Genética/Clonagem/Terapia gênica - Gene impede que células de testículo se transformem em ovário e vice-versa
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Genética/Clonagem/Terapia gênica

Gene impede que células de testículo se transformem em ovário e vice-versa

25/07/2011

Cientistas descobrem instrução genética que diz às células se devem se transformar em gônodas masculinas ou femininas

Os novos pais não são os únicos que se perguntam se o futuro filho será menino ou menina. A natureza também faz esta pergunta nas gônadas embrionárias e as células respondem ativando os genes apropriados para o sexo. Mas nas nem todas as respostas são finais. Os pesquisadores descobriram que certos genes são necessários não só para a formação, mas para manter os organismos masculinos ou femininos.

Há dois anos uma equipe na Alemanha identificou um gene que impede que as células essenciais do ovário se transformem em células essenciais do testículo. Agora, os pesquisadores da University of Minnesota descobriram um gene que previne que as células do testículo se transformem em células de ovário.

A perda de qualquer um dos genes faz com que as células mudem para a identidade sexual oposta, mesmo em adultos. "A hipótese era de que a determinação do sexo era feita na gônada embrionária, gerando testículos ou ovários, e que a decisão era definitiva mas isso não ocorre em nenhum dos sexos", disse o professor de genética, biologia celular e desenvolvimento, David Zarkower.

Além de mostrar o quão fluida é a determinação do sexo, o trabalho revela um caso em que uma célula pode ser facilmente transformada em outra sem passar pela etapa intermediária de voltar a ser uma célula-tronco. Estas descobertas podem, assim, servir à pesquisa com células-tronco, cujo objetivo é criar novos tipos de células a partir das pré-existentes.

Em todo o reino animal, transformar um óvulo fertilizado em um bebê do sexo masculino ou feminino requer o trabalho de muitos genes em diferentes tipos de células. O cenário que Zarkower e seus colegas estudaram envolve células do ovário e do testículo cuja função é nutrir e guiar as células-tronco, chamadas células germinativas para que transformem-se em óvulos ou esperma.

No testículo, esta tarefa cabe às células de Sertoli. Elas controlam tanto o desenvolvimento das células germinativas em espermatozoides maduros quanto o número de espermatozoides produzidos. No ovário, as células granulosas nutrem as células destinadas a se tornarem óvulos.

A equipe alemã descobriu que quando as células granulosas dos ovários das ratas perderam um gene chamado FoxL2, elas se transformaram em células de Sertoli. Isso significa que o FoxL2 é crucial para o desenvolvimento feminino normal.

No estudo atual, a equipe de Zarkower projetou geneticamente os ratos para que não apresentassem o gene Dmrt1. Eles descobriram que, em ratos machos sem Dmrt1, as células de Sertoli dos testículos se transformaram em células granulosas. Não só isso, mas também um segundo tipo de células do ovário, cuja função é secretar estrógenos, apareceu nos testículos.

"Se as células de Sertoli perdem o gene Dmrt1, ocorre uma avalanche de feminização", Zarkower observa. Se, digamos, uma toxina ambiental desativar o gene em um homem adulto, a pesquisa prevê que as células dos testículos se tornariam mais femininas, mas a aparência dele não mudaria.

O estudo também revelou porque a perda do gene Dmrt1 foi tão devastadora para a masculinidade: o Dmrt1 trabalha "desligando" o gene Foxl2. Portanto, nos animais sem Dmrt1, o gene Foxl2 tem carta branca para promover o desenvolvimento feminino. A equipe alemã descobriu que o Foxl2 faz isso desligando o Dmrtl.

Então, o que surge é um retrato de ovários e testículos como arenas onde estes dois genes batalham pelo controle do desenvolvimento sexual do organismo, de acordo com Zarkower e sua equipe. Em homens normais, o Dmrt1 vence o Foxl2 em virtude de estar ativado, ou ligado, no início do desenvolvimento embrionário. Em outras palavras, ele salta sobre o seu rival.

"O Dmrt1 é um gene essencial para a manutenção do sexo masculino. Pode haver outros genes cuja perda produz o mesmo resultado. Estamos à procura de outros genes que funcionam para manter a masculinidade e evitar a feminilidade", disse a professora de genética, biologia celular e do desenvolvimento, Vivian Bardwell.

A mudança das células de Sertoli para células granulosas (ou vice-versa) se parece com o tipo de mudança que os pesquisadores de células-tronco estão tentando provocar a fim de, por exemplo, gerar novas células cardíacas a partir da reprogramação de células da pele. Com a tecnologia atual, as células da pele são primeiramente transformadas numa placa de Petri em células-tronco pluripotentes (iPS).

Mas, se os cientistas pudessem fazer este processo avançar tão simplesmente como as transições entre Sertoli e células granulosas ocorrem, eles acreditam que seria possível encurtar o processo e realiza-lo diretamente dentro do corpo.

Fonte: Isaude.net

 
 
 
 
 


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