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O Dr. Stephen Tebes e colegas da University of South Florida, nos EUA, acabam de realizar um trabalho com o objetivo de rever sua experiência em doença de Paget da vulva, avaliando exame inicial, tratamento e desfecho oncológico.
No estudo, foram identificadas as pacientes tratadas para doença de Paget vulvar na University of South Florida no período de 1998 a 2000. Os prontuários foram revisados, sendo coletados os dados relativos a aspectos demográficos, tratamento prévio para doença de Paget, sintomas, situação da margem cirúrgica, neoplasias malignas associadas e tempo de recorrência.
Vinte e três mulheres com doença de Paget vulvar foram tratadas durante o período de 12 anos. Em média, as pacientes eram pós-menopausadas, brancas e apresentavam sintomas por 21 meses antes do diagnóstico ser feito. Uma lesão pruriginosa foi o sintoma mais comum. O tratamento incluiu ampla excisão local ou vulvectomia, dependendo da extensão da doença. Seis das 23 pacientes apresentaram doença invasiva e, consequentemente, foram submetidas a ressecção radical. Houve 8 recorrências que foram encontradas, em média, 30 meses após o procedimento cirúrgico. Duas das 8 pacientes tinham doença invasiva na primeira operação, e 1 paciente tinha doença invasiva subjacente por ocasião da recorrência. O tempo médio de seguimento foi 39 meses (média 13,5 meses; variando de 1-216 meses).
Os autores concluíram que atrasos no diagnóstico não se relacionam com tamanho ou extensão da doença, que a situação da margem não altera o curso natural da doença, e que a recorrência é relativamente comum, sendo recomendada a monitoração a longo prazo, com excisão repetida de lesões sintomáticas.
Fonte: Am J Obstet Gynecol 2002;187:281-4
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