03 de Junho de 2003.
Num estudo publicado recentemente no Journal of Burn Care & Rehabilitation, sete centros de queimados apresentaram uma revisão retrospectiva de 10 anos de trabalho com pacientes diagnosticados com púrpura fulminante. Foram revistos dados demográficos, etiologia, apresentação, tratamento médico e cirúrgico e evolução dos pacientes.
Um total de 70 pacientes foram identificados. A idade média dos pacientes foi de 13 anos. A Neisseria meningitidis foi o agente etiológico mais comum em crianças e adolescentes enquanto que o Streptococcus geralmente afetou a população adulta. O tratamento agudo consistiu da administração de antibiótico, ressuscitação, suporte inotrópico e ventilatório, com uso eventual de corticóides (38%) e reposição de proteína C (9%).
A necrose de partes moles e de espessura de pele total foi extensa, exigindo enxerto de pele e amputações em 90% dos pacientes. Um quarto dos pacientes exigiu amputações das extremidades. As fasciotomias quando realizadas precocemente pareceram limitar o nível da amputação em 6 dos 14 pacientes.
Os autores concluíram que a fasciotomia durante o tratamento inicial destes pacientes pode reduzir a profundidade de envolvimento de partes moles e a extensão das amputações.
Current Management of Purpura Fulminans: A Multicenter Study - Journal of Burn Care & Rehabilitation