Ginecologia/Mulher - Anticoncepção Hormonal: saiba mais
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Ginecologia/Mulher

Anticoncepção Hormonal: saiba mais

18/02/2011

 

 

Os anticoncepcionais hormonais são esteróides utilizados isoladamente ou em associação com progesterona com a finalidade básica de impedir a concepção.
A anticoncepção hormonal é um dos métodos mais empregados em todo o mundo desde 1960, tendo sofrido uma extraordinária evolução em termos de quantidade e qualidade dos hormônios utilizados. São classificados de acordo com a via de utilização em: oral, injetável, subcutâneo e vaginal.

 

ANTICONCEPCIONAIS ORAIS HORMONAIS COMBINADOS (AOCS)

 

Tipos e Composição


Os AOCs contêm estrógeno e progesterona, em diferentes doses e esquemas posológicos:

Monofásicas - são as mais comuns, apresentam 21 comprimidos, todos com a mesma composição e dose.

Bifásicas - contém dois tipos de comprimidos ativos, de diferentes cores, com os mesmos hormônios, em proporções diferentes. São 22 comprimidos que devem ser tomados na ordem indicada na embalagem.

Trifásicas - contém os mesmos hormônios, mas em três doses diferentes. Devem ser tomados na ordem indicada na embalagem.

Monofásicas contínuas - são mais recentes, apresentam 28 comprimidos com a mesma composição e dose.

 

Mecanismo de ação

Os anticoncepcionais hormonais orais exercem seu efeito principalmente pela inibição das gonadotrofinas hipofisárias, impedindo a ovulação. Além disso, modificam o muco cervical tornando-o hostil à espermomigração, alteram o endométrio, modificam a contratilidade das tubas interferindo no transporte ovular e alteram a resposta ovariana às gonadotrofinas.

 


Critérios de Elegibilidade desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1996 - Categoria 4)
Ver critérios de elegibilidade

· Neoplasia hormoniodependente ou suspeita
· Câncer de mama declarado ou suspeito
· Tromboflebite ou doença tromboembólica
· Gravidez confirmada ou suspeita
· Hipertensão arterial grave
· Diabetes insulino-dependente grave
· Doenças cardiovasculares
· Lupus eritematoso sistêmico
· Hepatopatia aguda ou crônica

 

Eficácia

São métodos muito eficazes quando usados correta e consistentemente: 0,1 mulheres grávidas por 100 mulheres no primeiro ano de uso.

 

Vantagens

· Apresentam elevada eficácia
· Fácil utilização e acesso
· Rápido retorno à fertilidade

 

Desvantagens

· Podem apresentar alguns efeitos colaterais
· É um método de uso diário, que não pode ser interrompido

 

Modo de uso

a) No primeiro mês de uso, ingerir o 1º comprimido no 1º dia do ciclo menstrual.
b) A seguir, a usuária deve ingerir um comprimido por dia até o término da cartela, preferencialmente no mesmo horário. É importante verificar a cartela todas as manhãs no sentido de certificar-se do seu uso no dia anterior.
c) Ao final da cartela fazer pausa de 7 dias e iniciar nova cartela, no 8º dia, independente do sangramento.
d) Caso não ocorra a menstruação no intervalo entre as cartelas, a usuária deve procurar o serviço de saúde para descartar a hipótese de gravidez e associar métodos de barreira neste período.
e) Em caso de esquecimento:
- Uma pílula: deve ser ingerida imediatamente, caso o período seja menor que 12 horas, continuando o uso regular das demais, até o final da cartela. Se o período for maior que 12 horas, 2 pílulas devem ser ingeridas no mesmo horário, com a associação de um método contraceptivo de barreira até o início da cartela seguinte.
- Duas ou mais pílulas: deve-se suspender o método, optando por outro, até a menstruação. Uma nova cartela deve ser iniciada no primeiro dia do ciclo. Em caso de ausência de menstruação, o serviço de saúde deve ser procurado.
f) Vômitos até 4 horas após a ingestão ou diarréia, pode impedir a ação do anticoncepcional e por isso impõe-se um contraceptivo assessório como os métodos de barreira.
g) As pausas devem ser evitadas, pois não são mais justificadas, sendo as causas mais freqüentes de gestações e certas complicações.

 

Efeitos colaterais

Náuseas (mais comum nos 3 primeiros meses), cefaléia leve, sensibilidade mamária, leve ganho de peso, nervosismo, acne. A incidência desses efeitos é inferior a 10%.
Alterações do ciclo menstrual: manchas ou sangramento nos intervalos entre as menstruações, especialmente em casos de esquecimento ou ingestão tardia e amenorréia.
Outros efeitos colaterais pouco comuns são alterações do humor, como depressão e diminuição da libido.

 

Benefícios e Riscos

Benefícios
· Podem aumentar o prazer sexual porque diminuem a preocupação com a possibilidade de engravidar;
· Regularizam os ciclos menstruais,com diminuição da duração e fluxo sanguíneos;
· Diminuem a freqüência e a intensidade das cólicas menstruais;
· A fertilidade retorna em seguida à interrupção da cartela;
· Diminuem a incidência de: gravidez ectópica, câncer de endométrio, câncer de ovário, cistos de ovário, doença inflamatória pélvica, doenças mamárias benignas e miomas uterinos.

Riscos
· Não são recomendados para lactantes pois podem afetar a qualidade e quantidade do leite;
· Raramente podem causar acidentes vasculares, tromboses venosas profundas ou infarto, sendo que o risco é maior entre fumantes com 35 anos ou mais;
· Podem aumentar o risco para tumores de fígado, sendo extremamente raros os tumores malignos;

 

ANTICONCEPCIONAIS ORAIS DE PROGESTERONA (Minipílula)

 

Tipos e Composição

Anticoncepcional contendo apenas progesterona. Pode ser encontrado em embalagens com 35 pílulas ativas. Todos os comprimidos têm a mesma composição e dose.


Mecanismo de ação

Promovem o espessamento do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides. Inibem a ovulação, em aproximadamente, metade dos ciclos menstruais.

 

Critérios de Elegibilidade desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1996 - Categoria 4) Ver critérios de elegibilidade

· Gravidez comprovada ou suspeita
· Hipertensão arterial grave e moderada
· Hepatopatias graves
· Doenças tromboembolíticas ou antecedentes importantes
· Hemorragia genital de causa indeterminada
· Pacientes que fazem uso crônico de drogas que interagem com o anticoncepcional
· Dislipidemias severas
· Retardo mental que possa dificultar o uso correto

 

Eficácia

Para a lactante: É muito eficaz quando usada de forma correta e consistente, com uma taxa de falha de aproximadamente 0,5 em cada 100 mulheres em um ano.
Para a não lactante: A eficácia em uso correto e consistente também é alta, mas não tão alta quanto a da pílula combinada.

 

Vantagens

· Pode ser utilizado durante a lactação
· É de fácil utilização

 

Desvantagens

· Tem um índice de falha maior do que os contraceptivos orais combinados
· Algumas horas de atraso já são suficientes para aumentar o risco de gravidez

 

Modo de uso

Especialmente indicada para mulheres em período de amamentação, seu uso é contínuo após o término da cartela. É de particular importância não ser tomada após o horário habitual sob risco de diminuição da eficácia.

AMAMENTAÇÃO: seis semanas após o parto. Se a menstruação já retornou, a mulher pode começar a tomar a minipílula a qualquer momento, desde que se tenha certeza de que a mulher não está grávida.

PÓS PARTO, se não estiver amamentando: imediatamente, ou a qualquer momento durante as quatro primeiras semanas; não é necessário esperar o retorno das menstruações.

PÓS ABORTO espontâneo ou provocado: imediatamente ou nos primeiros sete dias após o aborto.

DURANTE A MENSTRUAÇÃO NORMAL: deve ser iniciado no primeiro dia do ciclo menstrual.

 

Efeitos colaterais

Para as mulheres que não estão amamentando, os efeitos colaterais mais comuns são as alterações no fluxo menstrual; spotting (manchas), amenorréia que pode ocorrer durante vários meses.
Para as lactantes, as alterações menstruais podem não ser percebidas ou não representam incômodo, porque essas mulheres habitualmente não têm ciclos regulares; os anticoncepcionais orais somente de progesterona podem prolongar a amenorréia durante a amamentação. Outros efeitos colaterais comuns são cefaléia e sensibilidade mamária.

 

Benefícios e Riscos

Benefícios
· Podem ser usados por lactantes a partir de seis semanas após o parto.
· Podem ajudar a prevenir: doenças benignas de mama, câncer de endométrio ou de ovário, doença inflamatória pélvica.

Riscos
Por conter somente progesterona em dose muito baixa, a minipílula praticamente não apresenta riscos importantes à saúde. Pode ser considerada um dos anticoncepcionais mais seguros.
O risco mais importante é a falha anticoncepcional. As usuárias desse método apresentam maior risco de gravidez ectópica do que as usuárias de anticoncepcional oral combinado e de DIU, porém o risco é menor do que entre as mulheres que não estão usando nenhum método anticoncepcional
.

 


ANTICONCEPCIONAL ORAL COM DOSES MAIORES DE PROGESTERONA

 

Composição

Este anticoncepcional contém apenas um tipo de progesterona, o desogestrel, na dose de 75 mcg em cada comprimido. É comercializado em embalagens com 28 pílulas ativas. Todos os comprimidos têm a mesma composição e dose.

 

Mecanismo de ação

O principal mecanismo de ação é a inibição da ovulação e o aumento da viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides.

 

Critérios de Elegibilidade desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1996 - Categoria 4) Ver critérios de elegibilidade

· Gravidez comprovada ou suspeita
· Hipertensão arterial grave e moderada
· Hepatopatias graves
· Doenças tromboembolíticas ou antecedentes importantes
· Hemorragia genital de causa indeterminada
· Pacientes que fazem uso crônico de drogas que interagem com o anticoncepcional
· Dislipdemias severas
· Retardo mental que possa dificultar o uso correto

 

Eficácia

A eficácia descrita na monografia do produto, incluindo mulheres lactantes e não lactantes, mostrou uma taxa de falha de 0,14 por 100 mulheres em 1 ano. Quando excluídas as lactantes, os estudos mostraram uma taxa de falha de 0,17 por 100 mulheres em 1 ano.

 

Vantagens

· Pode ser utilizado durante a lactação
· É de fácil utilização.

 

Desvantagens

· Existe um alto índice de amenorréia ou sangramento infrequente


Modo de uso

Seguem rotina semelhante ao dos demais anticoncepcionais de progesterona.
Deve ser iniciado no primeiro dia do ciclo menstrual, sempre no mesmo horário, sendo seu uso contínuo após o término da cartela.

 

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns estão relacionados às alterações do fluxo menstrual sendo que, ao final de um ano, aproximadamente 50% das mulheres apresentaram amenorréia ou sangramento infrequente e 4% continuaram apresentando sangramento freqüente. Outros efeitos secundários menos freqüentes foram: cefaléia, acne, sensibilidade mamária, náusea, vaginite e dismenorréia.

 

Benefícios e Riscos

Benefícios
Podem ser usados por lactantes a partir de seis semanas após o parto. Não apresentam os efeitos colaterais do estrógeno.

Riscos
Por conter somente progesterona, praticamente não apresenta riscos importantes à saúde.

 


ANTICONCEPCIONAL INJETÁVEL MENSAL

 

Tipos e Composição

Os anticoncepcionais combinados injetáveis mensais, disponíveis no Brasil em frasco-ampola com suspensão, contêm um estrógeno e uma progesterona, nas seguintes composições:


· 25 mg de acetato de medroxiprogesterona e 5mg de cipionato de estradiol;
· 50 mg de enantato de noretisterona e 5 mg de valerato de estradiol;
· 150 mg de progesterona e 10 mg de enantato de estradiol;
· 150 mg de acetofenido de algesterona e 10 mg de enantato de estradiol.

 

Mecanismo de Ação

A ação anticonceptiva reside, fundamentalmente, no efeito do progesterona sobre o eixo neuroendócrino inibindo a ovulação, pelo bloqueio do pico do LH, que permanece em seus níveis basais. Secundariamente, são observadas também, atividades sobre o muco cervical, o endométrio e a peristalse tubária, ampliando seu potencial anticonceptivo. Inibem a ovulação e tornam o muco cervical espesso, dificultando a passagem dos espermatozóides.

 

Critérios de Elegibilidade desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1996 - Categoria 4) Ver critérios de elegibilidade

· Lactação
· Suspeita de gravidez
· Câncer genital e mamário
· Hepatopatia grave
· Enxaqueca grave reicidivante
· Sangramento genital não diagnosticado
· Patologias estrogênio-dependentes

 

Eficácia

As taxas de gravidez são baixas, entre 0,1 a 0,3 a cada 100 mulheres, durante o primeiro ano de uso, com injeções mensais.

 

Vantagens

· Facilidade de uso
· Alta eficácia
· Preservação de sangramento, semelhante ao do fluxo menstrual
· Comodidade de aplicação

 

Desvantagens

· A não aceitação por parte de algumas mulheres da via intramuscular (injeções repetidas)
· Alterações na periodicidade do sangramento, observadas por algumas usuárias

 

Modo de uso

Os injetáveis mensais são administrados por via intramuscular, iniciado entre o 1º e 5º dia do ciclo menstrual, com aplicações a cada 30 dias. Não se deve massagear ou colocar bolsa de água quente no local da aplicação.

 

Efeitos colaterais
Alterações do ciclo menstrual: manchas ou sangramento nos intervalos entre as menstruações, sangramento prolongado e amenorréia; ganho de peso; cefaléia; vertigem.

 

Benefícios e Riscos

Benefícios
Não interferem negativamente com o prazer sexual. Diminuem a freqüência e a intensidade das cólicas menstruais. A fertilidade retorna em tempo mais curto do que com os injetáveis trimestrais. Podem prevenir anemia ferropriva. Ajudam a prevenir problemas como: gravidez ectópica, câncer de endométrio, câncer de ovário, cistos de ovário, doença inflamatória pélvica, doenças mamárias benignas e miomas uterinos.

Riscos
Seu uso entre as lactantes deve ser evitado até o sexto mês pós-parto ou até que a criança esteja ingerindo outros alimentos. Podem causar acidentes vasculares, tromboses venosas profundas ou infarto, sendo que o risco é maior entre fumantes com 35 anos ou mais.

 


ANTICONCEPCIONAL HORMONAL INJETÁVEL TRIMESTRAL

 

Tipos e Composição

O anticoncepcional injetável trimestral contém apenas uma progesterona, acetato de medroxiprogesterona.
É disponível no Brasil em suspensão microcristalina de depósito contendo 150 mg acetato de medroxiprogesterona, em frasco-ampola.

 

Mecanismo de ação

O acetato de medroxiprogesterona de depósito (DMPA) é uma progesterona sintética com estrutura química muito similar à da progesterona natural, para uso intramuscular. Os microcristais apresentam pouca solubilidade nos líquidos corporais e liberam lentamente o esteróide ativo de sua superfície, o que resulta em uma ação prolongada. O principal mecanismo de ação é uma inibição efetiva da ovulação. O DMPA inibe a secreção de gonadotrofinas hipofisárias levando à diminuição dos esteróides ovarianos, estradiol e progesterona. Age também produzindo uma supressão dos receptores de estrogênio no colo, endométrio e trompas. Com isso, o muco cervical fica mais viscoso e escasso tornando-se hostil à penetração dos espermatozóides.

 

Critérios de Elegibilidade desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1996 - Categoria 4) Ver critérios de elegibilidade

· Gravidez
· Sangramento vaginal sem diagnóstico
· Câncer hormônio-dependente
· Cardiopatia isquêmica
· Hepatite A ativa
· Cirrose hepática severa descompensada

 

Eficácia
Muito eficaz. A taxa de gravidez é de 0,3 a cada 100 mulheres durante o primeiro ano de uso, com injeções regulares a cada três meses.

 

Vantagens

· Muito eficaz, seguro, fácil de usar
· Não requer rotina diária
· Tem ação prolongada, é reversível e independente do coito
· Pode ser utilizado durante a lactação
· Não possui interação medicamentosa

 

Desvantagens

· Amenorréia
· Não proporciona proteção contra DST
· Demora no retorno da fertilidade
· Em caso de efeitos colaterais não pode ser retirado

 

Modo de uso

O injetável trimestral é administrado por via intramuscular, não devendo massagear ou colocar bolsa de água quente no local da aplicação. A primeira dose deve ser administrada até o quinto dia do ciclo menstrual. No pós-parto, o uso pode ser imediato para mulheres que não estejam amamentando. No caso de mulheres amamentando, o uso deve ser postergado até seis semanas após o parto. Deve ser administrado a cada 3 meses.

 

Efeitos colaterais

Alterações do fluxo menstrual: manchas ou sangramento leve (o mais comum), sangramento volumoso ou amenorréia.
Aumento de peso: em média 1 a 2 kg por ano. Cefaléia, sensibilidade mamária, desconforto abdominal, alterações do humor, náusea, queda de cabelos, diminuição da libido e/ou acne. Atraso no retorno da fertilidade.

 

Benefícios e Riscos

Benefícios
· Muito eficaz
· Pode ser usado por qualquer grupo etário, mas não se recomenda seu uso antes de 16 anos de idade
· Não parece afetar a quantidade e a qualidade do leite materno
· Pode ser usado por lactantes após seis semanas do parto

Riscos
Alteração do metabolismo lipídico: algumas pesquisas demonstraram elevação do colesterol lipoproteína de baixa densidade e redução do colesterol lipoproteína de alta densidade a longo prazo, porém essas modificações são de baixa magnitude e nenhum estudo demonstrou a ocorrência de repercussões clínicas.

 


ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA

 

Composição

Os anticoncepcionais hormonais orais, usados em doses mais elevadas, constituem uma opção na ausência de contra-indicação ao seu uso em situação de emergência.
Existem fórmulas distintas para fazer contracepção de emergência. A primeira consiste na ingesta de 200 µg de etinilestradiol + 1000µg de levonorgestrel divididas em duas doses com intervalo de 12 horas, conhecida como Método de Yuspe. A outra consiste no uso de 150 µg de levonorgestrel via oral dividida em duas doses com intervalo de 12 horas.

 

Mecanismo de ação

Vários mecanismos podem intervir, dependendo do período do ciclo em que ocorre a relação sexual desprotegida e a tomada das pílulas, sendo que todos interferem na fecundação, que é a união do óvulo com o espermatozóide. Os mecanismos mais estudados são a inibição e o retardo da ovulação, a alteração na função do corpo lúteo, a interferência no transporte ovular e na capacitação de espermatozóides, e fatores que interferem na fertilização. A anticoncepção oral de emergência não afeta a implantação de um óvulo já fecundado nem interrompe uma gravidez já estabelecida.

 

Critérios de Elegibilidade desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1996 - Categoria 4) Ver critérios de elegibilidade

Este método não deve ser utilizado em casos de gravidez.

 

Eficácia

Previne a gravidez em aproximadamente três quartos dos casos que, de outra maneira, ocorreriam, dependendo do momento de uso.

 

Vantagens

· É um método de alta eficácia
· É de fácil utilização

 

Desvantagens

· Após 72 horas do coito desprotegido perde sua eficácia

 

Modo de uso

A primeira dose deve ser administrada até 72 horas após o coito desprotegido. A segunda dose deverá ser ingerida após 12 horas da primeira.

 

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns são: náuseas, vômitos, tontura, fadiga, cefaléia, mastalgia, diarréia, dor abdominal e irregularidade menstrual.

 

Benefícios e Riscos

Como as pílulas do esquema de anticoncepção oral de emergência, tanto as de progesterona como as combinadas, são usadas por tempo muito curto, elas não apresentam os mesmos problemas potenciais do que quando usadas na anticoncepção regular.

 


ANTICONCEPCIONAL VAGINAL


Os hormônios anticoncepcionais são bem absorvidos quando administrados via vaginal garantindo alta eficácia anticoncepcional e melhor tolerabilidade, com menos incidência de reações adversas, especialmente gástricas. A administração dos hormônios por esta via minimiza a maioria dos efeitos negativos sobre o metabolismo dos lipídeos e das apolipoproteínas que estão associadas ao emprego da anticoncepção hormonal oral ou injetável.

 

Mecanismo de Ação

O mecanismo básico é a ação anovulatória por supressão da liberação das gonadotrofinas hipofisárias. Soma-se a esta ação um aumento da viscosidade do muco cervical, que dificulta a migração dos espermatozóides e a alteração do endométrio que reduz o sucesso de implantação do óvulo.

 

Critérios de Elegibilidade desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1996 - Categoria 4) Ver critérios de elegibilidade

· Gravidez
· Amamentação
· Câncer atual

 

Eficácia

A taxa de gravidez é de 1 a cada 100 mulheres no primeiro ano de uso.

 

Vantagens

· É um método de fácil utilização
· É um método eficaz

 

Desvantagens

· Não pode ocorrer relação sexual antes de uma hora após o uso do método

 

Modo de Uso

Primeiro ciclo: iniciar no 5.º dia do ciclo menstrual. Diariamente, durante 21 dias seguidos, sem interrupção, deve-se colocar 1 comprimido no fundo da vagina. Após o término da cartela com 21 comprimidos, faz-se um intervalo de 7 dias, iniciando-se outra no oitavo dia do novo ciclo.

 

Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais são raros, mas a mulher pode apresentar náuseas, vômitos, sangramento intermenstrual, dismenorréia, tensão mamária, cefaléia, enxaqueca, nervosismo, depressão, alterações da libido, edemas e moléstias varicosas. Muito raramente foram relatados: cloasma, gastrite, alopécia, secreção vaginal, aumento do apetite, erupção cutânea, sintomas androgênicos, amenorréia, galactorréia, mastopatia, insônia, cansaço, intolerância a lentes de contato, alterações da secreção cervical, coréia, hirsutismo e porfíria foram relatadas, porém carecem de confirmação. Hemorragias intermenstruais podem ocorrer com maior probabilidade durante os primeiros ciclos de uso.

 

Benefícios e Riscos

Benefícios
· Os efeitos colaterais são mínimos


Riscos

· Pode causar sangramento anormal
· Pode aumentar o corrimento vaginal

 


IMPLANTE SUBDÉRMICO

 

 

Implantes subdérmicos constituem métodos de ação prolongada, reversíveis, com baixas doses de progestógenos que liberados continuamente para a corrente sanguínea, proporcionam o efeito contraceptivo.

Implantes Disponíveis
- Norplant® I (levonorgestrel). Tempo de permanência: 5 anos
- Norplant® II (levonorgestrel). Tempo de permanência: 3 anos
- Jadele (levonorgestrel). Tempo de permanência: 3 anos
- Uniplant (acetato de norgestrel). Tempo de permanência: 1 ano
- Eumetrin (eucometrina).
- Implanon® - bastonete único com taxa de liberação diária de 30 a 60 µg de etonogestrel por 3 anos. Único implante aprovado para ser utilizado no Brasil.

 

Mecanismo de Ação


Os implantes inibem a ovulação pela supressão da secreção de gonadotrofinas, aumentam a viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides e alteram o endométrio.

 

Critérios de Elegibilidade desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1996 - Categoria 4) Ver critérios de elegibilidade


• Gravidez
• Sangramento vaginal não diagnosticado
• Câncer de mama


Eficácia


É um método muito eficaz. Apresenta um índice de Pearl de 0 até o momento pois não se tem publicação de gestação..

 

Vantagens


• Prático
• Uso prolongado
• Evita primeira passagem hepática
• Manutenção de dose hormonal constante
• Evita interferência absorção gastrintestinal

 

Desvantagens


• Alterações menstruais
• Os implantes são visíveis e palpáveis
• Inserção e retirada médica
• Não protegem contra DST
• Custo


Modo de Uso
O implante é um método prático e fácil de ser colocado. A inserção é feita no subcutâneo da face interna do braço e omomento ideal para sua colocação é entre o primeiro e o quinto dia do ciclo, para garantir a eficácia desde o primeiro mês de uso.
A inserção é feita ambulatorialmente com anestesia local,obedecendo condições adequadas de assepsia .. Sua ação é de três anos.


Pode ser colocado, se a paciente não faz uso de nenhum método, entre o 1o e o 5o dia do ciclo menstrual. Quando a paciente é usuária de anticoncepcional hormonal oral o implante deve ser inserido preferencialmente no dia seguinte após o último comprimido ativo.
Após parto ou abortamento de segundo trimestre após 4-6 semanas. Se o aborto for de primeiro trimestre o implante pode ser colocado imediatamente.

Técnica de inserção
• Deve-se realizar a inserção do implante subdérmico sob condições anti-sépticas e somente através de um médico que já tenha conhecimento dos procedimentos.
• O implante deve ser inserido na porção proximal do braço, a 6-8 cm acima do cotovelo, na depressão entre o bíceps e o tríceps.
• Marcar o local da inserção.
• Remover cuidadosamente do invólucro o aplicador esterilizado descartável com o bastonete do implante. Segurar de forma que a ponta da agulha fique direcionada para cima, evitando a queda do implante.
• Verificar visualmente se o implante se encontra no interior da agulha. Caso o implante se projete para fora da agulha, colocá-lo de volta em sua posição original.
• Alinhar o aplicador com o braço.
• Esticar a pele em volta do local da inserção com o polegar e o dedo indicador. Introduzir a agulha no espaço entre o bíceps e o tríceps, diretamente abaixo da pele, o mais superficialmente possível, num pequeno ângulo e paralelamente à superfície cutânea, ao mesmo tempo em que se eleva a pele com a ponta da agulha. Inserir a agulha em toda a sua extensão.
• É importante manter a agulha em nível subdérmico elevando-se a pele como uma tenda. Caso isso não seja feito, o implante poderá acabar sendo inserido de forma profunda, o que resultará numa remoção mais complicada.
• Fixar a cânula com uma das mãos para evitar movimento desnecessário. Quebrar o lacre do aplicador comprimindo o suporte do obturador. Girar o obturador num ângulo de 90 graus em relação à cânula. Fixar o obturador firmemente contra o braço.
• Com a mão que estiver livre, puxar vagarosamente a cânula para fora do braço com o obturador imobilizado no local. Atenção: este procedimento é o oposto da aplicação de uma injeção, no qual se empurra o êmbolo e a seringa permanece fixa.
• Ao manter o obturador em seu local e puxar simultaneamente a cânula, o implante permanecerá no braço.
• Imediatamente após a retirada da agulha, aplicar gaze esterilizada sobre o local da inserção. Apalpar i implante de modo a certificar-se de que os procedimentos foram efetuados com sucesso.
• Aplicar uma compressa sobre o local para evitar o risco de hematomas.
• O aplicador deve ser utilizado uma única vez e deve ser descartado de maneira apropriada, de acordo com as disposições locais de manuseio de lixo biológico hospitalar.

Efeitos Colaterais


• É comum ocorrer sangramentos irregulares ou amenorréia
• Acne, dores nas mamas, cefaléia, aumento de peso, dor abdominal, diminuição da libido, tonturas, dor no local da injeção, labilidade emocional, náuseas.

ANEL VAGINAL

 

O anel vaginal é um anel flexível, transparente, com um diâmetro externo de 54mm e espessura de 4mm. Contém 11,7 mg de etonogestrel e 2,7 mg de etinilestradiol, apresentando respectivamente uma liberação diária de 120 mcg e 15 mcg, por um período de 3 semanas.

Deve ser conservado em geladeira (entre 2 a 8º C), podendo ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30º C) por um período máximo de 4 meses.


Mecanismo de Ação

Apresenta mecanismo de ação semelhante aos hormanais orais combinados. Seu efeito contraceptivo mais importante é a inibição da ovulação mas, também interfere com o espessamento do muco cervical, com a contratilidade tubárea e atrofia endometrial.


Contra-indicações

As contra-indicações do anel vaginal são semelhantes aos contraceptivos hormonais orais combinados.


Eficácia

A eficácia do anel vaginal é alta, apresenta Índice de Pearl de 0,65 se usado de forma correta (Roumen et al, Human. Reprod. 2001; 16; 469-75).

A retirada ou ausência do anel da vagina por mais de 3 horas, poderá reduzir a eficácia, pois os hormônios deixarão de ser liberados por um tempo muito longo. As usuárias devem ser orientadas a retirar o anel a cada 21 dias, mas se ocorrer um esquecimento ele poderá permanecer no meio vaginal sem afetar sua eficácia até 4 semanas. O intervalo de uma semana deve ser realizado normalmente, e um novo anel deve ser inserido.

Se o anel for utilizado por mais de 4 semanas, a eficácia contraceptiva pode ter sido reduzida e existe a possibilidade de gravidez.


Vantagens


• É um método de fácil utilização
• Prático
• Uso mensal

• Evita a primeira passagem hepática
• Não há interferência gastrointestinal na absorção
• Possibilidade de uso de método de liberação hormonal controlada mantendo níveis séricos constantes.



Desvantagens


• Pode ocorrer sangramento irregular
• Não protege contra DST
• Via vaginal

 

Dia da inserção do primeiro anel

Sem utilização de contracepção hormonal durante o último mês
Inserir o anel vaginal entre o 1º e 5º dias da menstruação, mesmo que o sangramento ainda não tenha cessado.

Com utilização de contracepção hormonal oral durante o último mês
Inserir o anel vaginal após o intervalo normal sem o contraceptivo, ou seja, no dia de início da nova cartela.

Com utilização de contracepção hormonal oral à base de progestógeno durante o último mês
Parar o uso de contracepção hormonal oral a qualquer dia e inserir o anel no dia seguinte, no mesmo horário do comprimido.

Com utilização de contracepção hormonal injetável, implantes ou sistema intra-uterino durante o último mês
Inserir o anel no dia da próxima injeção, ou no dia da remoção do implante ou sistema intra-uterino.


Como inserir o anel vaginal

Retirar o anel do sache.
Pressionar o anel até que este assuma forma de 8.
Escolher uma posição confortável.
Inserir o anel na vagina com uma das mãos. Se necessário, afastar os lábios com a outra mão.
Empurrar o anel para dentro da vagina até senti-lo confortável.
Manter o anel na vagina por 3 semanas.
Após 3 semanas, remover o anel no mesmo dia da semana e horário em que foi inserido.
Inserir novo anel após intervalo de 1 semana (07 dias), preferencialmente no mesmo dia da semana e horário em que foi removido o anterior.

Veja aqui

Efeitos Colaterais

Podem ocorrer alguns efeitos colaterais (não freqüentes) durante o uso do anel vaginal: cefaléia, desconforto vaginal, expulsão do anel, desconforto durante a relação sexual, aumento do peso, náusea, dores nas mamas, alterações no humor, cólicas menstruais, acne, diminuição da libido, dor abdominal, enxaqueca.


Benefícios e Riscos

Os benefícios e riscos são semelhantes aos observados com o uso do contraceptivo hormonal oral combinado.

 


SISTEMA TRANSDÉRMICO

 

Tipo e composição

 

O sistema transdérmico é composto por adesivo fino do tipo matricial, com área de superfície de contato de 20 cm², contém 6,0 mg de norelgestromina 9um progestógeno pouco androgênico) e 0,60 mg de etinilestradiol, liberando 150 mcg de norelgestromina e 20 mcg de etinilestradiol na circulação sanguínea a cada 24 horas.


O adesivo é composto por três camadas: uma de revestimento flexível para conferir suporte estrutural e proteger a camada adesiva intermediária do ambiente, que contém os hormônios norelgestromina e etinilestradiol; e uma camada, transparente, que protege a adesiva durante o armazenamento e é retirada pouco antes da aplicação.
Foi aprovado para uso pelo FDA em 2001.


Mecanismo de Ação

O adesivo transdérmico previne a concepção de forma semelhante aos anticoncepcionais hormonais orais combinados, pela supressão da ovulação e por causar outras alterações como, mudanças no muco cervical que se torna hostil à penetração dos espermatozóides,alterações na histologia e espessura endometrial.


Eficácia

O sistema transdérmico apresenta um Índice de Pearl de 0,8.
Estudos sugerem que o adesivo transdérmico pode ser menos eficaz em mulheres com peso corporal de 90kg ou mais.

Contra-indicações

São semelhantes aos dos anticoncepcionais hormonais orais combinados.

Diabetes mellitus com comprometimento vascular.
Hipertensão arterial descontrolada ou valores superiores a 160/100
Trombose venosa atual ou pregressa (por exemplo, acidente vascular cerebral ou infarto do miocárdio), ou respectivas condições prodrômicas (como por exemplo, angina pectoris e episódio isquêmico transitório).
Predisposição hereditária ou adquirida para trombose venosa ou arterial, tal como resistência ‘a proteína C ativada, deficiência de antitrombina III, deficiência de proteína C, deficiência de proteína S, hiperhomocisteinemia e anticorpos antifosfolípides (anticardiolipina e anticoagulante lúpico).
Presença de um fator de risco grave ou múltiplos fatores para trombose venosa ou arterial também podem constituir uma contra-indicação.
Antecedente de doença isquêmica do coração
Doença cardíaca valvular complicada
Antecedente de hepatopatias graves ou persistência de valores anormais das provas de função hepática.
Cefaléia com sintomas neurológicos focais
Condições malignas suspeitas ou conhecidas dos órgãos genitais ou das mamas, quando induzidas por esteróides.
Sangramento vaginal não diagnosticado.
Imobilização prolongada
Hipersensibilidade a qualquer dos componentes do adesivo

 

Vantagens

• É um método de fácil utilizaçãoPrático
• Uso semanal
• Evita a primeira passagem hepática
• Não há interferência gastrintestinal na absorção
• Possibilidade de uso de método de liberação hormonal controlada mantendo níveis séricos constantes

Desvantagens

• Não protege contra DST.
• Adesivos são visíveis.
• Irritação local

Modo de Uso

O adesivo transdérmico deve estar bem aderido à pele para que sua ação seja efetiva. O primeiro adesivo deve ser aplicado no primeiro dia do ciclo menstrual. Cada adesivo deve ser aplicado no mesmo dia da semana do primeiro. Um novo adesivo deve ser aplicado a cada semana por 3 semanas consecutivas, deixando a quarta semana livre.

Local de aplicação

• Nádegas;
• Abdômen;
• Parte superior externa do braço;
• Parte superior do dorso.


Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais relatados pelo uso do adesivo transdérmico são similares aos relatados com outros contraceptivos hormonais, exceto as reações que podem ocorrer no local de aplicação como prurido, edema e hiperemia. Estas queixas podem ocorrer em aproximadamente 17% das usuárias , mas, apenas 2% delas deixaram de usar o método por este motivo
Quanto a adesividade do sistema transdérmico, estudos comprovam que o descolamento ocorre em pequena incidência sob condições variadas observadas na vida diária de uma mulher ativa, incluindo exercícios, natação ou banhos de banheira.A incidência de descolamento foi de 4,7% sendo de 1,8% de perda total e 2,9% de parcial.


Referências

Abrams, L.S. e col. Fertil Steril 2002;77(Suppl 2):S3-S12.

Sibai, BM e col. Fertil Steril 2002;77(Suppl 2):S19-S26.

Zacur, H.A. e col. Fertil Steril 2002;77(Suppl 2):S32-S35

Zieman et al, Fértil steril 2002:77(suppl2):13S-18S

 

Novidades em Anticoncepção


Anticoncepção hormonal oral combinada de doses menores

Os mais recentes estudos com relação aos anticoncepcionais hormonais orais estão voltados para a redução da dosagem de progestógeno e estrógeno, com o objetivo de melhorar sua segurança e tolerabilidade sem, no entanto, interferir nos níveis de eficácia reprodutiva.

São constituídos de 15mcg de etinilestradiol e 60 mcg de gestodeno por comprimido, sendo utilizado em regime de 24 dias.


Mecanismo de Ação

Previne a gestação de forma semelhante aos outros anticoncepcionais hormonais orais pela inibição da ovulação, por alterações do endométrio, efeitos sobre a motilidade das trompas uterinas e sobre o muco cervical.


Eficácia

Apresenta índice de Pearl de 0,2 semelhante aos índices atingidos com preparações com doses de 30mcg de etinilestradiol.


Critérios de Elegibilidade

Os critérios de elegibilidade são os mesmos dos contraceptivos orais hormonais de doses de 30mcg de etinilestradiol..

Vantagens

• Método de fácil utilização.
• Alta eficácia.

Desvantagens

• Não protege contra DST.
• Método de uso diário.


Modo de uso

Os comprimidos devem ser iniciados no primeiro dia do ciclo menstrual, sendo ingeridos na ordem indicada na cartela, por 24 dias consecutivos, mantendo-se o mesmo horário. Cada nova cartela é iniciada após pausa de 4 dias, durante a qual pode ocorrer ou não sangramento. Este sangramento pode não cessar antes do início da nova cartela.

Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais observados são de mínima intensidade, sem variações na pressão arterial, peso corporal ou exames laboratoriais. As queixas mais comuns são:sangramento irregular, cefaléia, mastalgia, náuseas e dor abdominal.
Com a redução dos componentes hormonais ocorre uma maior incidência de sangramento intermenstrual (escape ou spotting) sendo de aproximadamente 20% após seis ciclos e que tende a 10% após 18 ciclos. A incidência de ausência de sangramento atinge de 7-10% das pacientes após a parada de 4 dias do anticoncepcional.


Benefícios

• Melhora da dismenorréia
• Diminui o fluxo menstrual.
• Reduz acnes e seborréia
• Regularizam os ciclos menstruais,com diminuição da duração e fluxo sanguíneos;
• Diminuem a incidência de: gravidez ectópica, câncer de endométrio, câncer de ovário, cistos de ovário, doença inflamatória pélvica, doenças mamárias benignas e miomas uterinos.

 

Fonte:

 

http://www.unifesp.br/dgineco/planfamiliar/anticoncepcao/hormonais_content.htm

 

 


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