Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura - Fitoterapia Em Hiperplasia Prostática
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Alternativa/Fitoterapia/Acupuntura

Fitoterapia Em Hiperplasia Prostática

06/07/2003

 

Hudson de Lima

A Fitoterapia, é a forma mais antiga de tratamento da HPB, havendo relatos do seu uso em papiros egípcios datados do século 15 A.C.. Seu uso é amplamente difundido na Europa há vários séculos, sendo que na Alemanha cerca de 90% dos pacientes com HPB são tratados com drogas fitoterápicas. Embora nos Estados Unidos esta prática não seja comum, dados demonstram um aumento do uso destas drogas em virtude da popularização das lojas naturalistas (Natural health food). No Brasil, infelizmente não dispomos de dados estatísticos que indiquem o percentual de indivíduos com HP tratados com estas drogas.

O principal atrativo para o seu uso recai no fato de serem naturais e de não apresentarem efeitos colaterais adversos. Existe uma grande variedade de extratos de plantas que são utilizados para o tratamento da HPB. Na tabela abaixo são mostrados as principais drogas fitoterápicas utilizadas.

Principais agentes fitoterápicos

Nome científico

Nome da planta

Pygeum africanum
Populus tremula
Urtica dioica
Serenoa repens
Echinacea purpuracea
Cucurbita pepo
Secale cereale
Hipoxis rooper

Ameixa africana
Aspen
Urtiga
Palmas de sago
Flor da pinha púrpura
Sementes de abóbora
Centeio
Grama da estrela sul-africana

É descrito que a maioria destas drogas contém triterpenos, ácidos graxos livres e alcóois graxos livres. Os triterpenos são os mais comuns de onde se destacam o sitosterol, o tocoferol, o lupinol, e o lupoxin.

Os principais mecanismos de ação propostos para as drogas fitoterápicas são:

1.       Efeito antiandrogênico;

2.       Efeito antiestrogênico;

3.       Diminuição da SHBG (Globulina transportadora de hormônios sexuais);

4.       Inibição da linhagem de células derivadas da próstata;

5.       Inibição do fator de crescimento básico de fibroblasto (BFGF);

6.       Inibição do fator de crescimento epidermal (-EGF);

7.       Interferência no metabolismo das prostaglandinas e leucotrienos com efeito descongestionante e antiinflamatório local;

8.       Inibição da 5 redutase;

9.       Inibição da 3 e 3-OH esteróide oxidoredutase;

10.   Inibição da 3H-metol-trielenona;

11.   Aumento da complacência vesical.

Inúmeros trabalhos são encontrados na literatura referindo melhora da sintomatologia em até 60 a 80% dos pacientes, porém uma análise crítica destes deve ser feita.

A maioria destes estudos foram realizados com um pequeno número de pacientes não controlados por grupo controle, e sabemos através da literatura que o efeito placebo pode levar a uma melhora da sintomatologia em até 40 a 60% dos casos. Pouco se conhece a respeito da farmacocinética destas drogas, pois em sua maioria não sabemos quais substâncias existem nelas. Desta forma é impossível fazer qualquer comparação entre estes agentes e drogas conhecidas quimicamente. A dosagem utilizada nestes estudos foram extremamente altas, e consequentemente deveriam estar em níveis suprafisiológicos, o que não tem relevância clínica. E finalmente, a maioria destes estudos não apresentou critérios para analisar ou avaliar de forma objetiva a melhora destes pacientes tratados com estas drogas, seja através de IPSS, fluxo urinário ou volume prostático, limitando-se a avaliar apenas a melhora subjetiva dos pacientes.

Conclui-se que a fitoterapia na HP carece de estudos multicêntricos controlados com grupo placebo para avaliar sua real eficácia, não sendo possível colocar este grupo de medicamentos ao mesmo nível de importância dos -bloqueadores e da finasterida, pois estes últimos são drogas com comprovada eficácia descrita através de inúmeros trabalhos multicêntricos controlados de uma forma imparcial.

 

BIBLIOGRAFIA

1.       Lowe FC; Ku JC : Phytotherapy in treatment of benign prostatic hyperplasia: a critical review. Urology1996, 48 (1): 12-20

2.       Fitzpatrick JM; Lynch TH : Phytotherapeutic agents in the management of symptomatic benign prostatic hyperplasia. Urol Clin North Am1995, 22 (2): 407- 412

3.       Dreikorn K; Richter R : Conservative nonhormonal treatment of patients with benign prostatic hyperplasia, in Ackerman R, and Schroeder FH ( Eds): New Developments in Biosciences 5 , Prostatic Hyperplasia. Berlin, New York, Walter de Gruyter Co.,1989, pg 109-131.

4.       Ball AJ; Feneley RC; Abrams PH : The natural history of untreated "prostatism". Br J Urol 1981, 53: 613-616

5.       Rizzo M ; Del Popolo G; Tosto A : Le traitement non chirurgical de l'hypetrophie prostatique bénigne: la phytothérapie. J Urol (Paris) 1993, 99 (6) : 290-292

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