Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Resultados da intervenção coronária percutânea em pacientes com teste de estresse positivo.
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Resultados da intervenção coronária percutânea em pacientes com teste de estresse positivo.

25/11/2010

Adamu U, et al. Results of interventional treatment of stress positive coronary artery disease. Am J Cardiol. 2010;105(11):1535-9.

O objetivo deste estudo foi determinar o impacto da intervenção coronária percutânea (ICP), incluindo a colocação de stent em pacientes com teste de estresse cintilográfico positivo e doença arterial coronária estável no prognóstico em longo prazo e os sintomas. Um grupo de 1.018 pacientes foram identificados a partir dos achados angiográficos e cintilografia miocárdica de estresse no período de janeiro de 2000 a 31 de dezembro de 2003. Foram incluídos pacientes com doença coronariana significativa (> 50% de estenose do diâmetro na angiografia coronária quantitativa) e com cintilografia miocárdica positiva para isquemia. Duzentos e sessenta e seis pacientes foram tratados clinicamente. Setecentos e cinqüenta e dois pacientes com resultados de cintilografia miocárdica positiva e tratados com ICP foram comparados aos 266 pacientes que receberam tratamento clínico de mesma idade, sexo, número e localização das artérias coronárias comprometidas, função ventricular esquerda e área com falha de perfusão na cintilografia miocárdica semelhante. Eventos clínicos (morte, infarto do miocárdio não-fatal e revascularização), bem como os sintomas clínicos (angina ou dispnéia, Canadian Cardiovascular Society classe II a IV) foram determinados após um período de seguimento de 6,4 ± 1,2 anos. Houve 98% de seguimento clínico (524 dos 532 pacientes). Não houve diferença entre o grupo da ICP e o grupo tratado clinicamente nas freqüências de morte (13,5% vs 10,9%) e infarto do miocárdio (5,3% vs 5,6%) durante o seguimento. Os pacientes submetidos a ICP tiveram mais procedimentos de revascularização no prazo inferior de 1 ano após a escolha inicial da modalidade de tratamento ICP (14,7% vs 6,0%, p <0,002). Durante o período de acompanhamento subseqüente (> 1 ano), os 2 grupos não diferiram quanto à freqüência de procedimentos de revascularização. Ao final do acompanhamento, os pacientes no grupo ICP apresentaram menor freqüência de angina (38% vs 49%, p = 0,014). Em conclusão, pacientes com cintilografia miocárdica de estresse positiva e doença arterial coronária estável, a ICP incluindo implante de stent não reduz a mortalidade ou a taxa de infarto do miocárdio não-fatal. O grupo ICP apresentou menor freqüência de angina pectoris após um ano de seguimento.


Fonte:

 

http://www.sbccv.org.br/medica/boletimMai10.asp

 

 

 


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