Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Anticoagulação oral é subutilizada em pacientes com fibrilação atrial e alto risco de AVC
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Anticoagulação oral é subutilizada em pacientes com fibrilação atrial e alto risco de AVC

23/03/2011

XXVII Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas
1 a 4 de dezembro de 2010

Anticoagulação oral é subutilizada em pacientes com fibrilação atrial e alto risco de AVC, aponta estudo

Um estudo apresentado em dezembro no XXVII Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas indica que, embora a anticoagulação oral em longo prazo seja recomendada para pacientes submetidos à troca valvar por prótese biológica que desenvolveram fibrilação atrial, ela é subutilizada nesses pacientes.

Realizado por pesquisadores do Hospital de Base de Brasília e do Instituto Brasília de Arritmia, o estudo avaliou a adequação da anticoagulação oral em 257 pacientes ambulatoriais portadores de fibrilação atrial e com alto risco para ocorrência de tromboembolismo (47% eram homens, e a média de idade foi de 59 ± 14 anos). Um quinto dos participantes apresentava fibrilação paroxística, 59% tinham fibrilação persistente, e 21% apresentavam a arritmia permanente. E foram considerados de alto risco aqueles com fibrilação valvar e/ou prótese valvar e história prévia de AVC.

Com as análises, os especialistas observaram que, dentre os pacientes com fibrilação atrial valvar, apenas 42% recebiam anticoagulação oral antes da primeira consulta ambulatorial. Além disso, a anticoagulação deixou de ser usada principalmente nos pacientes com fibrilação atrial paroxística (80%), comparados àqueles com fibrilação atrial persistente (60%) e permanente (50%).

“Pacientes submetidos à troca valvar por prótese biológica são, habitualmente, anticoagulados por certo período, sendo, posteriormente, suspensa esta medicação. E, mais tarde, se estes mesmo pacientes desenvolvem fibrilação atrial, passam a ter indicação de anticoagulação oral em longo prazo”, explicou Bruno Silveira, autor principal do estudo. Apesar dessas recomendações, segundo o pesquisador, o estudo mostrou que “a anticoagulação oral é subutilizada nos portadores de fibrilação atrial com alto risco para tromboembolismo”.

De acordo com os autores, recentemente, difundiu-se a utilização do escore CHADS2 para a prevenção do acidente vascular cerebral, mas este escore não é aplicável a pacientes com fibrilação atrial valvar. Por isso, os especialistas destacam que os resultados do estudo indicam “a necessidade de uma melhor divulgação das Diretrizes de anticoagulação em portadores de fibrilação atrial”.

Fonte: XXVII Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas. Dezembro de 2010. Tema livre de Arritmias Clínicas.


Fonte:

 

http://www.medicalservices.com.br/agenda/txtcongresso.php?id=294&mid=subMenu_04

 


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