Psiquiatria e Psicologia -
Esta página já teve 133.118.328 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.661 acessos diários
home | entre em contato
 

Psiquiatria e Psicologia

Identificada molécula que protege o cérebro contra crises epilépticas

09/03/2011

Ciência e Tecnologia
08.03.2011

 

Achados sobre a putrescina podem ajudar no desenvolvimento de medicamentos para crianças com epilepsia

 

Pesquisadores da Brown University, nos Estados unidos, descobriram uma molécula que protege o cérebro contra ataques epiléticos. Achados sobre a putrescina podem ajudar no desenvolvimento de medicamentos para crianças com epilepsia.

A putrescina faz parte de uma família de moléculas chamadas "poliaminas" que está presente por todo o corpo para mediar funções cruciais, como a divisão celular. Mas os pesquisadores ainda não compreendiam por que ela surge no cérebro após as crises epiléticas.

Em um conjunto de experimentos, neurocientistas da Brown University traçaram sua atividade no cérebro de girinos. Resultados dos ensaios clínicos mostraram que a putrescina converte o neurotransmissor GABA, que é conhecido por acalmar a atividade cerebral. Em girinos, as putrescinas produzidas em uma primeira onda de convulsões tornaram os animais mais resistentes contra uma segunda onda de ataques induzidos.

" A pesquisa ainda pode vir a produzir um medicamento que tenha como alvo esse processo, que pode ajudar as crianças com epilepsia. Os girinos e as crianças não são muito parecidos, mas este aspecto fundamental da sua química cerebral é" , afirmou o autor sênior do estudo, Carlos Aizenman.

" Os resultados mostrando que pressionando os girinos com uma crise epilética fez com que fossem 25% mais resistentes a um ataque quatro horas mais tarde, foi surpreendente", acrescentou ele.

Ensaio animal

Para iniciar o estudo os pesquisadores dificultaram a síntese de todas as poliaminas em girinos e descobriram que não só a proteção contra crises desapareceu, mas também deixou os girinos ainda mais vulneráveis a ataques epiléticos. Então, eles interromperam a conversão da putrescina em outras poliaminas e constataram que este passo melhorou a proteção, indicando que a putrescina era a molécula que fornece proteção ao cérebro.

Baseados nesses resultados, eles administraram putrescina diretamente em girinos e constataram que demorou 65% mais para induzir uma convulsão nesses animais do que nos girinos que não receberam uma dose de putrescina.

Outros experimentos mostraram que o efeito protetor ocorre após a putrescina ser metabolizada, com pelo menos uma etapa intermediária, em GABA, e os receptores GABA sendo ativados nas células cerebrais.

"Potencialmente, a manipulação desta via pode ser capaz de fornecer um efeito permanente de proteção contra convulsões", disse Aizenman. "Mas devo advertir que esta pesquisa é básica e ainda é cedo para prever o quão bem isso se traduziria em uma prática clínica."

Os pesquisadores esperam que os resultados também possam contar como cérebros normais, especialmente cérebros em desenvolvimento, podem regular seus níveis gerais de atividade e, talvez, manter um tipo de controle regulamentar sobre os níveis de atividade cerebral.

 
Fonte: Isaude.net
 
 
 


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos