Apendicite: indicação do diagnóstico por imagem
Gastroenterology 2002;123:992-998
Recentemente o Dr. Thomas Rettenbacher da University of Innsbruck, em Innsbruck, Áustria, e colegas publicaram um estudo com o objetivo de investigar até que ponto o diagnóstico por imagem seria necessário se a apresentação clínica sugerir apendicite aguda com alta probabilidade.
Baseado nos achados clínicos, 350 pacientes consecutivos com suspeição clínica de apendicite aguda foram divididos prospectivamente em 3 grupos como se segue: baixa, intermediária e alta probabilidade de ter apendicite. Todos os pacientes então foram submetidos à ultra-sonografia diagnóstica. A probabilidade clínica de apendicite e os resultados ultra-sonográficos foram correlacionados com o diagnóstico definitivo.
Nos pacientes com probabilidade clínica baixa de apendicite, a apendicite estava presente em 10% (11 de 109 pacientes), e, naqueles com probabilidade intermediária, a apendicite estava presente em 24% (23 de 97 pacientes). Os pacientes com alta probabilidade clínica de apendicite apresentaram apendicite em 65% (94 de 144 pacientes), um diagnóstico alternativo em 18% (26 de 144 pacientes), e nenhum diagnóstico definitivo em 17% (24 de 144 pacientes) dos casos. A ultra-sonografia diagnosticou apendicite e os diagnósticos diferenciais com uma sensibilidade de 98% e 97%, especificidade de 98% e 100%, valor preditivo positivo de 96 e 99%, valor preditivo negativo de 99% e 99%, e acurácia de 98% e 99%, respectivamente.
Os autores concluíram que até mesmo em pacientes com probabilidade clinicamente alta de apendicite aguda, o diagnóstico por imagem deve ser realizado porque ele descreve precisamente uma alta porcentagem de apêndices normais e diagnósticos diferenciais.
Fonte: Gastroenterology 2002;123:992-998