Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Mudança de paradigma na detecção de doença cardiovascular: o Papel da Proteína C-Reativa
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Mudança de paradigma na detecção de doença cardiovascular: o Papel da Proteína C-Reativa

04/07/2011
Acompanhe a visão do especialista Hermes Toros Xavier, doutor em cardiologia.

Hermes Toros Xavier
CRM-SP 56.651
Doutor em Cardiologia pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor-HC-FMUSP),Diretor Científico do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Membro do Comitê Executivo da Federação Regional para as Américas - International Atherosclerosis Society.


Introdução

A detecção precoce dos pacientes sob alto risco de doença cardiovascular (DCV), em especial da doença arterial coronariana (DAC), e o tratamento mais efetivo daqueles já diagnosticados são recomendações de todas as atuais diretrizes internacionais, na tentativa de reduzir seu impacto na morbidade e na mortalidade mundial.

Reconhece-se, tradicionalmente, a influência dos fatores de risco na gênese e na progressão da DAC e a estratégia terapêutica de modificação desses fatores está bem estabelecida1. Sabe-se que 90% dos pacientes portadores de DCV têm pelo menos um fator de risco. Dentre os chamados fatores de risco tradicionais, a hipercolesterolemia - e em particular níveis elevados da lipoproteína LDL-C - é considerada um fator de risco cardinal na gênese da aterosclerose e está associada a aumento na mortalidade por DAC.

Entretanto, quando se comparam os níveis plasmáticos de colesterol entre a população com doença coronariana e a sem DAC, no estudo de Framingham, se observa uma sobreposição quase que completa entre as frequências de distribuição dos níveis de colesterol total, significando que na condição de fator de risco independente, o colesterol é um prognosticador fraco da DAC, quando analisado isoladamente.

Por outro lado, após a publicação dos estudos angiográficos de Ambrose et al. e de Little et al. houve um melhor entendimento de que a gravidade das estenoses visualizadas nas cinecoronariografias não estava relacionada a um maior risco na evolução das síndromes coronárias agudas, demonstrando que, em pacientes com infarto agudo do miocárdio, 66% apresentavam lesões com estenoses inferiores a 50% do diâmetro da luz vascular e que em 97% as estenoses não chegavam a 70% . Esses resultados conduziram os pesquisadores ao estudo da morfologia da placa aterosclerótica, criando-se os conceitos de placa estável e placa vulnerável5,6 e de que na fisiopatogenia da instabilidade da placa estaria envolvida uma gama enorme de fatores relacionados a disfunção endotelial, fatores hemodinâmicos, inflamação e fatores trombogênicos.

Esse espectro multifatorial da aterosclerose tem levado a vários estudos envolvendo não somente os fatores de risco tradicionais, intimamente associados aos eventos cardiovasculares, sobretudo quando presentes, em maior número ou gravidade, mas também trazendo o reconhecimento de novos fatores e marcadores de risco, ampliando as possibilidades de diagnosticar e tratar pacientes de risco elevado para DAC, bem como monitorar a sobrevida, prevenir novos eventos e reduzir a mortalidade dos pacientes já portadores da enfermidade
.

 























Novo modelo da progressão da aterosclerose coronária; a maioria dos eventos agudos ocorre em portadores de placas ateroscleróticas sem grau avançado de estenose (placas instáveis).

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Fonte:

 

http://www.torrentonline.com.br/novoportal/tema/cardiometabolismo/?12107/mudanca-de-paradigma-na-deteccao-de-doenca-cardiovascular-o-papel-da-proteina-c-reativa

 

 


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