1. O que são Ataques de Pânico?
Ataques de Pânico são sensações repentinas de intenso terror, que podem acontecer quando você estiver em uma determinada situação, ou mesmo de repente, sem nenhuma razão especial. Eles podem tornar a vida extremamente difícil, tanto para você quanto para a sua família.
As pessoas que já sentiram Ataques de Pânico referem esses episódios como sendo momentos de:
- Dispnéia
- Tontura
- Palpitação
- Sudorese Intensa
- Tremor
- Dor no peito
- Sensação de sufocação
- Náusea
Durante esses momentos do ataque, você acredita que está muito doente, praticamente à beira da morte. Apesar deles demorarem, comumente, apenas alguns minutos, você se sente muito mal durante muito tempo mesmo depois do ataque.
O Ataque de Pânico pode ocorrer enquanto você está dormindo, fazendo com que você acorde muito assustado.
Em algumas pessoas os ataques de pânico podem estar relacionados a outras doenças, como depressão e agorafobia.
É importante lembrar que os Ataques de Pânico são bastante comuns — aproximadamente uma em cada dez pessoas sentirá essa sensação em um momento qualquer de sua vida.
2. Ataques de Pânico e outras manifestações de ansiedade.
Algumas pessoas que apresentam Ataques de Pânico, têm, também, outras manifestações de ansiedade, como depressão, agorafobia ou transtorno obssessivo compulsivo. Como exemplo, poderíamos dizer que, aproximadamente um terço das pessoas que apresentam Ataques de Pânico também sofrem de depressão, embora, na maioria das vezes, nem se apercebam disso. A depressão pode fazer com que os Ataques de Pânico sejam mais intensos, bem como mais demorados.
Por esta razão, além do tratamento dos Ataques de Pânico, é importante empreendermos um esquema terapêutico também para os distúrbios concomitantes, como a depressão.
3. O que causa os Ataques de Pânico?
As causas exatas dos Ataques de Pânico são ainda desconhecidas. Algumas vezes, podem ser desencadeadas por acontecimentos marcantes da nossa vida, como a morte de uma pessoa de nossa família, ou mesmo em situações estressantes como divórcio ou separações. Por outro lado, há episódios em que não se conhece a razão ou o porquê de seu aparecimento.
Alguns pesquisadores acreditam que os ataques de pânico são oriundos de mudanças no equilíbrio de certas substâncias químicas do cérebro. Já se sabe, há algum tempo, que uma dessas substâncias – a seratonina – desempenha um papel importante na depressão, visto que as pessoas deprimidas apresentam níveis baixos de serotonina representam também um fator importante em indivíduos com ataques de pânico. Uma outra possibilidade é que o organismo se “convence”, de uma maneira errada, de que realmente está se sufocando, por exemplo, e – conseqüentemente – produz mecanismos para se defender.
4. Como são tratados os ataques de pânico?
Os ataques de pânico podem ser eficazmente tratados. É possível que uma boa conversa explicativa com o seu médico, a respeito das causas de seus sintomas, o ajudem a se livrar deles. Se isto não for suficiente, há dois tipos de tratamento disponíveis, ou sejam, medicamentos químicos (remédios) e psicoterapia, que podem ser usados separados ou concomitantemente.
· Psicoterapia
O seu médico pode admitir que, para o seu caso, é necessário complementar o uso de medicamentos químicos com um esquema psicoterápico, desenvolvido por um terapeuta especializado.
A psicoterapia pode ajudá-lo a mudar o conteúdo de seus pensamentos, que acompanha os sintomas referentes ao ataque de pânico.
Caso o seu médico ache que a psicoterapia lhe será conveniente, ele mesmo indicará um profissional de sua confiança para lhe ajudar nessa terapia.
· Medicamentos Químicos
Aproximadamente sete em cada dez pacientes serão beneficiados com um esquema de terapêutica química, permitindo, dessa maneira, que o seu médico possa prescrever algum medicamento para você.
Os medicamentos prescritos serão, provavelmente, tranqüilizantes, como os benzodiazepínicos, ou antidepressivos, os quais poderão ajudá-lo a controlar os ataques de pânico. Caso você também sofra de depressão, ou qualquer outro distúrbio de ansiedade, os antidepressivos poderão também ser úteis para isso.
Como todos os medicamentos, de um modo geral, você pode achar que os seus medicamentos apresentam alguns efeitos secundários. Contudo, creia, eles serão sentidos por pouco tempo.
Os efeitos secundários dos benzodiazepinicos mais observados são a sonolência e a piora dos sintomas iniciais da doença quando é suspenso o tratamento.
Quanto aos antidepressivos, há vários tipos diferentes, já disponíveis no mercado, dos quais o seu médico saberá qual deles será o mais indicado para o seu problema. É importante ter em mente que, diferentemente dos benzodiazepínicos, os antidepressivos mais antigos incluem boca seca, visão turva, prisão de ventre e aumento de peso, enquanto que os mais modernos podem apresentar como efeitos secundários, náusea, cefaléia, tonteira e ligeira sonolência. Se você acha que os seus medicamentos estão produzindo efeitos secundários intensos, ou já duram muito tempo., vá ao seu médico e converse com ele a esse respeito, pois ele saberá o que fazer, quer seja ajustando a dosagem de seus medicamentos, ou mesmo trocando por outros.
Ataques de pânico são perfeitamente controláveis, desde que siga rigorosamente a orientação e o tratamento instituído pelo seu médico, inclusive a de tomar o medicamento prescrito diariamente.
Emanoel Rodrigues de Melo Filho