Os resultados mostraram que o peso ou pressão sobre os discos já degenerados tem menos efeito no transporte de nutrientes do que sobre discos saudáveis. Usando um modelo computacional da coluna lombar, que leva em conta os efeitos nutricionais e mecânicos, os cientistas analisaram o " efeito de carga" em dois importantes solutos celulares relacionados ao metabolismo do disco: oxigênio e lactato.
Alterações degenerativas são supostamente ligadas a uma falha no transporte de nutrientes dos vasos sanguíneos periféricos para os discos, o que afeta a concentração de tais solutos dentro da coluna. Eles descobriram que o efeito da carga foi maior quando a pressão comprime um disco saudável do que um degenerado, e promoveu flutuações da concentração dos solutos.
De acordo com os pesquisadores, é essencial para a função saudável que as células da coluna sejam favorecidas com os nutrientes necessários para a manutenção do tecido. Em um disco saudável, o estresse mecânico sustentado, que altera a concentração de soluto, afeta o transporte de nutrientes, sugerindo que a carga interior é importante para manter o equilíbrio metabólico adequado. "É seguro dizer que uma alteração do número de células para o transporte, causada por este distúrbio metabólico, poderia resultar no início da degeneração do disco", explicou a líder do estudo, Andrea Malandrino, do IBEC.
Com o conhecimento de que os padrões mecânicos e celulares contribuem para manter uma condição saudável, novos caminhos de pesquisa e desenvolvimento no campo da medicina regenerativa do disco foram abertos. "Isso terá um grande impacto não só no campo da modelagem da coluna, mas na bioengenharia como um todo, destacando a importância da combinação de processos mecânicos e biológicos", ressaltou o chefe do Biomechanics and Mechanobiology Group, Damien Lacroix.
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