Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Cirurgia de miectomia septal recomendada como superior à ablação por álcool no tratamento da cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Cirurgia de miectomia septal recomendada como superior à ablação por álcool no tratamento da cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

25/11/2010

Ten Cate FJ, et al. Long-Term Outcome of Alcohol Septal Ablation in Patients with Obstructive Hypertrophic Cardiomyopathy: A Word of Caution. Circ Heart Fail. 2010;3(3):362-9.

O impacto da fibrose induzida pela ablação septal com álcool (ASA) não é conhecida. Este estudo procurou analisar os resultados em longo prazo da ASA entre os pacientes com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (CMHO).
Foram estudados 91 pacientes consecutivos (54 ± 15 anos) com CMHO submetidos a ASA. O desfecho primário do estudo foi um composto de morte cardíaca e morte cardíaca súbita abortada (SCD), incluindo a descarga apropriada do cardioversor-desfibrilador (CDI) para FV/TV rápida. Os parâmetros secundários foram mortalidade não-cardíaca e outras complicações não-fatais. Os resultados dos pacientes ASA foram comparados com 40 pacientes com CMHO submetidos a miectomia septal cirúrgica. Durante 5,4 ± 2,5 anos, os desfechos primários e/ou secundários foram observados em 35 (38%) dos pacientes ASA, dos quais 19 (21%) pacientes preencheram o desfecho primário. A sobrevida livre de desfecho primário em 1, 5 e 8 anos foi de 96%, 86% e 67%, respectivamente, em pacientes ASA versus 100%, 96% e 96%, respectivamente, em pacientes submetidos a miectomia durante 6,6 ± 2,7 anos (P = 0,01). Os pacientes submetidos a ASA tiveram um aumento de ~ 4 vezes na taxa anual estimada do desfecho primário (4,4% vs 0,9%) em comparação com pacientes miectomia. Em um modelo multivariado, incluindo escore de propensão, ASA foi um preditor independente do desfecho primário (P = 0,02)
Os autores concluem que a ASA tem potencialmente efeitos indesejados em longo prazo. Isso representa precaução especial dado o fato de que a ASA é praticada em todo o mundo a uma taxa crescente. Recomendam a miectomia como a intervenção preferencial nos pacientes com CMH obstrutiva.

Comentário: Nesta série de casos com até 9 anos de seguimento, morte cardíaca e morte súbita cardíaca abortada foram significativamente mais comuns após ASA que após miectomia cirúrgica, estes resultados demonstram um aumento do risco de morte cardíaca súbita e abortada em pacientes submetidos a ASA para CMHO.
Ademais, os resultados sugerem uma necessidade de maior cautela na decisão de recomendar a ASA assim como a utilização mais liberal de ICDs após ASA.

 

 

Fonte:

 

http://www.sbccv.org.br/medica/boletimAbr10.asp

 

 


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