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Embora muitos estudos prospectivos tenham achado uma associação entre o consumo de peixe e o risco de doença cardíaca coronariana (DCC) ou morte súbita cardíaca na população geral, há poucos dados sobre os pacientes diabéticos.
O Dr. Frank B. Hu e colegas da Division of Preventive Medicine, Department of Medicine, Brigham and Women’s Hospital, e da Cardiology Division, Massachusetts General Hospital, Harvard Medical School, Boston, Mass examinaram prospectivamente a associação entre ingestão de peixe e ácidos graxos w-3 e o risco de DCC e mortalidade total entre 5103 enfermeiras com diagnóstico de diabetes tipo 2, livres de doença de base cardiovascular ou câncer. Entre o período de 1980 a 1996, foram documentados 362 casos de DCC (141 mortes por DCC e 221 infartos do miocárdio não fatais) e 468 mortes por todas as causas. Comparado com as mulheres que raramente consomem peixe (< 1 porção/mês), o risco relativo (IC 95%) de DCC com ajuste de idade, fumo, e outros fatores de risco estabelecidos para coronariopatia foi 0.70 (0.48 a 1.03) para consumo de peixe de 1 a 3 vezes ao mês, 0.60 (0.42 a 0.85) para uma vez por semana, 0.64 (0.42 a 0.99) para 2 a 4 vezes por semana, e 0.36 ( 0.20 a 0.66) para 5 ou mais vezes por semana (P tendendo para 0.002). O maior consumo de peixe também foi associado com redução significativa da mortalidade total (RR multivariado =0.48 [0.29 a 0.80] para ≥5 vezes por semana [ P tendendo para 0.005]). O maior consumo de ácidos graxos de cadeia longa w-3 foi associado com uma menor tendência para incidência de DCC (RR=0.69 [IC 95%, 0.47 a 1.03], P tendendo para 0.10) e mortalidade total (RR=0.63 [ IC 95%, 0.45 a 0.88], P tendendo para 0.02).
Os autores concluíram que um consumo maior de peixe e ácidos graxos de cadeia longa w-3 está associado com uma diminuição da incidência da DCC e mortalidade total em mulheres diabéticas.
Fonte: Circulation 2003; 107:1852-1857. |