Câncer/Oncologia/Tumor - Herança genética
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Câncer/Oncologia/Tumor

Herança genética

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Todas as nossas características físicas são determinadas pelas informações genéticas, armazenadas em moléculas de DNA, que herdamos de nossos pais. Detalhes com altura, cor dos olhos, aptidões artísticas, matemáticas e esportivas, resistência às infecções, tendência à obesidade e às doenças cardiovasculares são determinadas por esta herança, em grau variado.

A programação codificada dentro dos genes vai sendo cumprida de acordo com as condições que o organismo encontra no meio ambiente. Isto é, se há alimento disponível, o organismo pode crescer; havendo treinamento físico, um atleta pode se desenvolver; com os estímulos adequados, um artista pode criar. Para as doenças, isto também é verdade.

Toda doença surge da interação do organismo com o meio ambiente. Uma doença infecciosa não se desenvolve sem o agente invasor, mas sua evolução varia muito de acordo com a reação do organismo.

O câncer não é diferente. Cada pessoa apresenta uma sensibilidade própria aos diversos agentes causadores do câncer, definida pelo seu patrimônio genético. Enquanto que em certos indivíduos quantidades mínimas de uma substância química promovem o desenvolvimento de um determinado tumor maligno, para outros isto só ocorre com doses muito elevadas.

Estas características, geneticamente determinadas, são comuns aos indivíduos de uma mesma família. Assim, da mesma forma que o membro de uma família de obesos com doenças cardíacas tem maiores chances de apresentar um infarto do miocárdio, principalmente se também for gordo, uma mulher, com mãe, tias e irmãs portadoras do câncer de mama, é forte candidata a apresentar esta mesma doença.

Algumas vezes, a participação das características genéticas é tão marcante no desenvolvimento de uma doença que passamos a chamá-la hereditária. Nesta situação, a enfermidade se manifesta quase que independentemente das condições ambientais.

Só muito raramente, o câncer se apresenta com um componente hereditário realmente importante, com algumas poucas famílias carregando genes que predispõem ao desenvolvimento de tumores malignos.

Do ponto de vista prático, as doenças malignas devem ser entendidas como resultantes da exposição do organismo a agentes cancerígenos que criam condições para o desenvolvimento do câncer. A sensibilidade individual determina o maior ou menor risco da pessoa ser afetada.

É claro que a existência de casos familiares deve ser sempre pesquisada quando se estabelece um programa individual de prevenção e diagnóstico precoce. Entretanto, os aspectos hereditários de câncer não devem ser motivo de preocupação imediata no momento em que se enfrenta o diagnóstico de câncer em algum parente próximo.

fonte:
TENHO CÂNCER. E AGORA?
de:
Claudio Ferrari e
Vitoria Herzberg


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