Stress/estresse - Como fazer com que o stress não o tenha como uma de suas vítimas?
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Stress/estresse

Como fazer com que o stress não o tenha como uma de suas vítimas?

11/07/2003

    “Qualquer afecção da mente, acompanhada de dor e prazer, esperança e medo, produz uma agitação cuja influência se estende ao coração.” William Harvey, médico 1623.

    Como podemos observar, a julgar pelo parágrafo anterior, não é recente a descoberta de que os problemas psicológicos influenciam de forma real sobre o corpo, causando, às vezes, danos irreversíveis.

    Mas, porque este problema é mais evidente nos último tempos? Simplesmente porque o ritmo da vida atual, as pressões, preocupações e as responsabilidades a que todos dias nos submetemos são cada vez maiores, portanto, este problema é mais evidente e grave a cada dia.

    Nós estamos nos referindo especificamente ao stress. No mundo industrializado, o stress é o maior contribuinte de enfermidades, devido à estreita relação que existe entre MENTE E CORPO. Mas para podermos entender um pouco mais, tiraremos algumas dúvidas.

    Começaremos dizendo que: ”TODOS TEMOS STRESS”. O papel dele é estimular no corpo uma resposta de alarme agudo preparando o corpo para fugir ou lutar e outra de vigilância crônica, preparando-o para resistir a longo prazo.

    Estas respostas se dão ante uma situação que o sujeito interpreta como perigosa. Uma emoção dolorosa, esta gerada por um pensamento negativo, que por sua vez está determinada por uma interpretação armazenada sobre um fato real.

    Por exemplo, diremos que uma pessoa esta ansiosa quando interpreta os sucessos de sua vida como ameaçadores. Se está deprimida é porque se obstina em ver em sua vida o que lhe falta e não o que tem. Por outro lado, sentir-se enojado responde ao pensamento de que estão abusando de mim em qualquer aspecto.

    Com o tempo, as reações desmedidas ao stress contribuem para uma alta da pressão arterial e endurecimento das artérias, armando o cenário de uma variedade de patologias, incluindo o infarto do coração.

    O stress pode permanecer conosco durante meses, anos ou décadas causando tensão, doenças e, a longo prazo, morte. No mundo industrializado, o stress é o maior e único contribuinte das doenças, devido à estreita relação entre mente e corpo.
 


Quais são os principais sinais de advertência?

· Apatia: Sensação de tristeza, as diversões já não são agradáveis.

· Ansiedade: Sensação de inquietude e agitação, insegurança de que nada vale a pena.

· Irritabilidade: sentir-se hipersensível, na defensiva, arrogante ou discutidor, rebelde ou furioso.

· Fadiga mental: sentir-se preocupado, com dificuldade para concentrar-se, problemas para pensar com flexibilidade.

· Sobrecompensação ou rechaço: exagerar na importância de suas atividades para você mesmo e os demais, trabalhar excessivamente, negar que tem problemas, abstrair os sintomas, sentir-se suspicaz.

· Evitar as coisas, mostrar-se reservado, evitar o trabalho, ter problemas para aceitar a responsabilidade e descuidá-la.

· Levar as coisas aos extremos, por exemplo: alcoolismo, drogas, jogos, gastar em excesso, promiscuidade sexual.

· Problemas no trabalho, chegar tarde, mau aspecto.

· Problemas legais como dívida, multa de trânsito, incapacidade de controlar impulsos violentos.

· Excessiva preocupação com a enfermidade e negação da mesma.

· Problemas de saúde frequentes.

· Esgotamento físico.

· Automedicação, excessivo uso de remédios.

· Mal estar, dores de cabeça, insônia, mudanças no apetite, ganho ou perda de peso, indigestão, náuseas, diarréias nervosas, constipação, problemas sexuais.

    O fato de tolerar alguns desses sintomas não nos indica nenhuma dificuldade para fazermos frente ao stress.
 


Como manejá-lo?

    O stress não é uma palavra da qual devemos ter medo. Se nós lidamos com todos os eventos da nossa vida como se fossem desafios, poderíamos observar que: um desafio muito pequeno nos aborrece e um muito grande nos faria sentir sobrecarregados, fora de controle.

    A idéia é fazer com que o desafio seja justo, para assim sentirmos que tem um lucro e um propósito. Para tanto, a chave esta em estar atento às próprias reações e não tanto no que passa no ambiente.

    Aprender a controlar a ira e ansiedade que se experimenta em situações carregadas de tensão é o que permitirá que se surjam distintas condutas para resolver um problema.

    Vejamos este exemplo: diante de um determinado fato que a pessoa interpreta como ameaçador, o corpo se estressa. A pessoa pensa: “Estou ficando ansioso”, então o corpo responde a esse sentimento de ansiedade estressando-se ainda mais, aumentando o ritmo cardíaco e volta a pensar: “Vou estourar” do qual resulta avaliações e predições pessimistas e negativas. Como podem ver, se abre um diálogo entre o corpo e a mente e é quando se começa a ter medo.

    As intervenções cognitivo-condutivas para controlar o stress são a arte de usar a cabeça e estão destinadas a romper o circuito entre pensamento e reação do corpo. Para isso só há três opções: ou se troca a fonte que dispara a reação, ou se troca as respostas físicas, ou se atua sobre os pensamentos.

    A terapia intervém neste último ponto, quer dizer, atua sobre os pensamentos alterando assim as respostas do corpo.

    Para concluir diremos que um dos principais problemas é que muitas vezes nosso corpo pede coisas que nosso cérebro não escuta, exigimos mais e mais, puxamos tanto a corda que o lado mais fraco se arrebenta. Mas a interação da mente com o corpo pode ser tão nociva quanto benéfica, isso se a pessoa estiver bem.

    Isto se consegue trocando as condutas autodestrutivas e cumprindo com as normas e responsabilidades mas sem se sacrificar neste intuito como muitas vezes acontece no trabalho, estudo, etc. Não é o que se faz que nos lastima e sim como se faz.

    Para tanto é necessário por em andamento medidas preventivas, tanto para estimular respostas saudáveis para o organismo, como para aprender a manejar situações carregadas de tensão, que ao se tornarem permanentes, afetam seriamente o nosso corpo. Não espere que isso aconteça, ponha-as em prática.

 

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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