Angústia e câncer de mama
Estudo promovido na Finlândia revelou que fatos demasiadamente estressantes, como luto e tristeza, são capazes de elevar as chances do aparecimento do câncer de mama.
De acordo com os pesquisadores que implementaram este estudo - publicado na edição mais recente do American Journal of Epidemiology - a propensão para a doença chega a dobrar no caso de mulheres que se divorciam ou que ficam viúvas.
Outras espécies de desgastes emocionais, não necessariamente ligados a ocorrências tristes, também carregam algum risco: é o caso de uma simples mudança de residência. "Nenhum estudo do gênero havia conseguido informações tão precisas", entusiasmou-se o médico Artur Katz, do Hospital Albert Einstein, em depoimento à revista Veja.
Método O estudo finlandês - o Finnish Twin Cohort - foi procedido de forma a levantar um extenso e curioso leque de informações. Focou-se em 20.000 pares de gêmeos nascidos naquele país antes de 1958, com a meta de verificar a influência da genética, do meio ambiente e dos fatores psicológicos no desenvolvimento de doenças crônicas.
Para chegar aos resultados referentes ao câncer de mama foram analisados dados sobre a vida de mais de 5.400 mulheres e suas respectivas irmãs gêmeas, recolhidos num período de 15 anos. A atenção foi voltada especificamente às situações em que uma das irmãs teve câncer de mama e a outra, não - excluindo-se, portanto, os casos de tendência familiar à doença e presença de outros fatores de risco, como tabagismo e menopausa tardia.
Ainda não está totalmente claro, entretanto, o mecanismo que faz com que o estresse repercuta nas mulheres de forma tão prejudicial. Até o momento, o que se admite é que altas doses deste tipo de emoção interferem na produção do estrógeno.
Fonte: Revista Veja
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