Geriatria/Gerontologia/Idoso - Anormalidades da marcha como preditores de demência
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Geriatria/Gerontologia/Idoso

Anormalidades da marcha como preditores de demência

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 Anormalidades da marcha como preditores de demência

The New England Journal of Medicine 2002;347:1761-1768

Anormalidades neurológicas afetando a marcha são precoces em várias demências, mas sua utilidade em predizer o desenvolvimento de demência ainda é incerta.

Recentemente, um estudo americano coordenado pelo Dr. Joe Verghese, do Albert Einstein College of Medicine, no Bronx, analisou a relação entre status neurológico basal da marcha e desenvolvimento de demência. O estudo foi prospectivo, envolvendo 422 indivíduos com mais de 75 anos que viviam na comunidade e não apresentavam demência no seu estado basal. Foi utilizada análise de regressão Cox para calcular os riscos com ajuste para fatores de confusão potenciais demográficos, médicos e cognitivos.

No cadastro inicial, 85 indivíduos apresentavam anormalidades de marcha dos seguintes tipos: marcha instável (31casos), marcha tendendo para frente (12), marcha hemiparética (11), marcha neuropática (11), marcha atáxica (10), marcha parksoniana (8) e marcha espástica (2). Durante o acompanhamento (6,6 anos em média), houve cerca de 125 novos diagnósticos de demência, sendo 70 deles doença de Alzheimer e 55 de demência não Alzheimer (47 envolvendo demência vascular e 8 envolvendo outros tipos de demência).

Os indivíduos com anormalidades de marcha apresentaram risco aumentado de desenvolver demência, com risco aumentado para demência não-Alzheimer, mas não para demência do tipo Alzheimer. Dentre as demências não-Alzheimer, uma marcha anormal prediz o desenvolvimento de demência vascular. Dentre as marchas anormais, a marcha instável, marcha tendendo para frente e marcha hemiparética predizem demência vascular.

Com estes resultados, os autores concluíram que anormalidades da marcha em idosos sem demência no estado basal são preditores importantes do risco de desenvolvimento de demência, especialmente das demências não-Alzheimer.

Fonte: The New England Journal of Medicine 2002;347:1761-1768


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