Infecto-contagiosas/Epidemias - Tratamento com plasma é capaz de inativar vírus dentro e fora do organismo
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Tratamento com plasma é capaz de inativar vírus dentro e fora do organismo

06/12/2011

Técnica pode ser nova alternativa para combater infecções causadas por vírus como o HIV, SARS, hepatite e gripe

 
Pesquisadores da Technische Universität München, na Alemanha, descobriram que o tratamento com o plasma é capaz de inativar uma grande variedade de vírus dentro e fora do organismo.

A técnica pode ser a nova alternativa para combater infecções causadas por vírus como o HIV, SARS, hepatite e gripe.

Os resultados sugerem que quando expostos ao plasma, o quarto estado da matéria, além de sólido, líquido e gasoso, por um período de apenas 240 segundos, verificou-se que apenas um em um milhão de vírus ainda poderia se replicar, praticamente todos foram inativados.

O estudo é um dos primeiros a se concentrar especificamente sobre o vírus e se baseia em pesquisas anteriores que demonstraram a utilidade do plasma na erradicação de bactérias da pele e na esterilização da água.

Dentro de um ambiente hospitalar, um dispositivo de geração de plasma poderia realmente eliminar os vírus potencialmente letais presentes nas mãos que dependem de um organismo hospedeiro para se replicar e se espalhar. Em longo prazo, o plasma pode ser inalado diretamente para o tratamento de vírus nos pulmões, ou aplicado no sangue fora do corpo para eliminar qualquer vírus antes da transfusão.

Os pesquisadores decidiram analisar o adenovírus devido a sua dificuldade em ser inativado. Doenças resultantes desse vírus específico, por exemplo, só podem ser geridas por meio do tratamento dos sintomas e das complicações da infecção, em vez da eliminação do vírus.

Os adenovírus predominantemente causam doenças respiratórias como pneumonia e bronquite e são difíceis de inativar já que são envoltos por uma camada de proteínas que os ajuda a permanecer fisicamente estável e tolerar aumentos moderados no calor e no pH.

Neste estudo, os adenovírus foram diluídos a concentrações específicas e, em seguida, expostos ao plasma durante 240 segundos, antes de serem incubados por uma hora. Um grupo controle de adenovírus recebeu exatamente o mesmo tratamento, exceto pela exposição ao plasma.

Duas linhas de células separadas foram, então, infectadas com os dois conjuntos de adenovírus. Para testar se uma célula tinha o vírus ou não, os pesquisadores programaram o vírus para produzir uma proteína que adquiria fluorescência verde quando um tipo específico de luz era utilizado.

Embora o mecanismo exato por trás dos efeitos impressionantes do plasma ainda sejam relativamente desconhecidos, os pesquisadores acreditam que eles são resultado de uma combinação de reações entre o plasma e o ar circundante, que criam espécies semelhantes às encontrados no próprio sistema imunológico humano quando está sob ataque microbiano.

 
 
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