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A aterosclerose começa na parede da artéria, com disfunção endotelial acompanhada de mudanças funcionais e estruturais que influenciam a rigidez arterial. A análise do contorno do pulso arterial fornece uma avaliação da complacência ou elasticidade do conduto de grandes artérias (C1) e pequenas artérias da microcirculação (C2). Elizabeth Grey e colegas do Departament of Medicine, School of Public Health, e Departamemte of Biomedical Engineering, da University of Minnesota, Minneapolis, Minnesota, USA, realizaram um estudo, em que o valor preditivo da redução da elasticidade dessas artérias foi avaliado pelo acompanhamento de pessoas que se submeteram à análise do contorno de pulso na University of Minnesota.
Foram enviados questionários para 870 pessoas que tiveram suas ondas de pulso arterial radial analisadas entre 1993 e 1999 usando um sensor não-invasivo, parâmetros algorítmicos estimados e o modelo Windkessel modificado de circulação. As respostas de 419 pessoas maiores de 19 anos de idade relataram vários eventos cardiovasculares, incluindo morte, infarto do miocárdio, AVC, ataques isquêmicos transitórios, angina, procedimentos vasculares intervencionistas coronarianos ou periféricos.
Entre as 419 pessoas, 168 (41%) relataram um ou mais eventos cardiovasculares. Eventos cardiovasculares foram mais comuns naqueles com pressão arterial elevada, colesterol elevado, diabetes, e história familiar positiva. Idade avançada, C1 reduzido, e C2 reduzido foram predisponentes invariáveis dos eventos. Após ajuste de idade, uma diminuição de duas unidades em C2 representou um fator predisponente significativo (odds ratio 1.50, P < 0.001), enquanto C1, não.
Os autores concluíram que elasticidade diminuída de pequenas artérias, que é uma medida da disfunção arterial, está significativamente associada com eventos cardiovasculares independente da idade.
Fonte: American Jornal of Hypertension 2003, 16: 265-269 |