Dermatologia/Pele - Rosácea
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Dermatologia/Pele

Rosácea

14/07/2003

Rosácea é uma doença inflamatória crônica da pele que acomete principalmente as regiões centrais da face, caracterizada por episódios de eritema e telangiectasias, podendo evoluir com a presença de pústulas e edema. Costuma evoluir por estágios, num período de anos. Acomete mais pessoas de pele clara, do sexo feminino, com idade variando entre 30 e 50 anos. É uma doença de etiologia multifatorial. Fatores constitucionais, facilitando crises de eritema facial, desencadeados por estímulos diversos e a exposição crônica ao sol, são fatores importantes por danificarem os vasos linfáticos levando a edema intersticial e inflamação crônica. Fatores gastrointestinais tem sido exaustivamente estudados e atualmente tem-se dado importância para a relação com a presença do H. pylory o que não é aceito por todos. O papel patogênico do Demodex folliculorum, parasita comensal de folículos pilocebáceos, também tem sido muito debatido, sendo que a alguns autores consideram que um número maior que 5/cm é altamente especifico para rosácea. É importante ressaltar que a rosácea também acomete o olho, em até 50% dos doentes, causando principalmente blefarite, conjuntivite, hordéolo, calázio e até ceratite que pode levar à cegueira. É importante que todos pacientes com rosácea sejam examinados por oftalmologistas, periodicamente. O paciente de rosácea, ao ser tratado, deve ser orientado para evitar fatores que, conhecidamente, causem crises de flushing como: álcool, comidas condimentadas, calor, sol, entre outros, e irritantes locais. A rosácea papulopustosa, em geral, responde muito bem aos tratamentos sistêmicos com Tetraciclinas ou com Metronidazol. Também podem ser usados tópicos como: metronizadol, peróxido de benzoila, antibióticos, compressas com solução de Burow, entre outros medicamentos. Mais recentemente, foi descrito na literatura um paciente com rosácea e demodecidose, refratário aos tratamentos convencionais, que beneficiou-se com o uso de ivermectina via oral. Este mesmo tratamento também foi utilizado em uma paciente da Clínica de Dermatologia da Santa Casa de São Paulo, com rosácea nodular, presença de D. folliculorum e comprometimento ocular grave, resistente aos tratamentos convencionais, com boa resposta, inclusive com grande melhora da inflamação nos olhos.
O paciente com rosácea deve evitar fatores que desencadeiam crises de flushing, como: bebidas alcoólicas, comidas muito quentes ou condimentadas, exposição ao sol, irritantes tópicos e outros. As crises de eritema facial podem ser atenuadas com o uso de compressas frias, com solução de Burow. A fase inflamatório responde bem a tratamento sistêmico feito, principalmente, com Tetraciclinas, seus derivados semi-sintéticos ou Metronidazol, com bons resultados. Recentemente, foi descrito na literatura um doente com rosácea e demodecidose, refratário aos tratamentos convencionais e que respondeu bem ao tratamento com Ivermectina via oral em dose única. Baseado neste relato, utilizamos esta medicação em uma paciente com rosácea facial e ocular grave, resistente aos tratamentos convencionais, com excelente resposta, inclusive com grande melhora da inflamação dos olhos.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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