Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Cirurgia de revascularização miocárdica melhora sobrevida em pacientes com disfunção ventricular esquerda e mínima viabilidade miocárdica.
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Cirurgia de revascularização miocárdica melhora sobrevida em pacientes com disfunção ventricular esquerda e mínima viabilidade miocárdica.

25/11/2010


Sawada SG, et al. Effect of revascularization on long-term survival in patients with ischemic left ventricular dysfunction and a wide range of viability. Am J Cardiol. 2010;106(2):187-92.

A sobrevivência em curto prazo em pacientes com disfunção ventricular esquerda isquêmica com miocárdio viável parece melhorar com a revascularização miocárdica, mas não há estudos randomizados que demonstrem benefício em longo prazo da cirurgia de revascularização em pacientes com uma ampla margem de viabilidade. A partir de um modelo probabilístico, este estudo comparou a sobrevivência de pacientes com disfunção isquêmica, revascularizados ou tratados clinicamente. Ecocardiograma com dobutamina foi realizada em 274 pacientes com disfunção ventricular esquerda isquêmica (FE média = 32%), com 1/3 da amostra, apresentando viabilidade em 25% ou mais da área miocárdica. Características clínicas, angiográficas e ecocardiográficas foram comparáveis entre os grupos de tratamento, exceto para a doença multiarterial, hiperlipidemia, e porcentagem de miocárdio não viável. Análise por escores de propensão, refletindo a probabilidade de receber a revascularização, foi obtida para cada paciente, a partir de 25 variáveis de base. Os pacientes foram seguidos para a morte da causa cardíaca. A revascularização foi realizada em 130 pacientes (92% com CRM) e 144 casos foram tratados clinicamente. Houve 114 mortes cardíacas (42%) em mais de 4,5 anos de seguimento. Após o ajuste para os escores de propensão, a sobrevida foi melhor no grupo de pacientes revascularizados (sobrevida média 5,9 vs 3,3 anos; P<0,0001). Os tratamentos durante o seguimento foram similares entre os grupos, exceto que o uso de betabloqueador foi mais comum em pacientes revascularizados. Após o ajuste para o uso com betabloqueadores, a sobrevida permaneceu melhor nos pacientes revascularizados (p = 0,0006). Na conclusão, a revascularização melhora a sobrevivência a longo prazo em pacientes com disfunção ventricular esquerda isquêmica e grande área de miocárdio viável.

Comentário: este estudo traz os resultados da revascularização miocárdica, em uma coorte de pacientes com disfunção ventricular grave e viabilidade miocárdica demonstrável por ecocardiografia. Utilizando ajustamento das diversas variáveis clínicas e controle para o uso de betabloqueadores, os autores demonstraram redução de risco de morte cardíaca de 46% em 3 anos, e de 55% em 5 anos de acompanhamento, em relação à terapia clínica. Estes resultados reforçam a estratégia de revascularização cirúrgica, em pacientes com grave disfunção ventricular, desde que documentado algum território de viabilidade miocárdica.

 

Fonte:

 

http://www.sbccv.org.br/medica/boletimMai10.asp

 

 


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