilagem de conjugação: se se inserir uma bolinha de chumbo na epífise (logo além da cartilagem) e outra na diáfise (apenas um pouco para cá da cartilagem) em um osso em via de crescimento (por exemplo, em um animal jovem), constatar-se-á, radiografando o osso depois de um período de tempo suficiente, que a distância entre as duas bolinhas aumentou. O mesmo se pode fazer para demonstrar que o crescimento em espessura é devido ao periósteo. Sempre no animal jovem, se cerca um osso com um fio metálico, ou então se insere uma bolinha de chumbo no periósteo. Depois de um certo tempo notar-se-á que o fio ou a bolinha não estão mais na extrema periferia do osso mas no seu interior: evidentemente, o periósteo, produzindo novo osso pela sua parte interna, afastou-se perifericamente, en- quanto os corpos estranhos ficaram onde estavam. Nos ossos secundários, derivados não de uma cartilagem mas de um esboço de tecido membranoso, a ossificação tem lugar assim: as células embrionárias se transformam em osteoblastos e estes iniciam a sua proliferação do centro para a periferia, até que se complete a formação do tecido ósseo.
Os ossos, unindo-se uns aos outros, formam o esqueleto, que podemos considerar dividido em duas partes: uma parte constituída pela cabeça, pela coluna vertebral com as costelas, e pelo esterno; e outra apendicular, formada pelos ossos dos membros (superiores e inferiores).
Como se formam os ossos
Os ossos se formam no embrião de um esboço constituído por tecido cartilaginoso e por tecido membranoso que representam o osso primário e secundário. Com o tempo, tais esboços começam a se ossificar e o processo de ossificação incia-se em pontos particulares, os centros de ossificação. Desses centros o processo se estende.
Por ocasião do nascimento, os ossos estão quase inteiramente no estado cartilaginoso. A ossificação se processa durante toda a infância e adolescência e só está completa depois do 24º ano de idade. Então todo o esqueleto tornou-se ósseo. Nos ossos longos forma-se um centro de ossificação na diáfise e um em cada epífise; desses três pontos o tecido ósseo começa a estender-se até que o tecido proveniente de um centro se funde com aquele que provém dos outros centros. Nos ossos chatos, o centro de ossificação é na parte mediana e daqui o processo se irradia para a periferia.
A ossificação se processa de modo diverso conforme o esboço originário é de natureza cartilaginosa ou membranosa. Nos ossos de origem cartilaginosa, o processo se inicia na membrana que reveste a cartilagem e que se chama pericôndrio. O pericôndrio se transforma pouco a pouco em periósteo, no qual se distinguem células particulares, os osteoblastos, que estão encarregadas de produzir o osso: revestem eles a cartilagem formando um fino estrato ósseo (lâmina fundamental) e, multiplicando-se, dão origem a uma nova substância óssea, a qual se acumula primeiramente de modo irregular e depois em delgadas lâminas ósseas estratificadas de modo bastante regular. Começada assim a ossificação, ela se estende. Do tecido ósseo apenas formado se destacam os osteoblastos que emigram para a cartilagem restante; são eles acompanhados de ramificações de vasos sanguíneos. No território invadido, os osteoblastos retomam a sua função, formam novo tecido ósseo, até que a cartilagem esteja inteiramente transformada em osso.
A completa transformação da cartilagem em osso só tem lugar na idade adulta; até os 20 ou 25 anos fica sempre, entre a diáfise e as epífises, uma linha de cartilagem que faz crescer o osso em comprimento. Pode-se demonstrar que o osso se alonga justamente graças à cartilagem de conjugação: se se inserir uma bolinha de chumbo na epífise (logo além da cartilagem) e outra na diáfise (apenas um pouco para cá da cartilagem) em um osso em via de crescimento (por exemplo, em um animal jovem), constatar-se-á, radiografando o osso depois de um período de tempo suficiente, que a distância entre as duas bolinhas aumentou. O mesmo se pode fazer para demonstrar que o crescimento em espessura é devido ao periósteo. Sempre no animal jovem, se cerca um osso com um fio metálico, ou então se insere uma bolinha de chumbo no periósteo. Depois de um certo tempo notar-se-á que o fio ou a bolinha não estão mais na extrema periferia do osso mas no seu interior: evidentemente, o periósteo, produzindo novo osso pela sua parte interna, afastou-se perifericamente, en- quanto os corpos estranhos ficaram onde estavam. Nos ossos secundários, derivados não de uma cartilagem mas de um esboço de tecido membranoso, a ossificação tem lugar assim: as células embrionárias se transformam em osteoblastos e estes iniciam a sua proliferação do centro para a periferia, até que se complete a formação do tecido ósseo.
Os ossos, unindo-se uns aos outros, formam o esqueleto, que podemos considerar dividido em duas partes: uma parte constituída pela cabeça, pela coluna vertebral com as costelas, e pelo esterno; e outra apendicular, formada pelos ossos dos membros (superiores e inferiores).
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