O que é?
Os cálculos renais são formações sólidas compostas de sais minerais e uma série de outras substâncias, como oxalato de cálcio e o ácido úrico. Essas cristalizações podem migrar pelas vias urinárias causando muita dor e complicações. Os cálculos podem atingir os mais variados tamanhos, indo desde pequeninos grãos, como os de areia, até por exemplo chegarem ao tamanho do próprio rim. Eles se formam tanto nos rins quanto na bexiga. O cálculo renal é também chamado de litíase urinária e, popularmente, de pedra no rim.
Sinais e sintomas
Muitas das vezes, a pessoa nem sabe que tem cálculo renal porque a pedra é tão pequena que acaba sendo expelida naturalmente junto com a urina. Em casos de formações maiores, no entanto, em que o cálculo fica preso nas vias urinárias, as dores relatadas são bastante fortes. Desconfie quando, de uma hora para outra, sentir uma forte dor na região próxima aos rins, que pode ser acompanhada por náuseas e vômitos. Veja também se a cor da urina está alterada e se há muita vontade e desconforto ao urinar. Muitas vezes, os sintomas são acompanhados de febre. Procure imediatamente um especialista, o nefrologista ou o urologista, pois o problema pode ter conseqüências bastante sérias.
Tem algum risco?
Existem riscos como a obstrução total da passagem da urina e a paralisação da filtragem do sangue pelo rim.
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia http://www.sbu.org.br quando uma pedra é formada no rim ela pode causar diferentes tipos de situação. É possível permanecer no local de origem durante bastante tempo (meses ou anos) sem causar nenhum problema. Além das conseqüências já citadas acima, os cálculos urinários podem causar infecções urinárias e serem descobertos apenas pelas manifestações destas infecções.
A situação mais comum é aquela onde existe um cálculo renal pequeno, com ou sem dor, eliminável pelas vias naturais, sem infecção. Dores recorrentes, infecções graves, formação de cálculos sucessivos podem ocorrer, mas segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, são situações incomuns.
O que causa?
Beber pouco líquido é uma das principais causas apontadas. Mas várias razões podem levar à formação de pedra no rim, como infecções, doenças, herança genética ou um defeito no sistema urinário. Os cálculos costumam acontecer mais em homens do que em mulheres, e pesquisas mostram que pessoas que vivem em climas quentes são mais acometidas pelo problema porque perdem líquido mais facilmente, fazendo com que os minerais fiquem mais concentrados na urina. Vale ressaltar que a urina contém, naturalmente, elementos que podem se juntar e formar uma pedra, como o cálcio e o ácido úrico, por exemplo. São substâncias produzidas diariamente pelo organismo e eliminadas naturalmente pela urina.
Como o problema é tratado?
Como a dor é intensa, os médicos costumam receitar a dobradinha analgésico/ingestão regular de líquido. Há situações em que são prescritos medicamentos para ajudar a dissolver certas substâncias da urina, como o cálcio, ou de diminuir certos elementos encontrados na urina, como o cálcio.
A cirurgia pode ser necessária?
Seu médico irá analisar a necessidade ou não de se optar por uma cirurgia. Hoje em dia, são utilizadas algumas alternativas ao bisturi, como a litotripsia extracorpórea, que consiste em submeter o paciente a ondas de choque que quebram os cálculos dentro do rim, facilitando a sua eliminação pela urina. Há ainda equipamentos que são introduzidos pela vias urinárias e que são capazes de eliminar ou retirar as pedras, sem necessidade de cirurgia. Enfim, converse com seu médico.
Como evitar?
Além de dar mais atenção à ingestão regular de líquidos, é bom estar de olho na alimentação, mesmo que ainda haja muita polêmica em torno da possibilidade de uma má dieta provocar cálculos. Entre os alimentos que alguns médicos costumam incluir na lista das proibições para quem tem tendência ao problema estão os peixes e frutos do mar, gema de ovo e alimentos com alto teor de oxalato tais como nozes, espinafre, salsinha Pede-se para que se restrinja também o consumo de leite e derivados. Há estudos que mostram que dietas com diminuição do consumo de proteína animal, ou seja, de carnes em geral (no máximo de 93g de proteínas diárias) e baixo consumo de sal, ajudam a prevenir a formação de pedras. Muitos pesquisadores, no entanto, dizem que apenas os excessos no consumo de alimentos ricos em cálcio ou ácido úrico poderiam acarretar transtornos. Na dúvida, use o bom senso optando por uma alimentação mais saudável, tendo ou não tendência ao cálculo renal.
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