Dicas de quase tudo da Dra. Shirley / dica - Defesa Civil
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Dicas de quase tudo da Dra. Shirley / dica

Defesa Civil

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A Defesa Civil orienta, mas existem coisas que só você, que vive perto do problema, pode fazer.

O que é?

Há vários tipos de inundações:

  • Inundações repentinas, bruscas ou enxurradas, que ocorrem em regiões de relevo acentuado, montanhoso, como na região Sul do País. Acontecem pela presença de grande quantidade de água num curto espaço de tempo.

São freqüentes em rios de zonas montanhosas com bastante inclinação, vales profundos e muitas vezes as águas de chuva arrastam terra sem vegetação devido aos deslizamentos nas margens dos rios. A grande quantidade de água e materiais arrastados representam, à medida que escoam, grande poder destruidor.

Chuvas fortes ou moderadas, mas duradouras (intensas), também podem originar inundações repentinas quando o solo esgota sua capacidade de infiltração.

  • Inundações lentas ou de planície. Nas enchentes , as águas elevam-se de forma paulatina e previsível; mantêm-se em situação de cheia durante algum tempo e, a seguir, escoam-se gradualmente.

Normalmente, as inundações são cíclicas e nitidamente sazonais. Exemplo típico de periodicidade ocorre nas inundações anuais da bacia do rio Amazonas. Ao logo de quase uma centena de anos de observação e registro, caracterizou-se que, na cidade de Manaus, na imensa maioria dos anos, o pico das cheias ocorre em meados de junho.

  • Inundações em cidades ou alagamentos.

São águas acumuladas no leito das ruas e nos perímetros urbanos por fortes precipitações pluviométricas, em cidades com sistemas de drenagem deficientes.

Nos alagamentos o extravasamento das águas depende muito mais de uma drenagem deficiente, que dificulta a vazão das águas acumuladas,  do que das precipitações locais.

O fenômeno relaciona-se com a redução da infiltração natural nos solos urbanos, a qual é provocada por:

  • compactação e impermeabilização do solo;

  • pavimentação de ruas e construção de calçadas, reduzindo a superfície de infiltração;

  • construção adensada de edificações, que contribuem para reduzir o solo exposto e concentrar o escoamento das águas;

  • desmatamento de encostas e assoreamento dos rios que se desenvolvem no espaço urbano;

  • acumulação de detritos em galerias pluviais, canais de drenagem e cursos d´água;

  • insuficiência da rede de galerias pluviais.

Danos

No Brasil, muitas pessoas morrem por ano pelas inundações, outras perdem todo o patrimônio familiar alcançado com muitos anos de trabalho e esforço.

È comum a combinação dos dois fenômenos - enxurrada e alagamento - em áreas urbanas acidentadas, como ocorre no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e em cidades serranas.

Em cidades litorâneas, que se desenvolvem em cotas baixas, como Recife e cidades da Baixada Fluminense, a coincidência de marés altas contribui para agravar o problema.

Os alagamentos das cidades normalmente provocam danos materiais e humanos mais intensos que as enxurradas.

Em abril/maio de 2000, Laranjal do Jari, no Estado do Amapá,  registrou-se cerca de 20mil habitantes desabrigados (70% da população).

O que a prefeitura pode fazer?

  • Elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal, onde serão identificadas as áreas de risco e estabelecidas as regras de assentamento da população. Pela Constituição Federal (art.138) esse Plano é obrigatório para municípios com mais de 20 mil habitantes.

  • Fiscalizar as áreas de risco, evitando o assentamento perigoso em ÁREAS INUNDÁVEIS.

  • Aplicar multas, quando o morador não atender as recomendações da Prefeitura.

  • Elaborar um plano de evacuação com um sistema de alarme. Todo morador deve saber o que fazer e como fazer para não ser atingido.

  • Implantar o esgotamento de águas servidas e a coleta do lixo domiciliar.

  • Indicar quais áreas estão seguras para a construção, com base no zoneamento;

  • Como a maioria das cidades brasileiras estão próximas aos vales e margens dos rios é importante o planejamento, a legislação e fiscalização.

Saiba como agir

O que você pode fazer?

Na casa

Água para Consumo Humano: pode ser fervida ou tratada com água sanitária, na proporção de 2 gotas de água sanitária para 1 litro de água ou tratada com hipoclorito de sódio, na proporção de 1 gota de hipoclorito para 1 litro de água.  Nos dois casos, deixar em repouso por 30 minutos para desinfetar.

Água para limpeza e desinfecção das casas, prédios ou rua deve ter a seguinte dosagem : 1 litro de hipoclorito de sódio para 20 litros de água ou 1 litro de água sanitária para 5 litros de água.

Ferva a água ou use 1 gota de hipoclorito para 1 litro de água

Lave os alimentos com água e hipoclorito

Limpe o telhado e canaletas de águas para evitar entupimento

tenha um lugar previsto, seguro, onde você e sua família podem alojar no caso de uma inundação.

Mantenha sempre pronta água potável, roupa  e remédios, caso tenha que sair rápido da sua casa.

Conheça o Centro de Saúde mais próximo da sua casa, pode ser necessário.

Desconecte os aparelhos elétricos da corrente elétrica para evitar curtos circuitos nas tomadas.

Colabore com a abertura de desagües para evitar o estancamento de água, pois pode causar muitos prejuízos , principalmente para saúde.

Tenha cuidado com cobras e outros animais venenosos, pois eles procuram refúgio em lugares secos.

Enterre animais mortos e limpe os escombros e lama deixados pela inundação.  

O que você não pode fazer?

 

Tomar água ou comer alimentos que estavam em contato com as águas da inundação.

Jogar o lixo em terrenos baldios ou na rua

Jogar papel e lixo na rua

Desviar canos ou desagues

Jogar sedimentos, troncos, móveis, materiais, lixo que impedem o  curso do rio, provocando transbordamentos.

Construir nas margens dos rios e áreas inundáveis.


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
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