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Tem sido sugerido que a histerectomia com ooforectomia bilateral aumenta o risco de câncer de tireóide. Recentemente, a Dra. Riitta Luoto, da University of Tampere, na Finlândia, coordenou um estudo populacional que avaliou a relação entre histerectomia e câncer de tireóide entre mulheres finlandesas.
Estas mulheres haviam sido histerectomizadas entre 1986 e 1995 (n=17.900) e foram identificadas através do Registro Nacional de Altas Hospitalares. O coorte foi acompanhado através do Registro de Câncer até 1997.
Como resultado, houve 118 casos de câncer de tireóide diagnosticados, 103 papilares e 15 foliculares ou medulares. A incidência de câncer de tireóide foi significativamente elevada (taxa de incidência de 1.38). O aumento na incidência de câncer de tireóide não foi dependente da extensão da cirurgia, mas sim da duração do acompanhamento. A incidência de câncer de tireóide aumentou de 0.5 para 1.4 anos após a histerectomia (taxa de risco de 2.00), mas se reduziu daí em diante (taxa de 1.30). A histerectomia com ou sem ooforectomia foi associada a aumentos similares na incidência de câncer de tireóide.
Com estes resultados, os autores concluíram que as mulheres submetidas a histerectomia apresentavam aumento do risco de câncer de tireóide durante os primeiros 2 anos após a cirurgia. O câncer de tireóide e as desordens de sangramento podem dividir um fundo comum.
Fonte: Am J Obstet Gynecol 2003;188:45-8
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