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Mineralograma

O exame mineralográfico dos cabelos

30/06/2003

O exame mineralográfico dos cabelos pode nos fornecer preciosas pistas para o diagnósticos e tratamento de várias patologias. Ele tem sido intensamente utilizado em elevada precisão. As análises são realizadas em espectrômetros de absorção atômica, capazes de fornecer resultados em partes por milhão (ppm), o que equivale a 0,0001%. Em alguns casos, a justiça americana utilizou as informações fornecidas pelo resultados. Os cabelos, pelos se processo de síntese protéica, acumulam os minerais biológicos e também os elementos tóxicos em sua constituição. A velocidade de seu crescimento reflete, adequadamente, o estado orgânico em relação a cada elemento pesquisado. Pode-se dizer que o mineralograma corresponde a uma biópsia tissular. Como solicitar o mineralograma Entre os macrominerais, este exame se aplica bem no caso do cálcio e do magnésio. É importante observar que, quando nos deparamos com um resultado de cálcio aumentado, pode estar ocorrendo um desequilíbrio no balaço do mineral (balanço negativo do cálcio), que é eminente extracelular. Nesse caso há um mobilização do cálcio ósseo, já que o organismo tenta manter o nível plasmático em limites adequados, podendo levar à osteoporose e rarefação óssea. A dosagem do magnésio também indica importantes situações patológicas (arritmia e hipertensão). Com relação ao sódio e ao potássio, são macrominerais que podem ser bem avaliados pela dosagem plasmática, sendo dispensáveis no mineralograma. O teor de fósforo no organismo tem importância para o equilíbrio do cálcio, pois os dois minerais competem entre si pela absorção em fixação no tecido ósseo. Entre os mais relevantes oligoelementos para avaliação pelo mineralograma estão selênio, zinco, cromo, manganês e cobre. O ferro é dispensável, nesse caso, pois sua dosagem plasmática é suficiente. Outros oligoelementos, tais como lítio (psiquiatria), molibdênio (alergia alimentar a sulfito), vanádio (metabolismo de carboidratos) são importantes em situações específicas. Além da avaliação dos elementos essenciais, o mineralograma constitui-se no método mais eficiente para verificação de intoxicações por metais pesados. hoje, sem dúvida, o alumínio ocupa lugar destacado entre o número de intoxicados por metais, uma vez que a água servida apresenta o mineral em quantidades elevadas (tratamento usa sulfato de alumínio). Os demais metais tóxicos, cádmio, chumbo, arsênico, mercúrio, são, também, importantes indicações de sintomas patológicos e responsáveis por intoxicações graves. Como as crianças são muito sensíveis à intoxicação por metais, o mineralograma pode ser muito útil para diagnosticar certos sintomas como: Dificuldade do aprendizado, irritabilidade constante, hiperatividade, todos relacionados com intoxicação por chumbo, mercúrio e cádmio.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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