ATUALIZAÇÃO CLÍNICA
Resistência à aspirina: realidade ou ficção?
Dinaldo Cavalcanti de OliveiraI, II, III; Rogerio Ferreira SilvaI; Diego Jantsk SilvaI; Valter Correia de LimaII
IHospital do Coração - Associação do Sanatório Sírio
IIHospital São Paulo - Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP
IIIHospital das Clínicas - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE - Brasil
Correspondência
RESUMO
Uma metanálise de estudos clínicos de pacientes com doença cardiovascular demonstrou que o uso de aspirina estava associado à redução de 22% de mortes e a eventos vasculares isquêmicos relevantes. Entretanto, estudos clínicos revelaram que pacientes tomando regularmente aspirina apresentavam recorrência de eventos cardiovasculares. Tal constatação levou a um questionamento: se, em alguns pacientes, a aspirina não era eficaz em bloquear a agregação plaquetária, sendo estes pacientes chamados de não responsivos ou resistentes à aspirina.
Conceitua-se resistência clínica à aspirina pela ocorrência de eventos cardiovasculares em pacientes na vigência de tratamento com aspirina, enquanto a resistência laboratorial é definida como a persistência da agregação plaquetária, documentada por teste laboratorial, em pacientes tomando regularmente aspirina. Pacientes resistentes à aspirina tiveram, de acordo com testes laboratoriais, em média, 3,8 vezes mais eventos cardiovasculares quando comparados aos não resistentes.
Palavras-chave: Aspirina, resistência a medicamentos, testes laboratoriais, agregação plaquetária.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2010001300024&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt