Endocrinologia/Glândulas - Esteróides
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Endocrinologia/Glândulas

Esteróides

28/06/2003

 

São divididos em três categorias: Estrógenos, Andrógenos e Cortisona. Os estrógenos são produzidos nos ovários e são responsáveis pelos caracteres sexuais femininos. Andrógenos, como veremos a baixo, são produzidos nos testículos. Ambos hormônios são produzidos nos dois sexos, havendo apenas predominância de um ou outro no homem ou mulher. A Cortisona também é comum aos dois sexos e tem efeito antiinflamatório e analgésico.

Estes compostos químicos funcionam de maneira muito semelhante a testosterona (hormônio masculino), que apresenta funções androgênicas e anabólicas, isto é, o desenvolvimento e a manutenção dos caracteres sexuais masculinos (barba, voz grave, libido, etc.) e o aumento da produção de proteínas pelos músculos do homem, aumentando sua força e massa muscular.

Em doses elevados, estimulam ainda mais a produção de proteínas, o número de células sangüíneas vermelhas (hemácias) e aumentam a capacidade respiratória.  Perante estes efeitos, os atletas passaram a empregar os esteróides como uma maneira de ultrapassar seus limites em termos de massa muscular, força e resistência física, assim melhorando seu "performance" esportivo. A despeito das advertências da comunidade científica sobre os efeitos maléficos dos esteróides, é grande o número de atletas que os utilizam, e ainda maior o número de adolescentes e jovens que, sem critério nenhum, obtém os esteróides em academias de musculação ou lutas marciais. Seu uso crônico causa graves e muitas vezes irreversíveis efeitos colaterais. O uso abusivo destas drogas pode causar:

·         Esteatose hepática (fígado gorduroso);

·        Câncer de fígado (hepatocarcinoma);

·        Atrofia testicular com diminuição da produção de espermatozóides (infertilidade ou esterilidade); 

·        Impotência sexual pela inibição de produção da testosterona ("feedback" negativo);

·        Pressão alta (hipertensão arterial), Doença coronariana (infarto agudo do miocárdio);

·        Ruptura de tendões (pela maior explosão muscular);

·        Agressividade, euforia ou depressão;

·        Aumenta a incidência de Câncer de Próstata. 

A melhora do desempenho atlético ou aumento da massa muscular proporcionada pelo uso destas drogas, ante tantos e tão maléficos efeitos colaterais, como dito antes, por vezes irreversíveis, não se justifica. Seus efeitos são transitórios e com a suspensão da droga, desaparecem, isto é, o físico volta a ser normal, mas os efeitos colaterais podem persistir. Tais drogas, existem na forma de comprimidos e injetável e geralmente para efeitos anabolizantes, o indivíduo, homem ou mulher, utiliza doses centenas de vezes maior que a dose terapêutica (raquitismo, hipogonadismo, infertilidade). Os usuários em geral não são atletas e sim jovens entre 18 e 34 anos que tem uma percepção distorcida de sua própria imagem e querem ter um corpo musculoso. Às vezes chegam ao cúmulo de utilizar anabolizantes veterinários usados na engorda dos animais de abate. Hoje em dia, inclusive no Brasil, o uso de anabolizantes é considerado uma drogadição (vício) e seu uso é ilícito sem orientação médica, que só se fará em absoluta necessidade.

 

 


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