alergia - Projeções dos efeitos das mudanças climáticas sobre a asma alérgica: a contribuição da aerobiologia.
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alergia

Projeções dos efeitos das mudanças climáticas sobre a asma alérgica: a contribuição da aerobiologia.

18/01/2011

 

Cecchi L, DAmato G, Ayres JG, Galan C, Forastiere F, Forsberg B, Gerritsen J, Nunes C, Behrendt H, Akdis C, Dahl R, Annesi-Maesano I. Projections of the effects of climate change on allergic asthma: the contribution of aerobiology. Allergy. 2010 Sep;65(9):1073-81.


As mudanças de clima são evidentes e representam uma ameaça em potencial para pacientes afetados por transtornos alérgicos. Estas mudanças já exerceram seus efeitos nos organismos vivos, incluindo plantas e fungos, sendo que os cenários atuais projetam possíveis efeitos até o final deste século. Nas últimas 3 décadas, os estudos mostraram alterações na produção, dispersão e conteúdo alergênico do pólen e dos esporos, que podem ser específicas por região e espécie. Além disso, estas mudanças podem ter sido influenciadas pela interação direta dos polens com poluentes atmosféricos urbanos.

Os dados disponíveis sugerem um efeito crescente dos aeroalérgenos nos pacientes alérgicos ao longo deste período, o que também podem implicar em uma maior probabilidade de desenvolvimento de uma doença respiratória alérgica em indivíduos sensibilizados e de exacerbação nos pacientes sintomáticos. Várias limitações tornam as predições incertas e mais estudos específicos serão necessários para determinar os efeitos atuais e os cenários futuros. Recomenda-se: aumento do foco na exposição a pólen/esporo nas diretrizes para diagnóstico e tratamento das doenças respiratórias e alérgicas; coleta de dados aerobiológicos de modo sistematizado em nível europeu; criação, promoção e apoio de equipes multidisciplinares nesta área; e trabalho de lobby na União Europeia e em outros financiadores para custear esta pesquisa.





Comentários

Dr. Ataualpa P. dos Reis
Doutor em imunologia e bioquímica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professor convidado de pós-graduação da UFMG e da Santa Casa de Belo Horizonte.

O trabalho acima relata que as mudanças de clima são evidentes e representam uma ameaça em potencial para pacientes afetados por transtornos alérgicos.

Os pacientes com alergia respiratória (rinite alérgica e asma brônquica) podem ser expostos aos alérgenos dos polens, principalmente no período de verão, com baixa umidade e dias com sol e vento 1-3. É certo que as mudanças climáticas têm modificado e produzido alterações na produção, na dispersão e no conteúdo alergênico do pólen e dos esporos e que são específicas de acordo com a região e a espécie. Além disso, estas mudanças podem ter sido influenciadas pela interação direta dos polens com poluentes atmosféricos urbanos 4-6

No Brasil a sensibilização alérgica a polens foi documentada apenas nos estados da região sul, onde as modificações climáticas, as estações do ano melhor definidas e o cultivo de plantas alergênicas (p.e., Lolium multiflorum) podem ser os responsáveis pelo estabelecimento de alergia com caráter estacional (polinose). Além da ocorrência de rinite alérgica, também foi documentada a conjuntivite alérgica pelo pólen. O desencadeamento de asma brônquica não foi documentado. Em geral, os sintomas estão presentes entre os meses de outubro e dezembro.1




Referência

1. Damialis A, Gioulekas D, Lazopoulu C, Balafoutis C, Vokou D. Transport f airbone pollen into the city of Thessaloniki: the effects of wind direction, speed and persistence. Int. J. Biometerol 2005;49:139-45.

2. Rodrigues-Rajo FP, Iglesias I, Jato V. Variation assessment of airborne Alternaria and Cladosporium spores at different bioclimatical conditions. Mycol Res 2005;43:497-507.

3. Peternel R, Culig J, Hrga I. Atmospheric concentrations of Cladosporium  spp. and Alternaria spp. spores in Zagreb(Croacia) and effects of some meterological factors. Ann Agric Environ Med 2004;11:303-7.

4. Pehkonen E, Rantio-Lehtimak A. Variation in airbone pollen antigenic particles caused by meterologic factors. Allergy 1994;49:472-7.

5. Jones AM, Harrison RM. The effects of meterological factors on atmospheric bioaerosol  concentrations: a review. Sci Total Environ 2004;326:151-80

6. Makra I, Juhasz M, Borsos E, Beczi R. Meterological variables connected with airbone ragweed pollens in Southern Hungary. Int. J. Biometerol 2004;49;37-47

7. Consenso Brasileiro sobre rinites 2006. Rev bras alerg imunopatol 2006; 29: 29-58.


http://www.medicalservices.com.br/atualizacao/literatura_comentada/exibe.php?id=389&topo=

 

 


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