Ginecologia/Mulher - Displasia De Colo De Útero
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Ginecologia/Mulher

Displasia De Colo De Útero

29/06/2003

 

A parte do colo uterino visível na vagina é a ectocérvix, e é revestida por epitélio plano estratificado não cornificado, tendo cor esbranquiçada. A endocérvix vai do orifício cervical externo ao interno (região do istmo ou transição para a cavidade endometrial), apresentando glândulas mucosas que se abrem no canal endocervical. Tanto as glândulas como o epitélio do canal são do tipo cilíndrico simples mucoso. A Displasia é uma anomalia do desenvolvimento celular neste local, que pode ser precursora de tumores do colo uterino, classificada em graus de intensidade. O carcinoma de colo uterino é a segunda neoplasia mais freqüente dos cânceres genitais femininos em nosso meio. Portanto, o carcinoma de colo uterino pode ser prevenido com segurança, através de uma efetiva e barata técnica de triagem, que permite detectar tanto condições pré-neoplásicas, que podem ser tratadas efetivamente. A citologia cervical, através do método Papanicolau, constitui o teste de triagem mais efetivo para o carcinoma. O processo pelo qual as células se transformam de displasia leve, severa, câncer in situ para câncer invasor levam anos, conseqüentemente, há um tempo útil para o diagnóstico precoce e cura de uma vasta maioria de mulheres com a doença. Estudos recentes mostram ainda que o vírus do papiloma humano (HPV) e o Herpesvírus Tipo II (HSV) desempenham um importante papel no desenvolvimento da displasia das células cervicais e na sua transformação em células cancerosas. O vírus do papiloma humano (HPV) está presente em 95% dos casos de câncer do colo do útero. Assim, as Displasias são lesões caracterizadas por distúrbios da arquitetura e da morfologia celular ao nível do epitélio da parte externa do colo, como sejam : leucoplasia, mosaico, displasia regular, irregular etc. O seu diagnóstico eventualmente indicará a necessidade de realização de exames como colposcopia, citologia oncótica e biópsia (retirada de um pequeno fragmento da lesão) para confirmar a displasia e sua natureza. A cura de uma cervicite crônica ou de uma displasia é a melhor profilaxia do cancer de colo.
1) III Displasia leve; NIC I, SIL de baixo, Grau (LSIL)
Geralmente a conduta é expectante, com eventual cauterização ou retirada da lesão, com controle citológico a cada 3 a 6 meses.
2) III Displasia Moderada; NIC II; SIL de alto; Grau (HSIL)
Na dependência de constituição definitiva de prole, a conduta poderá ser a retirada de parte do colo em cirurgia denominada de Conização com biópsia ou então, a realização da cauterização com colposcopia ou conização por CAF, com controle citológico a cada 3 a 6 meses.
3) III Displasia acentuada; NIC III; SIL de alto grau; Grau (HSIL)
Realização da Conização com biópsia ou cauterização profunda ou conização por CAF, com controle citológico a cada 3 ou 6 meses; na dependência de cada caso, principalmente com relação à biópsia, a conduta poderá ter variáveis.

 


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