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farmácia, bioquímica,fisiologia

Ácido Clorídrico

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 Ácido Clorídrico

UTILIZAÇÃO:

  • Decapagem ácida de peças ferrosas.
  • Limpeza quimica de equipamentos.
  • Acidificação de poços de petroleo (processo dowell).
  • Aumento da permeabilidade e produção de fertilizantes (ataque a rochas fosfaticas).
  • Hidrolização de amido e proteinas na preparação de produtos alimenticios.
  • Curtumes e piquelagem.
  • Produção de colas e gelatinas.
  • Ativação de argilas bentoníficas.
  • Produção de Gluconato monossódico e xarope de milho.
  • Hidrólise Ácida de madeiras.
  • Produção de glicose a partir do milho.
  • Produção de cloretos de vinila e cloropreno.
  • Produção de cloretos metálicos .
  • Tratamento hidrometalurgico a partir de minérios.
  • Catalizador em sinteses orgânicas.
  • Produção de corantes.
  • Desnaturação do alcool.

Especificação Técnica
Ácido Clorídrico Técnico ou Ácido Muriático

Concentração ............................................................................................................

33 % Mínimo

Densidade ..................................................................................................................

1,165 g/ cm3

Ferro ..........................................................................................................................

0,0005 %

Cloro Livre ...............................................................................................................

0,0005 %

Sulfatos .....................................................................................................................

0,0005 %

Residuos após evaporação .....................................................................................

0,030 %

Aspecto .....................................................................................................................

Límpido transparente


1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO

Nome de Produto:
Ácido clorídrico (em solução)
Nome Químico: Ácido clorídrico
Outros nomes: Ácido muriático, ácido hidroclórico

Fórmula: HCl. O ácido clorídrico comercial é uma solução aquosa contendo de 3 a 37% em peso do gás cloreto de hidrogênio.
Peso molecular: 36,47

Códigos de classificação: CAS: n° 7647-01-0
    n° 017-002-01-X
    (conc. > 25%)
  CES: 017-002-02-7
    (10% < conc. < 25%)

 

2. COMPONENTES PRINCIPAIS APRESENTANDO RISCOS
 

-O produto em si.

 

 

3.DADOS FÍSICOS


Aspecto:
O ácido clorídrico é um líquido incolor ou amarelado; concentrado, ele tem um odor acre e picante, é higroscópico e libera vapores visíveis em contato com o ar úmido.

Ponto de fusão: -25,4oC (a 38% de concentração).
Densidade (D4 ²° ): de 1,01 a 1,21 conforme as concentrações em HCl.
Densidade vapor (ar = 1): (ClH gás):1,268

Tensão de vapor (ClH gás): oC mbars
  0 26
  20 43
  40 64

    Solubilidade na água: solúvel

Solubilidade em outros produtos: solúvel no álcool, no éter, no benzeno, na acetona, no ácido acético, no clorofórmio, etc.

Usos: decapagem de metais, correção de soluções alcalinas, fabricação de cloretos metálicos, regeneração de resinas de troca iônica, etc.

 

4.EXPOSIÇÃO: VALORES LIMITES AUTORIZADOS

(Ver comentários e definições no item 2 do anexo)

TLVC: (USA – ACGIH – 1992): 7,5 mg/m³ (CIH gás).

Legislação brasileira: 5,5 mg/m³ - valor teto (ClH gás)

 

 

5. RISCOS PARA A SAÚDE

Inalação (vapores)

Sintomas:

Irritação intensa do nariz, dos olhos e da garganta. Tosse intermitente, respiração difícil e irregular, com risco de bronco-pneumonia química e edema pulmonar agudo. Em caso de exposições repetidas ou prolongadas: dor de garganta , sangramento do nariz, bronquite crônica e erosão do esmalte dos dentes.

Primeiros Socorros:

Recomendação: a pessoa que está socorrendo a vítima deve cuidar-se para não sofrer, ela mesma, uma intoxicação aguda.

  • Afastar a vítima, o mais rápida possível do local poluído, transportá-la com o tronco elevado para um lugar calmo e arejado.
  • Evitar o resfriamento com o uso de cobertores.
  • Oxigênio, se necessário. Assistência médica em todos os casos.
  • Transporte urgente para um hospital.

Grau de risco: 4


Contato com os olhos:

Sintomas:

(Vapores): irritação intensa, lacrimejamento.

(Líquido): irritação dolorosa, vermelhidão dos olhos , inchaço das pálpebras. Risco de queimadura e sequelas graves (perda da visão).

Primeiros Socorros:

Recomendação: em caso de projeção nos olhos e no rosto, tratar os olhos com prioridade.

  • SEM PERDA DE TEMPO, lavar os olhos com água corrente durante 15 minutos, mantendo as pálpebras bem abertas.
  • Consultar um oftalmologista com urgência em todos os casos. Se necessário, transporte urgente para um hospital.

Grau de risco (vapores): 1
                          (líquido): 4


5.3 Contado com a pele (líquido):

Sintomas:

  • Irritação, vermelhidão, risco de queimadura.
  • Em caso de projeção abundante, risco de estado de choque (dor)..
  • Em contatos prolongados ou repetidos: risco de dermatose.

Primeiros Socorros:

  • SEM PERDA DE TEMPO, encaminhar a vítima, mesmo que ainda vestida, para o chuveiro, retirar sapatos, meias e roupas contaminadas.
  • Lavar a parte atingida com água e sabão, enxaguar com água corrente e morna..
  • Evitar o resfriamento com o uso de cobertores.
  • Vestir roupas limpas.
  • Em caso de dor persistente ou de vermelhidão, consultar um médico.

 

Ingestão:

Sintomas (líquido):

  • Irritação intensa e risco de queimadura muito grave da boca, da garganta, do esôfago e do estômago.
  • Náuseas e vômitos escurecidos (com sangue), cãibras abdominais.
  • Risco de estado de choque (palidez das faces, tendência à síncope, pulso fraco e irregular), de hemorragia digestiva e de perfurações digestivas.
  • Risco de bronco-pneumonia química ou de edema pulmonar.

 

Primeiros Socorros:

Se o indivíduo estiver consciente:

  • Fazer lavar a boca com água fresca.
  • Não fazer vomitar, dar de beber água fresca ou leite à vontade.
  • Evitar o resfriamento com o uso de cobertores.

 

Se o indivíduo está inconsciente

  • Desapertar as roupas e deitá-lo em posição lateral de segurança.
  • Oxigênio.
  • Médico urgente em todos os casos e transporte para um hospital
  • Assistência médica em todos os casos. .

 

Se o indivíduo está inconsciente

  • Desapertar as roupas e deitá-lo em posição lateral de segurança.
  • Oxigênio.
  • Médico urgente em todos os casos e transporte para um hospital.

Grau de risco: 4


 

 

6.RISCOS DE INCÊNDIO – EXPLOSÃO

Ponto de fulgor: -

Temperatura de auto-ignição: -

Limites de inflamabilidade: -

Perigo de incêndio – explosão:O produto dos vapores não é inflamável nem explosiva. Em presença de água ou umidade, reage com a maioria dos metais provocando a liberação de HIDROGÊNIO, muito inflamável (limite inferior de inflamabilidade: 4% v / v no ar, limite superior de inflamabilidade > 75% no ar).

Meios de extinção habituais:Água pulverizada para baixar os vapores, carbonato de sódio ou cal extinta para neutralizar o ácido.

Combate ao incêndio:Evacuar a zona de perigo. Admitir no local somente as equipes de intervenção, devidamente equipadas.Se possível, esvaziar os recipientes que contêm o produto para longe da zona de fogo, ou resfriá-los com água pulverizada.

 

7.REATIVIDADE

Estabilidade: Estável sob condições (ver 6, 4, 7, 2)/ Não pode polimerizar.

Produtos de decomposição apresentando ricos: Cloro e hidrogênio.

Condições a serem abolidas: -

Contato com materiais a ser abolido:Os ácidos concentrados são muito corrosivos com relação à maioria dos metais (ver 6.4). Reage com alcalis fortes (desprendimento de Cl2 ), o flúor, os carburetos, os sulfetos, o acetato de vinila, as bases fortes, etc.

Com o aldeído fórmico há formação de vapores muito tóxicos de clorometileter

 

8.PROCEDIMENTOS EM CASO DE VAZAMENTOS OU DE EMANAÇÕES

Vazamentos: neutralizar com carbonato de sódio e diluir com água

 

 

9.PRECAUÇÕES PARTICULARES (manutenção, armazenamento, etc.)
 

Estocagem:
Em um lugar fresco, bem ventilado, ao abrigo da luz, longe de fontes de calor, de substâncias inflamáveis e reativas (ver 7.4).

Os reservatórios e os recipientes assim como as superfícies mas quais o vazamento pode ocorrer, devem ser resistentes ao produto (aços especiais, polietileno, revestimentos anti-ácidos, etc.). Os recipientes devem ser cuidadosamente fechados.

Manipulação:

  • Evitar os superaquecimentos locais, as projeções de líquidos e o desprendimento de vapores no momento de esvaziamentos, transvasamentos, diluições ou dissoluções do produto.
  • Transvasamento, de preferência, efetuar operações em recipientes fechados.

Em todos os casos:

  • Instalações elétricas estanques e anti-corrosão. Ponto de água na proximidade. Bacia de retenção sob os reservatórios.
  • O pessoal deve ser advertido dos perigos do produto.

 

10.ETIQUETAGEM

Códigos europeus (Diretiva 91/325/CEE):

(R: riscos, S : recomendações de segurança)

CEE Corrosivo ( C ) (HCl de concentração > 25%)
Irritante (Xi) (HCl de concentração compreendida entre 10 e 25%)

Observação: se é solução, indicar a porcentagem ponderal.

R 34: Provoca queimaduras
R 37: Irritante para as via respiratórias.
R 36/37/38: Irritante para os olhos, as vias respiratórias e a pele.
S 2: Conservar fora do alcance das crianças.
S 26: Em caso de contato com os olhos, lavar imediatamente e abundantemente com água e consultar um médico.
S 28: Em caso de contato com a pele, lavar imediatamente e abundantemente com água.


Códigos brasileiros (NBR 7500):

Rótulo de risco Painel de segurança
  88
  1789

 

 

11.TRANSPORTE
 

No ONU: 1789

Códigos internacionais:

  IMDG: Classe 8 IATA: Classe 8
Grupo de Embalagem II II
Etiquetagem (n° ) Corrosivo Corrosivo
Numeração de tanques 1789 -

IMDG: International Maritime Code for Dangerous Goods of the
            International Maritime Organization (Londres).

IATA: International Air Transportes Association.

Classe 8: Corrosivo
Grupo de embalagem II: Perigoso

Códigos brasileiros:

(Portaria n° 291, de 31/05/88)

Número de risco: 88
Classe decrisco 8
Grupo de risco: II
Quantidade isenta: 250 kg.

 

12.PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

Tratamento de resíduos:Neutralizar com uma base antes de lançar ao esgoto com grande quantidade de água.

 

 

13.PROTEÇÃO COLETIVA E INDIVIDUAL

Ventilação:
  • Ventilação natural.
  • Aspiração local em caso de possíveis emissões de vapores (mais pesados que o ar).

Proteção respiratória:

Aparelho filtrante em cartucho tipo B, a ser utilizado como máscara de fuga em caso de emanação.

(Usar sempre aparelho de ar autônomo em caso de fogo ou intervenção em local confinado).

Proteção das mãos: Luvas de PVC ou de borracha.
Proteção dos olhos:
Óculos químicos ou máscara facial se há risco de projeções. Presença de proteções faciais ou frasco lava-olho nos locais de trabalho.

(Os óculos de proteção devem ser usadas em todos os casos de operações industriais).

Outros equipamentos de proteção: Duchas nos locais de trabalho.

No trabalho: botas, avental de borracha e vestimentas anti-ácido e anti-gás em caso de intervenção severa.


 

As informações dadas referem-se a uma síntese do nosso conhecimento atual e de nossa experiência com o produto. Elas se aplicam ao produto em seu estado puro, conforme as especificações. Em caso de combinações ou de misturas, o manipulador deve certificar-se de que eles não vão gerar algum novo risco. O manipulador deve respeitar, independente destas informações, o conjunto dos textos legislativos, regulamentares e administrativos relativos ao produto, à higiene e à proteção do trabalho.

Como parte integrante desta ficha, há um anexo com definições e siglas e observações gerais.

AMONEX


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