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A diabetes tipo 2 está associada com aterosclerose acelerada. Como as micropartículas derivadas de células apóiam a coagulação e a inflamação, elas podem estar envolvidas na aterogênese. A Dra. Michaela Diamant e colaboradores do Department of Endocrinology/Diabetes Center, VU University Medical Center, Amsterdam, Holanda; caracterizaram as micropartículas circulantes em pacientes com diabetes tipo 2 bem controlada e sem complicações e em indivíduos saudáveis, assim como sua relação com a coagulação e com o controle metabólico.
As micropartículas foram isoladas do plasma, e coradas com anexina V, anticorpos monoclonais (MoAbs) e um MoAb direcionado ao fator tecidual (TF), e analisadas por citometria de fluxo. Os números das micropartículas e origem foram comparados nos dois grupos. O número médio de micropartículas TF positivas foi duas vezes maior nos pacientes do que nos controles (P=0.018). Os pacientes tiveram maiores porcentagens de micropartículas TF positivas de células T-helper (P=0.045), granulócitos (P=0.004), e plaquetas (P=0.002). Foram encontradas correlações entre os números de várias subpopulações de micropartículas TF-positivas e índice de massa corporal, glicemia de jejum e insulina, ou fator de necrose tumoral - e HDL sérico. As micropartículas geraram menos trombina in vitro (P=0.007). Os números de micropartículas não correlacionaram com marcadores in vivo da coagulação e fragmentos de pró-trombina F1+2 e complexos trombina-antitrombina.
Os autores concluíram que o TF, possivelmente originado de granulócitos, está exposto em subpopulações de micropartículas em pacientes assintomáticos com diabetes tipo 2 bem controlada. As micropartículas TF-positivas estão associadas com componentes da síndrome metabólica, mas não com a coagulação. Desta forma, TF em micropartículas pode estar envolvida em processos outros que a coagulação, incluindo sinalização transcelular e angiogênese.
Fonte: Circulation 2002;106:2442
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