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15-04-2003
"Depois de três bilhões de anos de evolução, temos à disposição o conjunto de instruções que nos leva da célula do óvulo para um ser adulto até a morte". Com estas palavras, o cientista Robert Waterson, do Consórcio Internacional de Seqüenciamento do Genoma Humano, comemorou um dos momentos mais importantes da história da ciência.
Formado por 18 instituições, em julho de 2000 o consórcio já havia divulgado um primeiro rascunho do genoma. O atual anúncio refere-se a 99,99% do mapa - resultado que deve ser definitivo, considerado o fato de que os seres humanos apresentam ligeiras diferenças entre si. Ou seja, conhecer 100% do DNA do homem é praticamente impossível.
Rápida conclusão Laboratórios de vários países contribuíram para o projeto, que deveria ter durado 15 anos e custado US$ 3 bilhões. No final, foi concluído em menos de 13 anos e custou US$ 2,7 bilhões.
Na edição do projeto Genoma Humano publicada em meados de abril foram deixadas pequenas "brechas" referentes ao DNA, tidas como "muito difíceis de seqüenciar", por motivos técnicos.
Todo o trabalho de rastreamento, entretanto, ainda está longe de ser finalizado, visto que falta a parte mais árdua: descobrir onde está e o que representa cada gene dentro do genoma - possibilitando ao homem de se prevenir contra uma série de doenças, como câncer e mal de Alzheimer.
Na etapa já realizada, os cientistas preocuparam-se em colocar em ordem as mais de 3 bilhões de letras químicas que compõem o DNA humano. Algumas descobertas surpreenderam os estudiosos. Bom exemplo: quando o projeto foi iniciado, imaginava-se que o homem possuía cerca de 100 mil genes "escritos" no genoma. As primeiras análises do anúncio do rascunho de 2000 mostraram que esse número não passa de 30 mil.
Fonte: O Estado de São Paulo
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