Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação - Ácido linoléico dietético e aterosclerose carotídea
Esta página já teve 114.930.565 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 27.748 acessos diários
home | entre em contato
 

Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação

Ácido linoléico dietético e aterosclerose carotídea

20/07/2003

 

A ingestão de ácido linoléico dietético está associada com baixo risco de mortalidade por doença cardiovascular. Entretanto, não é conhecido se o ácido linoléico está associado com um baixo risco de aterosclerose carotídea.

O Dr. Luc Djoussé e colegas da Section of Preventive Medicine & Epidemiology, Evans Department of Medicine, Boston University School of Medicine e do Department of Cardiovascular Genetics, University of Utah, Salt Lake City, realizaram um estudo com o objetivo de examinar a associação entre o ácido linoléico dietético e a presença de placas ateroscleróticas e espessamento da íntima e da média da artéria carótida.

Em um estudo transversal, foram avaliados 1575 participantes do National Heart, Lung, and Blood Institute Family Heart Study, livres de coronariopatia, AVC, hipertensão, e diabetes. Um Ultra-som de alta resolução foi usado para avaliar a espessura na camada média e íntima e a presença de placas carotídeas entre 1cm abaixo e 1cm acima do bulbo carotídeo. Foi utilizada a regressão logística e um modelo linear generalizado para a análise.

Do quartil inferior para o superior da ingestão de ácido linoléico, o odds ratio prevalente (95% IC) de placa carotídea foi 1.0 (referência), 0.47 (0.30, 0.73), 0.38 (0.22, 0.66) e 0.49 (0.26, 0.94), respectivamente, em um modelo ajustado para idade, sexo, ingestão energética, relação cintura-quadril, educação, campo central, ato de fumar, e consumo de ácido linoléico, gordura saturada, peixe, e vegetais. O ácido linoléico, os ácidos graxos de cadeia longa do peixe, e o consumo de peixe não foram significativamente relacionados com doença arterial carotídea. O ácido linoléico foi inversamente relacionado com a espessura dos segmentos internos e da bifurcação da artéria carótida, mas não com a artéria carótida comum.

Os autores concluíram que o alto consumo de ácido linoléico está associado com baixa prevalência de probabilidade de placas carotídeas e menor espessura do segmento específico das camadas íntima e média da carótida.

Fonte: American Journal of Clinical Nutricion 2003; 77:819-825


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos