Genética/Clonagem/Terapia gênica - Criador do primeiro fígado em laboratório dá primeiros passos para transplante humano
Esta página já teve 113.995.348 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 27.858 acessos diários
home | entre em contato
 

Genética/Clonagem/Terapia gênica

Criador do primeiro fígado em laboratório dá primeiros passos para transplante humano

29/08/2011
 

O jovem cientista português que criou o primeiro fígado em laboratório está já a dar os primeiros passos para conseguir transplantá-lo, tendo conseguido nos últimos meses ultrapassar uma das principais barreiras: a expansão do número de células in vitro, avança a agência Lusa.

 

Pedro Baptista, com 33 anos, lidera uma equipa no Wake Forest Institute for Regenerative Medicine, nos EUA, que desenvolveu o primeiro fígado em laboratório, um órgão ainda pequeno para investigação.

 

Em declarações à agência Lusa, Pedro Baptista mostrou-se muito satisfeito com os progressos que a investigação teve este ano, estando já a começar o processo de transplante em ratos.

 

“O número de células humanas que temos disponível é reduzido. Estamos a expandir células in vitro para a quantidade monstra que é necessária para os humanos”, afirmou.

 

Por enquanto a experiência é feita com um fígado pequenino, mas se tudo continuar a correr bem em breve os investigadores pensam começar a fazer testes com fígados para transplante humano.

 

O cientista explica o que significa “tudo correr bem” para os investigadores e que basicamente é ultrapassar aquelas que são as duas grandes barreiras: a expansão do número de células em laboratório e assegurar que o sangue não coagula quando o fígado for ligado ao sistema circulatório.

 

Se isto for conseguido, “o mais difícil está feito”. Depois é só aplicar o processo, que não é novo e já é utilizado.

 

“A técnica não é nova, só estamos a adaptá-la”, explica.

 

Trata-se de retirar as células ao fígado, resultando daí aquilo que os cientistas chamam de “esqueleto do fígado”. Esse bio-material é então semeado com células humanas, um processo rápido que se faz em três ou quatro dias.

 

Depois de as células serem semeadas no esqueleto do fígado, é preciso dar-lhes tempo “para se dividirem e amadurecerem dentro do fígado”, o que deverá demorar entre duas e três semanas.

 

Este será então o tempo total de criação de fígados artificiais para transplante humano, uma descoberta que se for bem sucedida tem inúmeras vantagens sobre os transplantes de fígado que são feitos hoje em dia, cujo principal problema é a rejeição pelo corpo que o recebe.

 

Segundo Pedro Baptista, esta dificuldade não se porá, uma vez que o processo em investigação visa precisamente fabricar fígados imunocompatíveis.

 

“Se usarmos células estaminais do fígado do doente para construir o fígado [artificial], não haverá os problemas que há hoje em dia com os transplantes e não será necessária a imunosupressão”, explicou.

 

O cientista prevê que, ao ritmo que correm as investigações, dentro de cinco a dez anos seja possível fazer estes transplantes.

 

Ainda assim, afirma que este é um “horizonte temporal alargado, para não dar falsas esperanças a quem precisa de órgão”.

 

Pedro Baptista vai estar esta sexta-feira no Centro de Congressos do Estoril, onde dará uma conferência sobre o tema, no âmbito da Semana Digestiva.

 

Fonte:

http://www.rcmpharma.com/actualidade/id/criador-do-primeiro-figado-em-laboratorio-da-primeiros-passos-para-transplante-humano

 


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos