Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação - O que é embolia arterial ?
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Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação

O que é embolia arterial ?

02/01/2012

A embolia arterial aguda é uma das causas de obstrução súbita e total do fluxo sangüíneo em uma artéria como conseqüência da presença de coágulos (êmbolos) originados de outro local da circulação, geralmente do coração. Os êmbolos são liberados para a circulação de forma aleatória, podendo atingir virtualmente qualquer órgão do corpo humano. Entretanto, os membros inferiores são os locais atingidos com maior freqüência.

Porque ocorre a embolia?

As doenças cardíacas respondem pelo maior número dos casos de embolia arterial aguda, principalmente as arritmias do coração, os infarto do miocárdio e as doenças das válvulas cardíacas, já que são condições que predispõem o coração a formar coágulos. Outras condições predisponentes menos freqüentes são os coágulos que se formam nos aneurismas (dilatações) arteriais e as placas de gordura que se desprendem das paredes das artérias afetadas por doenças como a aterosclerose, por exemplo, e viajam pela circulação, obstruindo vasos sangüíneos à distância. Devemos considerar também que todo procedimento médico que envolve a manipulação dos vasos arteriais, seja para fins de diagnóstico seja com objetivo terapêutico, pode promover a formação dos êmbolos.

Como se apresenta?

Como a grande maioria dos casos de embolia arterial envolve os membros inferiores, o aparecimento de um quadro súbito de dor, esfriamento, dormência, dificuldade de movimentação ou mesmo anestesia de parte ou de todo o membro, num paciente com alguma doença cardíaca (principalmente arritmias do coração, infarto do miocário e doenças das válvulas cardíacas) e sem qualquer queixa prévia em relação ao(s) membro(s) inferior(es), deve alertar para a possibilidade de um quadro de embolia arterial aguda.

O diagnóstico precoce da embolia arterial e a avaliação por um cirurgião vascular é de suma importância, pois o tempo de evolução do quadro até o início do tratamento é o fator mais importante para o sucesso do mesmo.

Complicações

A embolia arterial aguda causa uma diminuição súbita da circulação sangüínea no órgão acometido. A conseqüência dependerá da função que o órgão tinha antes da obstrução e do grau de comprometimento desta circulação. Dependendo das circunstâncias, o órgão poderá manter a função normal ou discretamente diminuída ou ainda haver perda total de sua função. Por exemplo, se afetado o cérebro, a pessoa pode desenvolver o "derrame", se afetada a circulação das pernas, a pessoa pode desenvolver a "gangrena", se afetados os intestinos, pode desenvolver o infarto dos intestinos etc. Dependendo do órgão afetado, do tempo de evolução do quadro clínico, da rapidez do tratamento e das doenças associadas, a situação pode variar da recuperação total da função até a perda do órgão ou mesmo o óbito do paciente.

Como detectar?

O mais importante é fazer uma avaliação clínica minuciosa do paciente, que permite, na imensa maioria dos casos, confirmar a suspeita diagnóstica e determinar o órgão acometido. A necessidade de realização de exames complementares dependerá dessa primeira avaliação. Os exames mais freqüentemente solicitados incluem os exames de imagem - ecodoppler colorido e as angiografias - que visam avaliar a circulação sangüínea de determinado órgão.

Prevenção

Evitar a aterosclerose e tratar as doenças cardíacas que predispõem a formação de coágulos, pode diminuir a probabilidade do evento embólico. Para tanto, é necessário evitar os fatores de risco para doenças cardíacas e aterosclerose: fumo, obesidade, sedentarismo, alteração de lípides no sangue, hipertensão arterial.

Tratamentos

É fundamental que o tratamento seja individualizado. Existem atualmente várias modalidades terapêuticas disponíveis que, entretanto, não são indicadas para todos os casos.

O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico e a conduta conservadora ou observacional pode muitas vezes ser de grande benefício a certos subgrupos de pacientes.

O tratamento padrão consiste na remoção cirúrgica dos coágulos através da introdução de um cateter-balão até o local onde a artéria está afetada.

Há também a possibilidade do uso de medicamentos chamados anticoagulantes e fibrinolíticos que podem ser utilizados isoladamente ou em associação com o procedimento cirúrgico. O risco maior desses medicamentos é o sangramento e , portanto, seu uso deve ser indicado com prudência, sempre avaliando os riscos e benefícios de sua utilização.

O paciente deverá ser tratado no hospital, onde a avaliação clínica seriada permite determinar a eficiência do tratamento proposto. Além disso, a possibilidade de realização de cirurgia e o uso de medicamentos que interferem no processo de coagulação global do paciente são fatores que indicam a necessidade de internação hospitalar.

Após o procedimento cirúrgico ou clínico, sendo restabelecida a condição circulatória prévia do paciente, a preocupação maior será com os fatores predisponentes do quadro embólico.

Nas situações em que o fator predisponente não pode ser alterado, existe a possibilidade de usar a medicação anticoagulante por longo prazo.

NUNCA SE AUTOMEDIQUE. CONSULTE SEU ANGIOLOGISTA OU CIRURGIÃO VASCULAR.

 

Fonte:

http://www.vascular-rs.org.br/topicos-earterial.php

 


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